sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Questão de Babilônia

(**********9) A Questão de Babilônia

Foi exposto de forma exaustiva (para que ninguém tenha desculpa) que a escatologia se desenvolve em dois atos consecutivos e complementares, embora distintos em qualidade e em imagens. Atos estes que são tão somente o reviver, no plano escatológico, dos dois atos passados envolvendo a destruição de Judá por parte do rei caldeu Nabucodonozor e a conquista de Babilônia por parte do rei persa Ciro.

E uma vez que foi exposto de forma clara, inquestionável, que os dramáticos acontecimentos da revolução comunista ocorrida na Rússia no ano de 1917, sim, a forma como os revolucionários trataram a Cristandade foi da mesma essência e magnitude como os caldeus trataram o reino de Judá, ora, certamente que a equação matemática está a exigir e desloca agora a escatologia do plano da destruição de Judá para o plano da conquista de Babilônia. Inversão completa dos fatos.

De fato, se na Palavra de Deus a destruição de Judá foi ato de Deus para punir a sua nação que então se tornara rebelde, incapaz de ouvir e seguir seus conselhos, que então enviava pelos seus mensageiros profetas; e ele revestiu de servo a um rei pagão, e encheu a sua mão de poder para que o fogo de sua ira fosse derramado sobre a nação rebelde, a verdade é que tendo extravasado sua ira, justamente, agora vai florescer no seu coração o amor, a bondade e a misericórdia. A sua ira quebrantara o seu coração, e eles no cativeiro refletiram muito sobre as razões que fizeram Deus se encher de ira contra eles e os entregar cativos na mão de pagãos. Agora, destarte, o Deus soberano e condutor da História vai tratá-los de modo diferente. Sendo assim, o que isto representa na questão escatológica? Que este novo Ciro vai tratar e se relacionar com a Cristandade de forma diferente, no lugar da punição para que ela forçasse-os no conhecimento de Deus e se voltassem para ele contritamente, logrará tal agora por mergulhar seus corpos nas águas limpadas da Educação e da Palavra de Deus, ensinando-os como o pai ensina o filho nos primeiros passos. Tendo conhecimento dos acontecimentos históricos e da Palavra de Deus, associando-os e os correlacionando, desse modo se converterão em homens e mulheres que não apenas pregam a Palavra de Deus, mas que também a vivem em todas as suas dimensões. Deveras, é este o tempo em que se cumpre o dito da Palavra de Deus: E todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Javé e a paz de teus filhos será abundante. Mostrar-te-ás firmemente estabelecida na própria justiça. Estarás longe da opressão – pois não temerás a ninguém – e daquilo que aterroriza, porque não se chegará a ti. (Isaías 54:13-14).

Antes de prosseguir é preciso um preâmbulo importantíssimo, para que tudo seja clareado e dúvidas dirimidas quanto a este novo momento na história do homem.

Ora, é sabido que o cativeiro babilônico durou setenta anos (os quarenta e nove anos descritos pela história oficial não compromete os nossos estudos) e ao seu final voltaram para o lugar de onde tinham sido expulsos de modo a reconstruir as suas mesmas coisas. E é sabido que o regime comunista durou setenta anos e ao final ruiu. Isto enseja perguntas inquietantes e ao mesmo tempo pertinentes: sendo assim então não podemos dizer que as forças do novo Ciro foram a forças que se uniram e derrubaram o comunismo? Mesmo porque sabemos que a partir de tal a Cristandade passou realmente a voltar para o antigo lugar de onde foi banida, reconstruindo e reconquistando suas antigas posições, tudo como aconteceu com os cativos no seu retorno a Judá? Quiçá porque sabemos que foi a união de forças políticas e religiosas que levaram á derrocada do comunismo? Mais ainda, que não somente no caso tipológico as forças de medos e persas contaram com a cumplicidade de comerciantes babilônios que abriram os portões de sua cidade para a entrada das forças invasoras como tal também ocorreu no antítipo, pois forças do próprio comunismo se fizeram cúmplices com forças externas na derrocada do comunismo? O que explica não só a conquista de Babilônia ter sido pacífica como também a queda do comunismo, pois quê não tinha ninguém para defendê-lo?

Não resta a menor dúvida que isto é um novelo para ser destrinchado. Ora, se os acontecimentos têm corroborado tal, e não faltam aqueles que elegeram o Papa João Paulo II como o novo Ciro, o Libertador da Cristandade, realmente estamos diante de um novelo para ser destrinchado.

Bem, o que sucede é que na Palavra de Deus não há apenas um Ciro senão que dois. Bem assim como não havia um Moisés senão que dois (Deuteronômio 18.15). Há o Ciro persa, particular, com a missão de libertar o povo hebreu e o levar de volta para Judá, mas há também o Ciro Universal com a missão de libertar a Humanidade e a levar de volta ao domínio de Deus. Mesmo que a Palavra de Deus se refira a Ciro persa como “o meu Cristo” na verdade Ciro persa era apenas sombra do Ciro Universal, e de fundamental ele lhe emprestava os fundamentos tipológicos. Não resta a menor dúvida que Isaías 45 é uma referência direta a Ciro persa, e é sobre Ciro persa que Isaías 44.28 está versando, mas, no que diz respeito a Isaías 49, deva se buscar aí ao Ciro Universal.

Vejamos: Escutai-me, vós ilhas, e prestai atenção, vós grupos nacionais longínquos. O próprio Javé me chamou até mesmo desde o ventre. Desde as entranhas de minha mãe ele tem feito menção do meu nome. E passou a fazer a minha boca igual a uma espada afiada. Escondeu-me na sombra da tua mão. E aos pouco fez de mim uma flecha polida. Escondeu-me na sua própria aljava. E prosseguiu, dizendo-me: “Tu és meus servo, ó Israel, tu és aquele em quem mostrarei a minha beleza.”

Mas eu, da minha parte, disse: “Foi em vão que labutei. Gastei o meu próprio poder para irrealidade e vaidade. Verdadeiramente, meu julgamento está com Javé, e meu salário, com o meu Deus.

E agora Javé, aquele que me formou desde o ventre como servo seu, disse que eu lhe trouxesse de volta Jacó, a fim de que o próprio Israel fosse ajuntado a ele. E eu serei glorificado aos olhos de Javé, e meu próprio Deus se terá tornado a minha própria força. E ele passou a dizer: “Foi mais do que um assunto trivial que te tornaste meu servo para levantar as tribos de Jacó e trazer de volta os resguardados de Israel; e eu te dei também por luz das nações, para que a minha salvação viesse a existir até a extremidade da terra”.

Assim disse Javé, o Resgatador de Israel, seu santo, ao que é desprezado na alma, ao que é detestado pela nação, ao servo de governantes: “Os próprios reis verão e certamente se levantarão, bem como príncipes, e eles se curvarão em razão de Javé, que é fiel, o Santo de Israel, que te escolhe.”

Assim disse Javé: “Num tempo de boa vontade te respondi e num dia de salvação te ajudei; e eu te estive resguardando para te dar como pacto para o povo, para reabilitar a terra, para fazer que se reentre na posse das desoladas propriedades hereditárias, para dizer aos presos: ‘Saí!’, aos que estão em escuridão: ‘Revelai-vos!’ Pastarão junto aos caminhos e seu pasto será em todas as veredas batidas. Não terão fome, nem terão sede, nem se abaterá sobre eles o calor abrasador ou o sol. Porque aquele que se apieda deles os guiará e os conduzirá junto às fontes de água.” (Isaías 49.1-10).

