quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Rubem Alves

Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.

GANHEI CORAGEM - Rubem Alves

"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece",observou Nietzsche.

É o meu caso.
Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo.Por medo.


Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega:
"Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos".
Tardiamente.
Na velhice.
Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer aquilo sobre o que me calei:
"O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.

Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política.

Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar:
a democracia é o governo do povo. Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade.
Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica.
Nada mais distante dos textos bíblicos.
Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas.
Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo, na planície,
se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.
Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.

E a história do profeta Oséias, homem apaixonado!
Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava!
Mas ela tinha outras idéias.
Amava a prostituição.
Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão.
Até que ela o abandonou.
Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos.
E o que foi que viu?
Viu a sua amada sendo vendida como escrava.
Oséias não teve dúvidas.
Comprou-a e disse:
"Agora você será minha para sempre.".
Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.

Deus era o amante apaixonado.
O povo era a prostituta.
Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.
O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
As mentiras são doces; a verdade é amarga.

Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo.
No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões.
E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!
As coisas mudaram.
Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.

O circo cristão era diferente:
judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.
As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro
"O Homem Moral e a Sociedade Imoral" observa que os indivíduos, isolados, têm consciência.
São seres morais.
Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem.
Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas.

Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta,
se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis.
Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido
e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais.
Mas o povo não é moral.
O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.

Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade.
É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.

Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado.
O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão.
Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.
Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.
O povo não pensa.
Somente os indivíduos pensam.
Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade.
Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.
Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.
Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung,
o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.
Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.

O nazismo era um movimento popular.
O povo alemão amava o Führer.

O povo, unido, jamais será vencido!

Tenho vários gostos que não são populares.
Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos.
Mas, que posso fazer?
Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche,
de Saramago, de silêncio;
não gosto de churrasco, não gosto de rock,
não gosto de música sertaneja,
não gosto de futebol.
Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo,
eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos
e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno",
à semelhança do que aconteceu na China.

De vez em quando, raramente, o povo fica bonito.
Mas, para que esse acontecimento raro aconteça,
é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute:
"Caminhando e cantando e seguindo a canção.",
Isso é tarefa para os artistas e educadores.
O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

Rubem Alves

Rubem Alves e o Povo (O que seria Ditadura do Proletariado?)


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

2012: O ANO DA RESSURREIÇÃO DAS ESQUERDAS

2012: O ANO DA RESSURREIÇÃO DAS ESQUERDAS

Materialista quer dizer que o mundo se apresenta como matéria em movimento, não quer dizer, por exemplo, que Marx ou os marxistas proclamem que Deus não existe. Sobre Deus, não há qualquer conclusão científica. O que foi afirmado por Feuerbach e que Marx encampou foi que a religião organizada, em nosso mundo, é a transferência das potencialidades do homem para uma outra esfera, a dos sacerdotes que são os intermediários de Deus. Analisando Deus da forma como é representada pelas igrejas, o marxismo aponta que a religião foi criada pelos homens e que sua criação passou, depois, a governá-los com regras e preceitos para atingir a salvação.

Seria preciso, então, negar uma determinada concepção de religião, aquela que ajuda a esconder a opressão e a exploração do homem pelo homem. A partir dessa crítica negativa, muitos entenderam que o marxismo proclama que “Deus não existe” ou que pretende sumariamente abolir as religiões ou, ainda, que seria legítimo fazer uma leitura da arte enquanto “sexo sublimado”. No entanto, os marxistas têm evoluído no sentido de criticar a visão positivista (predominante no tempo de Marx) e que privilegia a ciência em prol das outras formas de conhecimento organizado que são a arte e a religião, evoluindo no sentido de respeitar o valor e o direito de existir dessas outras formas de conhecimento.

O escrito acima, retirado do trabalho Marx Hoje: Alguns Conceitos Introdutórios, escrito pelo jovem filósofo brasileiro Lúcio Junior, ora, se sua essência estivesse presente na mente de todos os marxistas com certeza, absoluta certeza, não somente o socialismo não teria caído como ele teria se espalhado para toda a terra. A terra inteira teria se convertido no paraíso socialista.