Ora, neste vaticínio de Isaías, embora abundem descrições tipológicas de Ciro persa, por outro também é certo que abundam descrições referentes a outro personagem que não Ciro persa. Basta ver que descrições que aparecem nos versos 8 e 10 são transcritas no livro do Apocalipse, o que quer dizer que tratam-se de profecias que não se cumpriram com Ciro persa senão que iriam se cumprir 2500 anos depois.

Bem, se as forças que se uniram para derrubar o comunismo, e o Papa João Paulo II foi o seu campeão, representavam o Ciro particular, corruptível, que libertou o corruptível e os mandou de volta para o corruptível, para reconstruírem o corruptível, ora, que forças, então, representam o Ciro Universal cuja missão é libertar, não um povo particular, mas a inteira humanidade do domínio de Babilônia Apocalíptica? Que forças são estas que na Palavra de Deus são chamadas de “reis do nascente do sol” (Apocalipse 16.12) que vem sobre Babilônia Apocalíptica e a conquistam e libertam todos os povos do seu domínio?

Não resta a menor dúvida que estas forças novas, conduzidas pelo Ciro Universal, serão compostas da união de cristãos e de marxistas. A sua união em corpo único é que formará a “Esplêndida Superioridade de Javé” de que fala o profeta Isaías (2.10). E será esta “Esplêndida Superioridade de Javé” que conquistará e vencerá o imperialismo, libertando a inteira humanidade do seu jugo, que põe tudo e a todo escravos do dinheiro e escravos do circo, não do circo que trás entretenimento e alegria para as crianças, mas do circo do consumismo, do sensualismo e do hedonismo. E esta será uma conquista pacífica, porque ao povo socialista será acrescentado também o povo católico e o povo evangélico que se vestiram das armaduras de Deus, cortando todo e qualquer apoio ao imperialismo, o vencendo a partir do seu próprio interior, do seu próprio povo que desejaram livrar-se do seu estilo de vida depredador, da vida, do caráter e da própria natureza.

Caiu! Caiu Babilônia! Faz pouco o canal de Televisão Hit promoveu um debate com teólogos acerca dos Estados Unidos, ser ou não a Babilônia que aparece no livro do Apocalipse. E o que levou a emissora televisiva a promover o debate é que cresce cada vez mais nos meios evangélicos a crença de que a nação americana só pode ser Babilônia, não a vista por Isaías com duzentos anos de antecedência, mas a vista por João com quase dois mil anos de antecedência.

E o canal televisivo promoveu o debate porque quis colocar a limpo a questão, para que um debate limpo, imparcial, pudesse esclarecer as mentes até que ponto os Estados Unidos é ou não a Babilônia moderna?

Apesar da aparente imparcialidade do mediador, é dever dizer que ali esteve presente aquilo que a Palavra de Deus chama de “as coisas profundas de Satanás”.

A começar que todo e qualquer debate televisivo ou em rádio que envolve temas conflituosos, com opiniões divergentes, é natural que seja trazido para o debate representantes dos dois lados. E os representantes de cada posição, debatendo em intermitência, expondo a lógica do seu raciocínio, acabam por fornecer aos telespectadores e ouvintes uma farta massa de dados possibilitando a eles exercitarem bem o juízo e fazer a escolha que julgou certa. O que não foi o caso da questão posta, pois todos os teólogos que ali compareceram foram unânimes de que os Estados Unidos não é a Babilônia esperada, o que, por si só, compromete a lisura e honestidade do debate.

É verdade, enquanto uns disseram que Babilônia não era os Estados Unidos, mas algo por ainda aparecer, e outros disseram que era isto aquilo, não se viu um único defender a posição que era de muitos telespectadores, conforme entrevista feita nas ruas e exibidas no transcorrer do debate: Babilônia hoje são os Estados Unidos!

E chama à atenção para o argumento bizarro e descontextualizado de que lançaram mão para defender os Estados Unidos do estigma de ser Babilônia; estigma que cresce dia a dia nos meios evangélicos: como os Estados Unidos pode ser a Babilônia se é o país que mais exporta missionários para o mundo, se achando presente em praticamente todos os lugares da terra, pregando a Palavra de Deus e anunciando a salvação em Jesus Cristo?

Realmente, se for olhar por este ângulo os Estados Unidos não tem como ser Babilônia. Mas devemos dizer que tal se tratou de premissa alienada, descontextualizada da questão em foco. O profeta Isaías ao estar vaticinando sobre Babilônia Apocalíptica, e João tão somente transcreveu as suas palavras, lhes dando, é certo, enriquecimento lingüístico e de imagens, que excita e põe o psicologismo do leitor em redobrada atenção, ora, em momento algum as palavras de Isaías dão direito a que se tome o fato concreto dos Estados Unidos serem nação exportadora de missionários com a Palavra de Deus para isentá-lo de ser Babilônia. Isaías parece estar num outro mundo, diferente, distante, sem qualquer contato com o mundo dos teólogos ali presentes.

De fato, vejamos a descrição exata de Isaías sobre Babilônia, certamente que concebido já a partir dos fundamentos tipológicos de Babilônia caldéia, bem assim como Sofonias, quarenta anos antes, profetizou sobre o escatológico dia da ira de Javé a partir dos fundamentos tipológicos da destruição de Judá, embora estes fundamentos tipológicos ainda não estivessem presentes, como não estavam presentes os fundamentos tipológicos concernentes a Babilônia, que só iriam aparecer duzentos anos depois (Sofonias profetizou aparentemente sobre a destruição de Judá cerca de quarenta anos antes e Isaías sobre a queda de Babilônia cerca de duzentos anos antes). Eis a descrição de Isaías sobre Babilônia, que deveria ter sido a premissa a que os teólogos em questão deveriam ter lançado mão:

“E terá de acontecer, no dia em que Javé te der descanso da tua dor, e da tua agitação, e da dura escravidão em que foste escravizado, que terá de encetar esta expressão proverbial contra o rei de Babilônia e dizer: ‘Como cessou aquele que compeliam outros a trabalhar, como cessou a opressão! Javé destroçou o bastão dos iníquos, a vara dos governantes, aquele que incessantemente golpeava povos em fúria com um golpe, aquele que subjugava nações em pura ira, com perseguição sem freio. A terra inteira chegou a descansar, ficou sossegada. As pessoas ficaram animadas, com clamores jubilantes. Até mesmo os juníperos se alegraram de ti, os cedros do Líbano, dizendo: “Desde que te deitaste, não sobe contra nós nenhum lenhador.”’”

Ora, quando lançamos mão de premissas verdadeiras e contextualizadas a situação dos Estados Unidos, temporariamente aliviada nas explanações dos teólogos presentes ao debate televisivo, volta a ser difícil. De fato, quem conhece a história da nação ianque, de intervenção política e militar não só em inúmeros países da América Latina (estavam prontos para intervir no Brasil em 64), mas em todos os continentes da terra, e intervenções sempre a favor de governantes não raro corruptos, mas sempre servis aos seus interesses, se convence de que esta nação imperialista alvo dos vaticínios de Isaías trás todas as indicações de serem mesmo os Estados Unidos.

A rigor, analisando as descrições de João sobre a universalidade das suas relações comerciais, com viajantes comerciantes de todos os lugares, de todos os ramos de negócio, que se enriqueceram com ela, é impossível surgir uma voz que não diga: Basta! Já sabemos quem realmente é Babilônia!

É esclarecedor a análise a ser feita sobre o conteúdo de Isaías 14.15-17, como segue: “Todavia, no Seol serás precipitado, nas partes mais remotas do poço. Os que te virem te fitarão; examinar-te-ão de perto, dizendo: ‘É este o homem que agitava a terra, que fazia tremer os reinos, que fez o solo produtivo como deserto, que lhe derrubou as próprias cidades, que nem aos seus prisioneiros abriu o caminho para casa?’”

Ora, por ocasião da invasão do Kwait por forças invasoras de Saddan Hussein, na resposta militar rápida e contundente dos Estados Unidos, que destroçava o exército iraquiano a galope, então Saddan Hussein sentindo na carne que entrara numa enrascada, e que a única coisa que tinha que fazer era se retirar o mais rápido possível do Kwait, então fê-lo pensando conservar o orgulho próprio ao dizer que tivera um sonho e no sonho era dito que se retirasse do Kwait.

Bem, o que sucede é que quando as forças de Saddan Hussein se retiravam do Kwait, e de forma desordenada e desesperada, é então que o vaticínio de Isaías sobre Babilônia começa a merecer a nossa atenção. Uma vez que os iraquianos estavam retornando para casa, mas tinham de passar pelas tropas da coalizão, que fizeram um gancho na sua retaguarda, ora, o que se sabe com certeza é que milhares de soldados iraquianos foram mortos quando a lógica militar e diplomática exigia que fossem poupados, pois não estavam mais em luta senão que se retirando dela.

Mas, porque bloquearam o seu retorno para casa enchendo o deserto de milhares e milhares de corpos de iraquianos mortos, que àquela altura só pensavam em chegar às suas casas? Para mostrar para o mundo a sua força e o seu poderio? Que aquele era o destino de toda e qualquer força que afrontasse qualquer dos seus aliados ou contrariasse qualquer dos seus interesses mundo afora? Como diz o profeta Isaías: Subirei aos céus. Enaltecerei o meu trono acima das estrelas de Deus e assentar-me-ei no monte de reunião, nas partes mais remotas do norte. Subirei acima dos altos das nuvens; assemelhar-me-ei ao Altíssimo.

Mas, como diz o mesmo Isaías: “Como caíste do céu, ó tu brilhante, filho da alva! Como foste sim cortado rente a terra, tu que prostrava as nações!” E como diz João, de forma mais simples é impossível: “Caiu! Caiu Babilônia, a Grande, e ela ser tornou moradia de demônios, e guarida de toda exalação impura, e guarida de toda ave impura e odiada.”

O que é isso? Ora, por ocasião da queda de Babilônia frente aos medos e persas e por ocasião do decreto de retorno de Ciro, muitos judeus passaram a voltar para Judá com a firme esperança de reconstruir o reino que uns entendem como teocrático de Javé. Mas muitos permaneceram em Babilônia, acostumados e integrados aos seus costumes e à servidão dos seus deuses. Pois é, estes que acham que os Estados Unidos não são de modo algum Babilônia, e que mesmo diante da revelação do Espírito – o “decreto de Ciro” –, continuam apegados à sua ideologia e ao seu estilo de vida, gozando das delícias de um mundo falsamente chamado de livre e não sentindo nenhum desejo de estarem entre as forças que irão se empenhar para a restauração do paraíso de Deus na terra, ora, temos de afirmar: estes são os demônios que continuam fazendo dela moradia!

O que foi falado deva servir de alerta e reflexão para o povo de Deus. O povo de Deus, Judá e Samaria, se achavam em Babilônia. É verdade, viviam em Babilônia, mas não eram Babilônia. Pois é, católicos e evangélicos devem pensar, e pensar muito, que não são Babilônia, mas estão sim em Babilônia, pois qualquer lugar da terra que está sob domínio e influência do imperialismo americano se está em Babilônia. É por isso que a Palavra de Deus diz: Sai dela, povo meu! Se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas (...). Sai da sua ideologia e do seu sistema de vida, que se é alegria para homens, é abominação para Deus.

E deva servir de alerta e reflexão, sobretudo, para os teólogos que tomaram parte no debate televisivo. Que a questão deva ser aprofundada, muito aprofundada, trazendo para o campo de juízo um leque muito maior de informações. Como são homens de Deus, seguramente homens de Deus, pois não somente Deus diz: sai dela POVO MEU como também estavam ali defendendo posições que a sua razão entendia ser a verdadeira, ora, analisando agora a questão em outros ângulos, em premissas internas e constitutivas do silogismo, certamente que também chegarão à conclusão: é verdade, e o assunto também está resolvido para nós!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Profeta do Senhor Contra o Presbiteriano Hamilton

O Profeta do Senhor Contra o Moderador da Comuna IGREJA PRESBITERIANA do BRASIL Hamilton

"Pois, aquele que cumpre a sua palavra é forte; porque o dia de Javé é grande e muito atemorizante, e quem poderá resistir nele?" Joel 2.11

Hamilton

Tchau amigão. Cansei das suas sandices.

Ademais: Não precisa ler Olavo, Wurmbrand ou Julio Severo para ser contrário ao socialismo. Para isso basta uma leitura sincera e honesta da Bíblia, acompanhada de Lutero, Calvino, Agostinho, os Puritanos, os Pais da Igreja, a CFW, e todo maravilhoso legado que a Sagrada Tradição Reformada nos deixou.

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Esse senhor Hamilton, moderador da comuna IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL, deu esta resposta e imediatamente expulsou Noubarus Gerson, sem deixar espaço para refutação. Contou ali um monte de estorietas que a ideologia americana inventou contra o comunismo e comunistas e lançou nos meios evangélicos, coisas mais absurdas, sem pé sem cabeça, que só uma mente infantil ou doente para crer, e foi esperto, expulsando Noubarus Gerson para que ele não pudesse contestar tanta mentira.

Mas ele deixou uma brecha do tamanho do sol que qualquer um percebe que se trata de um individuo doente. A rigor, qualquer individuo nos meios cristãos que fazem defesa do capitalismo contra o socialismo é literalmente um doente; afinal qualquer um sabe dos frutos amargos do capitalismo, já desde muito julgado pela Palavra de Deus como a raiz de todos os males. Como ler a Bíblia, acompanhado de Lutero, de Calvino, de Agostinho, dos Puritianos, dos Pais da Igreja, da CFW e ser contra o socialismo se o mesmo é fenômeno que se manifestou teoricamente no século XIX e na prática no século XX? Podiam falar do que não existia? Do que não viram? Mas, Teólogos da Teologia da Libertação, que são revolucionários como foram Lutero, Calvino, Agostinho, e travaram contra o Papa e o catolicismo romano a mesma luta que travaram Lutero e Calvino ao seu tempo, fizeram leitura sincera e honesta das Sagradas Escrituras e chegou-se a conclusão que o socialismo era um fenômeno mais antigo do que pensaram os marxistas, sendo possível encontrá-lo não só nas páginas dos livros dos profetas Isaías e Amós, mas também nas páginas dos livros do Novo Testamento, não só o texto em que Jesus diz que é mais fácil um camelo passar no orifício duma agulha do que um rico se salvar, por causa da recusa do jovem rico em vender suas propriedades e distribuir o valor para os pobres, como também nas páginas dos livros de Tiago e de Atos, ali, no trecho em que aparece escrito: todos os que se tornavam crentes estavam unidos em terem todas as coisas em comum, e foram vender as suas propriedades e bens, e distribuir a receita entre todos, conforme alguém tivesse necessidade (Atos 2.43-47; 4.32).