Por que a essência desta visão de Lúcio Junior, sem a pretensão, é ela a única visão que teria evitado a derrocada do Marxismo. A rigor, foi percepção de que ela não esteve na mente dos marxistas – como deveria estar – que fez com que os primeiros luminares da Escola de Frankfurt, em especial Horkheimer, fizessem o diagnóstico de que à revolução estava posto a decisão fundamental: ou se livrar de uma visão atéia do mundo ou acabar se apartando das massas (certamente que a Escola de Frankfurt, ao menos no início, partiu não de uma visão filosófica, mas pragmática. Ao invés de lutar para limpar da mente das massas algo que não tinha como sair, estava enraizado no profundo de sua alma, então fazer uso deste algo de modo a despertar na mente popular que ele está de acordo com o ideal revolucionário, e não com o ideal dos opressores).

Mas, se os marxistas não tiveram essa visão lúcida assim como aparece no escrito de Lúcio Junior, a verdade é que tem chegado o tempo de também tê-la. A rigor, será neste preciso momento que então os marxistas começarão a sair do profundo coma em que se encontram desde o final da década de 80 para reviver os dias de glória, quando eram um só com as massas populares. Se o vaticínio dos primeiros luminares da Escola de Frankfurt se concretizou, a revolução acabou se apartando das massas populares que hoje estão na mão e no domínio dos escribas do imperialismo (e dos seus bugios, lembrando Brizola), a verdade é que a essência do escrito de Lúcio Junior abre espaço para que seja novamente reatada a união em corpo único da revolução com as massas populares.

Mas é preciso esclarecer: não foi por acaso ou acidente que os marxistas no início tomaram e assumiram uma postura que custou caro à revolução. Ter enveredado por um caminho que rejeitava e excluía por completo todo e qualquer conhecimento oriundo da religião e todo e qualquer conhecimento fundado na metafísica, tratou-se de uma necessidade. Primeiro, o conhecimento passa pela via do imperfeito para chegar ao perfeito. Do acidente para chegar à essência. É o seu devir dialético. Segundo, esta visão dos marxistas, contrários à religião e à metafísica, antes de estar neles esteve antes em Deus. Deus tinha um juízo para proferir contra todo o universo da religião, incluso o Deus de sua metafísica. No seu juízo Deus os iria rejeitar por completo, no conjunto de sua obra, como está ali no profeta Sofonias, tanto os sacerdotes do Deus Altíssimo como os sacerdotes dos deuses pagãos iriam sentir e conhecer contra si toda a ira divina. E é certo, muito certo, que toda a preparação para o cumprimento da escatologia conforme se acha no profeta Sofonias começou mesmo a se formar com Feuerbach. Começando por Feuerbach, passando por Marx, a ira divina então iria ser derramado justamente com a revolução. Os sacerdotes do Altíssimo, bem como os sacerdotes de deuses pagãos, com todo o conjunto de sua obra, os príncipes, o rei, os que usavam vestuário estrangeiro (burguesia), os que pesavam a prata (comerciantes), os poderosos (governantes desta escuridão), iriam clamar amargamente e nem a sua prata e nem o seu ouro os iria livrar da ira divina (Sofonias 1.1-18).

Mas, é preciso este esclarecimento: os vaticínios do profeta Sofonias foram originariamente endereçados à Judá. Foram proferidos cerca de quarenta anos antes da destruição de Judá por parte do rei caldeu Nabucodonozor. Sofonias está profetizando sobre a destruição de Judá, é verdade, mas o seu vaticínio, abarcando e transcendendo a questão de Judá, convertido em escatologia, acaba por alcançar, também, a destruição da Cristandade por parte da revolução. A ira que Deus derramou contra a impenitente e rebelde Judá por intermédio de Nabucodonozor e os caldeus, a quem chama de Meu Servo, é também a ira que Deus vai derramar contra a Cristandade por intermédio de Lênin e dos revolucionários. Destarte, a ação de Nabucodonozor contra Judá iria ser repetida passo a passo pela revolução, mesmo porque a Cristandade repetia passo a passo a já julgada infiel e rebelde, Judá.