Não é a sua leitura que induz os evangélicos a serem, na quase totalidade, contrários ao socialismo, mas são leituras de Olavo, de Wurmbrand ou Julio Severo, alienígenas semeados no meio do povo de Deus por pessoas com segundas intenções. A rigor esse Wurmbrand escreveu um livro com o título ERA MARX SATANISTA? e vendeu... Centenas de milhares ... Nos meios evangélicos. Faz muito tempo que o li e me parece que ali ele falava que Marx era ocultista... acendia umas velas... Nas suas reuniões. Coisa assim (o Diabo é isso e nada além disso).

Mas isso se dá por causa de Isaías: O próprio Javé sairá como um poderoso. Como um guerreiro ele despertará o zelo. Bradará, sim, dará um grito de guerra; mostrar-se-á mais poderoso sobre seus inimigos. Por muito tempo fiquei quieto. Fiquei calado. Continuei a exercer autodomínio (...) E vou fazer os cegos andar num caminho que não conheceram; farei que pisem numa senda que não conheceram. (Isaías 42.13-17). Deus calado é que os homens falam barbaridades em seu nome e contra o seu nome. Mas há de chegar um dia em que ele vai se levantar, dia este visionado pelo profeta Isaías, 33.10-11: “Agora vou levantar-me”, diz Javé, “agora vou enaltecer-me; agora vou elevar-me. Vós concebeis grama seca; dareis à luz restolho. Vosso próprio espírito vos consumirá como fogo”.

E como sinal de advertência aos líderes da igreja Presbiteriana, que sabem tem um nome a zelar, fica abaixo o que o moderador Hamilton da comuna IGREJA PRESBITERIANA deixou escrito: Apesar das muitas divergências, as grandes denominações cristãs declaram solenemente em comum acordo, que TODOS OS COMUNISTAS VÃO PARA O INFERNO.

E, por último, fica para reflexão. Depois de ele elencar um monte de coisas que líderes comunistas “disseram” contra a religião e contra Deus, e Noubarus Gerson ter respondido que agiram assim porque Deus estava oculto neles, então veja o que respondeu:
Ah sim. "Deus" estava lá, matando seu próprio povo, destruindo igrejas, proibindo a Bíblia, divulgando o ateísmo, blasfemando contra si mesmo...

E fica a reflexão sobre o escatológico dia da ira de Javé segundo o que aparece no livro do profeta Sofonias (1.11-18) onde ali Deus diz que iria voltar a sua atenção para os sacerdotes que faziam juramentos a Deus e para os sacerdotes que faziam juramentos para Malcã, e para os filhos do rei, e para os príncipes, e para o rei, e para o que usavam vestuário estrangeiro (burguesia), e para os que pesavam a prata (comerciantes), e para os poderosos, e nem a sua prata e nem o seu ouro os iria livrar... A palavra de Deus se cumpre, e fica para reflexão se a revolução comunista não foi Deus cumprindo a sua Palavra... Ficando ainda mais a reflexão: Se os comunistas, cumprindo a Palavra de Deus, vão para o inferno, que segundo Hamilton as grandes denominações cristãs declararam solenemente, para onde vão aqueles que foram objetos da ira divina? Que se abateu sobre eles através da mão dos comunistas, assim como a sua ira contra o rei, e príncipes, e sacerdotes de Judá se abateu sobre eles através da mão dos caldeus?

Zapatismo, na Visão do Socialismo Celestial. Extraído do trabalho "A Relação do Cristianismo com o Socialismo"

Zapatismo. No início do ano de 94 um grupo guerrilheiro ocupou diversas repartições públicas no estado pobre de Chiapas, México. Porque os guerrilheiros não tinham o objetivo de lutar contra o sistema senão que o de exigir melhorias para a população pobre do país, em especial os índios de Chiapas, e porque depois daquele episódio único pareceu que eles “depuseram as armas”, a verdade é que, mormente comunicado romântico e de humor, e o seu líder Subcomandante Marcos escondendo a sua identidade é a sua subscrição, o movimento zapatista tem adquirido conotação negativa entre as forças de esquerda. Sendo apenas visto como um grupo político reformista, sem projeto de transformação, sem intenções de aprofundar as contradições no interior da sociedade mexicana e levá-la a confrontos revolucionários com o poder estabelecido.

Isto é verdadeiro? Do ponto de vista positivista, que vê o aparente, o que se manifesta à retina, isto é verdadeiro. Mas o movimento zapatista deva ser visto com outros olhos, pelo viés filosófico.

Na verdade o movimento zapatista foi o resultado do Espírito em movimento de retorno a si mesmo. Na sua transformação de um extremo ao outro, do extremo da Lei para a Graça, do extremo da Ditadura do Proletariado para o extremo da Democracia de Jesus. Nesta cadeia, o movimento zapatista no México já foi o segundo momento, tendo sido o sandinista o seu primeiro momento, e o que está prestes a se manifestar no Brasil o seu terceiro momento.

Do que estou falando? Ora, tivemos na América não ianque a revolução cubana. E ela fez reviver as revoluções da velha Europa. Literalmente a russa. Foi leninista na tomada do poder, foi plekhanovista na introdução da NEP, e por fim foi stalinista. A revolução cubana seguiu este mesmo ideário da revolução russa.

Mas, a revolução russa trazia no seu ventre uma negação, que haveria de construir a igualdade no ventre da liberdade, de modo que nela liberdade e igualdade, que tanto na revolução russa como na francesa estiveram de costas, apartadas, em puro antagonismo, nesta nova revolução estariam juntos. Se relacionando, mutuamente se ajudando, de modo que a sua igualdade iria ser uma nova Igualdade, porque construída no ventre da liberdade, e a sua liberdade iria ser uma nova Liberdade, porque construída no ventre da igualdade. E como esta nova revolução iria ser construída no continente latino-americano, eis a revolução cubana, o reviver neste lado do mundo, da revolução russa.

Então veio o seu segundo momento, a revolução sandinista, que foi leninista, teve o momento da NEP russa, mas não foi stalinista. E como o stalinismo é corpo inseparável do leninismo, o leninismo se completa no stalinismo, e sem esta complementação a revolução se esvanece, se encaminhava para morrer na NEP que só não se deu porque salva pelo stalinismo, e onde não teve a complementação do stalinismo morreu, o caso da revolução portuguesa, mas também o caso da revolução sandinista.

Ora, se o Espírito estava em processo de transformação, indo de um extremo a outro extremo, tanto do extremo geográfico, da eurásia para a América Latina, como do extremo ideológico, da Ditadura do Proletariado para a Democracia de Jesus, e se na revolução sandinista já produzira uma nova figura de espírito, não só a revolução foi feita com a presença maciça dos cristãos como não foi stalinista, foi leninista, mas não stalinista, a verdade é que com os zapatistas o Espírito dá um novo salto de qualidade: vai deixar de ser também leninista! E certamente que na sua consumação, a se dar no país Brasil, não só não leninista e não só não stalinista, mas, pela primeira vez, na revolução, então o rosto de Jesus aparece no lugar do rosto de Marx. Uma nova autoridade!

Então o movimento zapatista deva ser visto com olhar metafísico e não mais positivista. O movimento zapatista não se trata de apenas um movimento reformista, interessado apenas em melhoria para o povo no interior do sistema, sem maiores implicações que estas. O movimento zapatista deva ser visto como o momento em que na revolução se dá a completa negação do leninismo. Uma nova tomada de consciência revolucionária, o momento mesmo em que o Espírito sai à sua procura.

Destarte, o leninismo, uma vanguarda revolucionária, que toma sobre si a responsabilidade da revolução, com a sua capacidade intelectual e a sua força suprindo toda a falta e fraqueza do proletariado, é isto que agora será contestado em benefício de uma nova práxis. Não se trata mais de uma vanguarda fazer a revolução em nome do povo e governar em nome do povo, mas, sim, do povo fazer a revolução e não mais ter governantes como seus representantes senão que eles mesmos são seus representantes. Não se trata mais de repetir uma prática que a experiência demonstrou que será catastrófica ao final. O edifício do socialismo foi construído sobre seu alicerce. Mas se sabe que pela qualidade do material empregado na construção da obra, e aí diz respeito ao seu embasamento teórico, quando no interior da obra se revelar novas necessidades será então que começarão a aparecer rachaduras. Certamente no edifício, mas também no alicerce, porque o material do conjunto da obra é o mesmo. De rachadura em rachadura chega um momento em que todo o edifício implode (não faltando aqueles que sairão a reunir seus cacos pensando com os cacos reconstruir toda a obra).

Pois é, é esta a visão do zapatismo, construir o socialismo na via tradicional do lenininismo, como muitos grupos estão empenhados, é ter a certeza de que o tempo revelará que todo esforço foi em vão. Tudo terá de novamente ser repetido, é um ciclo, se buscando Bode Expiatório – que não é o Bode – para legitimar o recomeço de tudo, como fazem estes grupos que querem construir o socialismo pela via tradicional do leninismo, que eles dizem única, justificando a sua luta para reconstruir o que ruiu apontando com o dedo indicador ora para Stálin, ora para Trotsky, mas nem um único se virando para Marx e dizendo, com o dedo indicador na posição de riste: FOI VOCÊ! Construímos a casa do socialismo conforme as medidas que você nos deu, e veio o vento dos descontentes e ele não suportou o peso do seu sapateado.

Então foi dito que o movimento zapatista está construindo o socialismo por novas armas, por via própria? Não, mas foi dito que ele representa o momento da tomada de consciência por parte da revolução que é preciso um novo existir revolucionário. A experiência amarga e que deixou marcas profundas forçou o Espírito a nova imaginação revolucionária. Detectou um ciclo a que está sujeito, e se pôs a contorná-lo, buscando alternativa. O movimento zapatista não pode construir o socialismo por esta via porque implica todo um trabalho para que os odres velhos sejam transformados em odres novos; e aí sim então deixar neles o vinho novo do socialismo. Um trabalho assim é missão do socialismo celestial, e tudo está preparado no país Brasil para que um trabalho assim aconteça. Dessa forma, do começo de tudo em Cuba, passando pela Nicaraguá sandinista e subindo ao estado Chiapas do sul do México, então tudo está preparado para a sua consumação no Brasil, berço deste novo existir revolucionário.

Que se manifesta já trazendo em si a marca do zapatismo. Só um exemplo, se os trabalhadores têm a capacidade de abrir estrada e construir sobre ela o asfalto, não tem também condições de gerenciar as praças de pedágio? E as praças de pedágio revertem o fluxo do dinheiro para os próprios usuários, pois são empregados ao longo da rodovia em benefício de todos, na construção de oficinas, postos de atendimento médico, e etc. E praça de pedágio agregada à praça de pedágio o resultado é a formação de uma única praça de pedágio, nas mãos dos trabalhadores, que, dessa forma, estão usufruindo plenamente do trabalho de suas próprias mãos, como vaticinou o profeta Isaías. O que vale para a praça de pedágio, como exemplo, vale para tudo na sociedade. E é esta a essência do zapatismo, não aguardar o fim do capitalismo ou trabalhar o seu fim para então construir a nova sociedade, mas construir a nova sociedade no seu interior, como quem constrói a casa nova dentro da casa velha, expulsando seus cômodos velhos até que a casa nova se tornou única.

E temos já à nossa frente uma preparação, estes milhões de rostos de brasileiros sem nome a se esconder atrás de uma máscara social, mas que de uma forma ou outra passaram a conhecer o poder do evangelho em suas vidas. Foram transformados espiritualmente ou ao menos ficaram sabendo que o Evangelho tem o poder de transformar os indivíduos; fazer com que abandonem os vícios, o desamor familiar, a futilidade, e assim sendo, disponibilizados como odres novos aptos a receber o vinho novo das boas Novas. O novo socialismo nasce das entranhas do Evangelho, ou nasce dele ou não nasce de modo algum. E é preciso que ele primeiro chegue aonde se forma e desenvolve a sua força intelectual, e estamos falando dos muitos centros de estudos teológicos espalhados Brasil afora. E destes às grandes massas que já foram transformadas espiritualmente e destas às grandes massas que ainda não experimentaram em suas vidas o poder que o Evangelho tem para fazer delas novas criaturas.

Entrem na Comuna Arautos Celestiais

A fase teológica da História, que findou na Idade Média, produziu como a
sua flor mais pura o Cristianismo e Jesus; a fase materialista da História, que
se iniciou com e a partir do Renascimento e se encerrou na queda dos regimes
socialistas do Leste, produziu como a sua flor mais pura o socialismo e Che
Guevara. Agora chegou para ela o terceiro momento, Teopolicrato, que é
sintético, unindo em corpo único a flor mais pura da fase teológica da História
(Pero sin perder la ternura jámas) com a flor mais pura da fase materialista da
História (Hay que endurecerse).

Se você carrega na sua corrente sanguínea a estas duas flores mais puras da
História é porque você é a sua terceira flor mais pura. Então entre na comuna ARAUTOS
CELESTIAIS e se apresente como um trabalhador da boa obra, que quando
plenamente edificada então se estará vivendo em um reino de liberdade concreta,
em que cada um tem segundo as suas necessidades, quer as de pão, alimento do
corpo, quer as de transcendência, alimento da alma, quer as de conhecimento,
alimento do espírito. Naquele reino que segundo o profeta Miquéias as pessoas
estariam sentadas debaixo de sua videira (igualdade espiritual) e debaixo de
sua figueira (igualdade material), não havendo quem as fizesse tremer. 4.4.
Sim, naquele reino que segundo o profeta Isaías as pessoas estariam animadas,
com clamores jubilantes (14.7), pelo fim de Babilônia em suas vidas, pelo fim
do domínio imperialista na terra. Naquele reino que simplesmente Jesus disse nele os justos brilhariam
tão claramente... Seja das suas primícias http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=110890007

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Do Egito para o Brasil. Ninguém Impedirá a Sua Explosão nas Ruas do Brasil

DO EGITO, ONDE SE INICIOU A CIVILIZAÇÃO, PARA O BRASIL, ONDE SE INICIARÁ A NOVA CIVILIZAÇÃO. DA PRÉ-HISTÓRIA PARA A HISTÓRIA


No frontispício da comuna ARAUTOS CELESTIAIS aparece o seguinte: descrição:

Comunidade voltada para integrantes dos Arautos Celestiais CRIE UMA MISSÃO NA SUA CIDADE:
arautoscelestiais@gmail.com

O termo CRIE UMA MISSÃO NA SUA CIDADE às vezes chega a passar a impressão de que o movimento dos arautos celestiais seja apenas uma religião ou uma denominação religiosa. Mas não é isso. Que o movimento ARAUTOS CELESTIAIS tem viés religioso é fora de dúvida, mas é, sobretudo, e acima de tudo, um movimento político fortemente marcado por uma luta permanente e sem trégua contra o capitalismo e o imperialismo.

O Arauto Celestial - usou a expressão FORME UMA MISSÃO, e talvez ele tenha razão na escolha do termo. Afinal missão quer dizer homens, mulheres, jovens, idosos, que se desprendem de qualquer laço que prende suas vidas e se tornam propagadores da Verdade e Vontade divinos, a partir deste despojamento livrando muitos de erros e da escravização de homens velhacos, fazendo-os viver em novidade de vida. Missionário é aquele que leva boas novas, e a verdade é que somos necessitados destes missionários, que hão de ir às escolas, às igrejas, às fábricas, aos acampados por terra, aos que amanhecem nas filas dos hospitais públicos, aos que estão nos presídios, e levar a mensagem de que o socialismo tem raiz no mesmo Deus de Moisés e de Jesus. O socialismo é Deus dando continuidade à obra da Redenção, depois da luta vitoriosa contra o paganismo-hedonismo, contra as suas concupiscências, que tem traspassado a muitos com muita dor, tem desfeito muitos lares, tem arrastado jovens para vícios sem fim, a sua luta deslocou-se, pois, para o plano político-material. O que passou a estar na sua mira é agora o capitalismo e os que defendem esse sistema de vida de forma apaixonada, que, sabedores da ignorância generalizada, não pestanejam em chamá-lo de "mundo livre", muito embora o mesmo já tenha recebido seu pleno julgamento na Palavra de Deus (Mateus 7.13-14). Destarte, os seus profetas agora são outros, inteiramente outros, Marx, Engels, Lênin, Anarquismo, Escola de Frankfurt, Teologia da Libertação, Sindicatos, Movimentos Sociais, Pastorais.

Somos tão claramente um forte movimento político que estamos nos dirigindo à militância do PT e pedindo a ela reflexão sobre seu atual momento. Para que analise se o governo do PT hoje não é tão-somente uma revivência histórica do governo menchevique que governou a Rússia por seis meses naquele ano de 17; que a aliança política feita pelo PT, da mesma essência da aliança política construída pelo líder menchevique Kerensky, tal é o resultado, só pode ser o resultado, dos limites intelectuais do PT que bateu no teto. Em uma palavra, as forças do PT só deram para ir onde está, o que caracteriza a necessidade urgente e inadiável da construção de um novo movimento político no Brasil, este sim, com gás novo, com muito mais inserção nas massas populares, realmente irá construir um Brasil e uma terra de gente de rosto feliz, porque apoiado numa aliança, não de forças mortas, como é a aliança a que o PT está preso, mas numa aliança de forças vivas, a ser despertadas pelos arautos e missionários celestiais.

A rigor, na década de 80, quando o PT nascia já naquele tempo Noubarus Gerson elaborou trabalhos enviados para a militância do PT da região de Presidente Prudente no qual, lançando mão de uma metáfora, assim apresentou o nascimento do PT: fora uma nave que se levantara do solo sagrado de São Bernardo do Campo com destino a um Brasil e a uma terra de gente de rosto feliz. E a nave fora levantada por um foguete de dois estágios; o primeiro contendo combustível marxista e o segundo, combustível hegeliano. E era dito que a nave só iria até um determinado patamar dali não avançando mais. E quando o combustível do primeiro estágio estivesse acabando e a nave corresse risco de cair, matando todos os seus ocupantes, então no momento o segundo estágio do foguete iria ser acionado. E a nave, com gás novo e livre do peso da carcaça do primeiro estágio, iria novamente se reequilibrar no ar e continuar firme ao seu destino final, a construção de um Brasil e de uma terra de gente de rosto feliz, Brasil e uma terra simplesmente porque a nave era a revolução.

E o tempo tem chegado. O gás o PT não tem mais. Já não caiu, se espatifando no chão, porque segurado por forças mortas, que se seguram por segurar nele, que se segura por segurar nelas, assim como mencheviques e cadetes se seguravam um no outro para não caírem. E a verdade é que tem chegado mesmo o tempo da revolução trocar a mediação do materialismo dialético pela mediação do hegelianismo. O materialismo dialético constrói muros, mas o hegelianismo constrói pontes, fazendo irmãos se reconhecer osso do mesmo osso e carne da mesma carne. E será por esta ponte, revitalizada, reinventada, no lugar das forças políticas prussianas a construir o mundo cristão agora as forças políticas do socialismo a construir o mundo cristão, mundo este que seguramente é aquele da liberdade concreta, em que cada um tem segundo as suas necessidades, sim, será por esta ponte por onde passará esse fabuloso movimento das forças teistas nacionais, e esse fabuloso movimento dos estudantes, e esse fabuloso movimento dos operários, e esse fabuloso movimento dos organismos populares, a levantar do chão com os seus braços a Revolução e a colocar num lugar de onde não era nunca para ter caído, os braços do povo e a condução do mundo.

Por isso, militantes do PT, e militantes da esquerda, e militantes dos movimentos sociais, estamos estendendo a vós o chamado para serem arautos e missionários das boas novas de eternas. Na força de Javé dos exércitos a voar pelo meio do céu, declarando boas notícias aos que moram na terra, e a toda nação, e tribo, e língua e povos, assim como se acha em Apocalipse 14.6. Por certo que então uma voz se ouvirá: CAIU, CAIU BABILÔNIA, A GRANDE, E ELA SE TORNOU MORADIA DE DEMÔNIOS, E GUARIDA DE TODA EXALAÇÃO IMPURA, E GUARIDA DE TODA AVE IMPURA E ODIADA. POIS TODAS AS NAÇÕES CAÍRAM VÍTIMAS POR CAUSA DO VINHO DA IRA DE SUA FORNICAÇÃO, EOS REIS DA TERRA COMETERAMFORNICAÇÃO COM ELA, E OS COMERCIANTES VIAJANTES DA TERRA FICARAM RICOS DEVIDO AO PODER DE SUA IMPUDENTE LUXÚRIA. E a terra, livre enfim do poder destruidor do imperialismo e das forças religiosas que lhes dão sustentação, estará, então, vivendo os dias de glória visionados pelo profeta Isaías: A terra inteira chegou a descansar, ficou sossegada. As pessoas ficaram animadas, com clamores jubilantes.

Entrem na comuna ARAUTOS CELESTIAIS e criem um núcleo em sua cidade. É possível que façamos um encontro nacional no mês de junho, Corpus Christ, na cidade de Estrela do Norte, Pontal do Paranapanema. O encontro pode ser com cem, como pode ser com mil ou dez mil. A seara é grande e hoje os ceifeiros são poucos, mas, em breve, serão milhões, invadindo ruas, campos e cidades, espalhando amor aos corações, como se acha vaticinado numa canção popular cantada no país no final da década de 70. Vai começar a guerra dos meninos. Ela começou nas ruas da Tunísia e se espalhou pelas ruas do Egito, do Iêmem, do Sudão, da Argélia, da Jordânia, contra a tirania, que tanto lá como cá roubam os sonhos dos jovens, reduzindo-os a expectadores da mediocridade de um Big Brother Brasil, e agora ela se espalhará pelas ruas e avenidas do Brasil, subvertendo as consciências e fazendo com que a Verdade aflore e tome o lugar da mentira, sustentáculo da Tirania. Lá, na força de Allah, aqui, na força de Javé. É por isso que se diz: (...) E o céu afastou-se como um rolo que está sendo enrolado, e cada monte e cada ilha foram removido dos seus lugares. E os reis da terra, e seus dignitários, e os comandantes militares, e os ricos, e os fortes, e todo escravo e toda pessoa livre esconderam-se em cavernas e em montes. E estão dizendo aos montes e às rochas: Cai sobre nós e escondei-nos do rosto Daquele que está sentado no trono e do furor do Cordeiro, porque veio o grande dia do seu furor, e quem é que pode ficar de pé (Apocalipse 6.12-17)?

De Sião sairá a Lei e de Jerusalém a Palavra do Senhor. Estes são os Arautos Celestiais, a combinação e concatenação dos fundamentos religiosos e políticos de Deus, de cuja combinação, e somente de cuja combinação, é que nascerá a verdadeira paz. Já um mundo austero, econômico, em que as pessoas só quererão para si o necessário, o estritamente necessário.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Exército Celestial

Exército Celestial

“Tocai a buzina em Sião e daí um grito de guerra no meu santo monte. Fiquem agitados todos os habitantes da terra; pois está chegando o dia de Javé, pois está perto! É um dia de escuridão e de trevas, dia de nuvens e de densas trevas, como a luz da alva difundida sobre os montes.

“Há um povo numeroso e poderoso; semelhante a ele não se fez existir nenhum, desde o passado indefinido, e depois dele não haverá mais nenhum até os anos de geração após geração. Adiante dele um fogo devora e atrás dele uma chama consome. Adiante dele a terra está como o jardim do Éden; mas atrás dele é um deserto desolado, e também se mostrou que dela nada escapa.

“Sua aparência é como a aparência de cavalos e correm como corcéis. Saltitam como que com o ruído de carros nos cumes dos montes, como que com o ruído dum fogo chamejante que devora o restolho. É como um povo forte, posto em ordem de batalha. Por causa dele, povos terão dores agudas. Quanto a todas as faces, certamente ficarão coradas de excitação.

“Correm como homens poderosos. Sobem a muralha como homens de guerra. E vão, cada um, nos seus próprios caminhos e não trocam de veredas. E não empurram um ao outro. Prosseguem andando assim como o varão vigoroso no seu rumo; e se alguns caírem mesmo entre os projéteis, os outros não interrompem o avanço.

“Investem para dentro da cidade. Correm sobre a muralha. Sobem às casas. Entram pelas janelas como o ladrão. Diante dele a terra ficou agitada, os céus tremeram. Mesmo o sol e a lua ficaram escuros e as próprias estrelas recolheram a sua claridade. E o próprio Javé certamente fará ouvir a sua voz perante a sua força militar, pois o seu acampamento é muitíssimo numeroso (*). Pois, aquele que cumpre a sua palavra é forte; porque o dia de Javé é grande e muito atemorizante, e quem poderá resistir nele?” (Joel 2.1-11)

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*Apocalipse 9.16

Evandro, este é o exército celestial e nós, como seus comandantes visíveis, temos de ter sobre o mesmo a responsabilidade. Temos de agregar a ele o número dos 200 milhões, que são pessoas em toda a terra que se acham preparadas para estar marchando conosco, na luta para a captura de Babilônia, que é o imperialismo americano e tudo o que é religioso que lhe dá apoio, e assim libertar a inteira humanidade do seu jugo, conduzindo a todos para o maravilhoso reino celestial de Jesus Cristo.

A luta será dura e ela se acha descrita em Apocalipse 19.19: E eu vi a besta e os reis da terra, e os seus exércitos, ajuntados para travar guerra com aquele que está sentado no cavalo e com o seu exército. E a besta foi apanhada, e junto com ela o falso profeta, que realizava na frente dela os sinais com que com que desencaminhava os que tinham recebido a marca da besta e os que prestavam adoração à sua imagem. Ambos, ainda vivos, foram lançados no lago ardente que queima com enxofre. Paz e Graça.

Babilônia Moderna: Estados Unidos?

Caiu! Caiu Babilônia! Faz pouco o canal de Televisão Hit promoveu um debate com teólogos acerca dos Estados Unidos, ser ou não a Babilônia que aparece no livro do Apocalipse. E o que levou a emissora televisiva a promover o debate é que cresce cada vez mais nos meios evangélicos a crença de que a nação americana só pode ser Babilônia, não a vista por Isaías com duzentos anos de antecedência, mas a vista por João com quase dois mil anos de antecedência.

E o canal televisivo promoveu o debate porque quis colocar a limpo a questão, para que um debate limpo, imparcial, pudesse esclarecer as mentes até que ponto os Estados Unidos é ou não a Babilônia moderna?

Apesar da aparente imparcialidade do mediador, é dever dizer que ali esteve presente aquilo que a Palavra de Deus chama de “as coisas profundas de Satanás”.

A começar que todo e qualquer debate televisivo ou em rádio que envolve temas conflituosos, com opiniões divergentes, é natural que seja trazido para o debate representantes dos dois lados. E os representantes de cada posição, debatendo em intermitência, expondo a lógica do seu raciocínio, acabam por fornecer aos telespectadores e ouvintes uma farta massa de dados possibilitando a eles exercitarem bem o juízo e fazer a escolha que julgou certa. O que não foi o caso da questão posta, pois todos os teólogos que ali compareceram foram unânimes de que os Estados Unidos não é a Babilônia esperada, o que, por si só, compromete a lisura e honestidade do debate.

É verdade, enquanto uns disseram que Babilônia não era os Estados Unidos, mas algo por ainda aparecer, e outros disseram que era isto aquilo, não se viu um único defender a posição que era de muitos telespectadores, conforme entrevista feita nas ruas e exibidas no transcorrer do debate: Babilônia hoje são os Estados Unidos!

E chama à atenção para o argumento bizarro e descontextualizado de que lançaram mão para defender os Estados Unidos do estigma de ser Babilônia; estigma que cresce dia a dia nos meios evangélicos: como os Estados Unidos pode ser a Babilônia se é o país que mais exporta missionários para o mundo, se achando presente em praticamente todos os lugares da terra, pregando a Palavra de Deus e anunciando a salvação em Jesus Cristo?

Realmente, se for olhar por este ângulo os Estados Unidos não tem como ser Babilônia. Mas devemos dizer que tal se tratou de premissa alienada, descontextualizada da questão em foco. O profeta Isaías ao estar vaticinando sobre Babilônia Apocalíptica, e João tão somente transcreveu as suas palavras, lhes dando, é certo, enriquecimento lingüístico e de imagens, que excita e põe o psicologismo do leitor em redobrada atenção, ora, em momento algum as palavras de Isaías dão direito a que se tome o fato concreto dos Estados Unidos serem nação exportadora de missionários com a Palavra de Deus para isentá-lo de ser Babilônia. Isaías parece estar num outro mundo, diferente, distante, sem qualquer contato com o mundo dos teólogos ali presentes.

De fato, vejamos a descrição exata de Isaías sobre Babilônia, certamente que concebido já a partir dos fundamentos tipológicos de Babilônia caldéia, bem assim como Sofonias, quarenta anos antes, profetizou sobre o escatológico dia da ira de Javé a partir dos fundamentos tipológicos da destruição de Judá, embora estes fundamentos tipológicos ainda não estivessem presentes, como não estavam presentes os fundamentos tipológicos concernentes a Babilônia, que só iriam aparecer duzentos anos depois (Sofonias profetizou aparentemente sobre a destruição de Judá cerca de quarenta anos antes e Isaías sobre a queda de Babilônia cerca de duzentos anos antes). Eis a descrição de Isaías sobre Babilônia, que deveria ter sido a premissa a que os teólogos em questão deveriam ter lançado mão:

“E terá de acontecer, no dia em que Javé te der descanso da tua dor, e da tua agitação, e da dura escravidão em que foste escravizado, que terá de encetar esta expressão proverbial contra o rei de Babilônia e dizer: ‘Como cessou aquele que compeliam outros a trabalhar, como cessou a opressão! Javé destroçou o bastão dos iníquos, a vara dos governantes, aquele que incessantemente golpeava povos em fúria com um golpe, aquele que subjugava nações em pura ira, com perseguição sem freio. A terra inteira chegou a descansar, ficou sossegada. As pessoas ficaram animadas, com clamores jubilantes. Até mesmo os juníperos se alegraram de ti, os cedros do Líbano, dizendo: “Desde que te deitaste, não sobe contra nós nenhum lenhador.”’”

Ora, quando lançamos mão de premissas verdadeiras e contextualizadas a situação dos Estados Unidos, temporariamente aliviada nas explanações dos teólogos presentes ao debate televisivo, volta a ser difícil. De fato, quem conhece a história da nação ianque, de intervenção política e militar não só em inúmeros países da América Latina (estavam prontos para intervir no Brasil em 64), mas em todos os continentes da terra, e intervenções sempre a favor de governantes não raro corruptos, mas sempre servis aos seus interesses, se convence de que esta nação imperialista alvo dos vaticínios de Isaías trás todas as indicações de serem mesmo os Estados Unidos.

A rigor, analisando as descrições de João sobre a universalidade das suas relações comerciais, com viajantes comerciantes de todos os lugares, de todos os ramos de negócio, que se enriqueceram com ela, é impossível surgir uma voz que não diga: Basta! Já sabemos quem realmente é Babilônia!

É esclarecedor a análise a ser feita sobre o conteúdo de Isaías 14.15-17, como segue: “Todavia, no Seol serás precipitado, nas partes mais remotas do poço. Os que te virem te fitarão; examinar-te-ão de perto, dizendo: ‘É este o homem que agitava a terra, que fazia tremer os reinos, que fez o solo produtivo como deserto, que lhe derrubou as próprias cidades, que nem aos seus prisioneiros abriu o caminho para casa?’”

Ora, por ocasião da invasão do Kwait por forças invasoras de Saddan Hussein, na resposta militar rápida e contundente dos Estados Unidos, que destroçava o exército iraquiano a galope, então Saddan Hussein sentindo na carne que entrara numa enrascada, e que a única coisa que tinha que fazer era se retirar o mais rápido possível do Kwait, então fê-lo pensando conservar o orgulho próprio ao dizer que tivera um sonho e no sonho era dito que se retirasse do Kwait.

Bem, o que sucede é que quando as forças de Saddan Hussein se retiravam do Kwait, e de forma desordenada e desesperada, é então que o vaticínio de Isaías sobre Babilônia começa a merecer a nossa atenção. Uma vez que os iraquianos estavam retornando para casa, mas tinham de passar pelas tropas da coalizão, que fizeram um gancho na sua retaguarda, ora, o que se sabe com certeza é que milhares de soldados iraquianos foram mortos quando a lógica militar e diplomática exigia que fossem poupados, pois não estavam mais em luta senão que se retirando dela.

Mas, porque bloquearam o seu retorno para casa enchendo o deserto de milhares e milhares de corpos de iraquianos mortos, que àquela altura só pensavam em chegar às suas casas? Para mostrar para o mundo a sua força e o seu poderio? Que aquele era o destino de toda e qualquer força que afrontasse qualquer dos seus aliados ou contrariasse qualquer dos seus interesses mundo afora? Como diz o profeta Isaías: Subirei aos céus. Enaltecerei o meu trono acima das estrelas de Deus e assentar-me-ei no monte de reunião, nas partes mais remotas do norte. Subirei acima dos altos das nuvens; assemelhar-me-ei ao Altíssimo.

Mas, como diz o mesmo Isaías: “Como caíste do céu, ó tu brilhante, filho da alva! Como foste sim cortado rente a terra, tu que prostrava as nações!” E como diz João, de forma mais simples é impossível: “Caiu! Caiu Babilônia, a Grande, e ela ser tornou moradia de demônios, e guarida de toda exalação impura, e guarida de toda ave impura e odiada.”

O que é isso? Ora, por ocasião da queda de Babilônia frente aos medos e persas e por ocasião do decreto de retorno de Ciro, muitos judeus passaram a voltar para Judá com a firme esperança de reconstruir o reino que uns entendem como teocrático de Javé. Mas muitos permaneceram em Babilônia, acostumados e integrados aos seus costumes e à servidão dos seus deuses. Pois é, estes que acham que os Estados Unidos não são de modo algum Babilônia, e que mesmo diante da revelação do Espírito – o “decreto de Ciro” –, continuam apegados à sua ideologia e ao seu estilo de vida, gozando das delícias de um mundo falsamente chamado de livre e não sentindo nenhum desejo de estarem entre as forças que irão se empenhar para a restauração do paraíso de Deus na terra, ora, temos de afirmar: estes são os demônios que continuam fazendo dela moradia!

O que foi falado deva servir de alerta e reflexão para o povo de Deus. O povo de Deus, Judá e Samaria, se achavam em Babilônia. É verdade, viviam em Babilônia, mas não eram Babilônia. Pois é, católicos e evangélicos devem pensar, e pensar muito, que não são Babilônia, mas estão sim em Babilônia, pois qualquer lugar da terra que está sob domínio e influência do imperialismo americano se está em Babilônia. É por isso que a Palavra de Deus diz: Sai dela, povo meu! Se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas (...). Sai da sua ideologia e do seu sistema de vida, que se é alegria para homens, é abominação para Deus.

E deva servir de alerta e reflexão, sobretudo, para os teólogos que tomaram parte no debate televisivo. Que a questão deva ser aprofundada, muito aprofundada, trazendo para o campo de juízo um leque muito maior de informações. Como são homens de Deus, seguramente homens de Deus, pois não somente Deus diz: sai dela POVO MEU como também estavam ali defendendo posições que a sua razão entendia ser a verdadeira, ora, analisando agora a questão em outros ângulos, em premissas internas e constitutivas do silogismo, certamente que também chegarão à conclusão: é verdade, e o assunto também está resolvido para nós!