No entanto Sofonias profetizando a destruição de Judá-Cristandade não realizava toda a escatologia, senão que parte dela. A escatologia iria ter duas seções, dois momentos distintos, sim, todo o seu drama iria se desenvolver em dois atos. De fato, se encontramos o profeta Sofonias vaticinando escatologicamente contra a Cristandade, por outro encontramos o profeta Isaías também de posse de um vaticínio escatológico. De modo que não somente Sofonias vaticina sobre o Grande Dia de Deus, mas também há vaticínio do profeta Isaías sobre este dia ímpar na história da humanidade.

Mas, o objeto de Isaías por certo que não é o mesmo de Sofonias. Se Sofonias pode ver a destruição da Cristandade por parte da revolução prefigurada na destruição de Judá, por Nabucodonozor, ora, a escatologia de Isaías é concebida a partir da conquista de Babilônia por Ciro. Assim como uma Nova Judá iria se manifestar, a Cristandade, de igual modo uma Nova Babilônia também iria se manifestar; e, se uma nova ação caldéia iria se manifestar, o que se deu com a revolução, de igual modo uma nova ação de Ciro iria também se manifestar. De fato, tal está profetizado no livro do Apocalipse sobre o aparecimento DOS REIS DO NASCENTE DO SOL (Apocalipse 16.12), que são forças que revivem as forças de medos e persas que conquistou Babilônia e libertaram o povo de Deus no seu meio com os cativos voltando novamente para Judá. E agora estas novas forças dos reis do nascente do sol irão libertar a inteira humanidade do domínio do imperialismo e o seu, conseqüente, retorno para o paraíso de Deus.

E é certo, muito certo, que assim como a ação de Deus no fundamento tipológico se deslocou de Nabucodonozor para Ciro, no fundamento escatológico tem chegado o momento do Dia de Deus se deslocar da ação da Revolução contra a Cristandade e o conjunto de sua obra para a ação da conquista de Babilônia, a Grande, aquela que todas as nações caíram vítimas por causa do vinho da ira de sua fornicação, e os reis da terra cometeram fornicação com ela, e os comerciantes viajantes da terra ficaram ricos devido ao poder de sua impudente luxúria, Apocalipse18.

E é certo que o pensamento de Lúcio Junior, separando o trigo do joio, pondo dum lado Deus e de outro as religiões organizadas que passaram a se utilizar do seu nome para seus próprios propósitos (Isaías 4.1), abre caminho para o cumprimento da escatologia do profeta Isaías. Para a mudança de estação no operar dialético da revolução, pois que ela se desloca de uma situação que reviveu os dramáticos acontecimentos da destruição de Judá para a nova situação em que ela revive os acontecimentos da conquista de Babilônia por parte de Ciro à frente de medos e persas. E será agora, e somente agora, que podemos dizer tem chegado o momento em que os marxistas começarão a se levantar do coma profundo que estão desde o final da década de 80. Pois ao surgir no horizonte possibilidade concreta da união dos marxistas com os cristãos, ora, podemos dizer com certeza que é a revolução ressuscitando, se Levantando dentre os mortos. Pois se ela perdeu a força do apoio dos camponeses e dos operários das cidades, por conta do já falado vaticínio dos primeiros luminares da Escola de Frankfurt, em conexão com a criação de leis trabalhistas e de melhoria da vida de um modo geral, que abrandou o fervor revolucionário, agora a revolução vai buscar as forças que perdeu justamente nos cristãos. Os sindicatos de ontem, onde ali se discutia os passos da revolução, serão agora as igrejas espalhadas por toda a periferia das cidades. Porque são os dois lados que estão sofrendo profunda mudança – não somente a revolução está se deslocando da escatologia do profeta Sofonias para a escatologia do profeta Isaías como a Cristandade está se deslocando do castigo de Nabucodonozor para a libertação de Ciro –, ora, nas igrejas, onde se discutia os modos para agradar a Deus, e como encontrar o caminho da vida eterna, agora se discute abertamente (Mateus 7.22) o modo de superar o moribundo sistema capitalista e instaurar no lugar o sistema socialista. Porque então nas igrejas se descobre que esta é a vontade de Deus.

Pois é, o escrito de Lúcio Junior abre as possibilidades para a formação desta nova confederação de povos, cristãos e marxistas, que se unirão para libertar a inteira humanidade do domínio nefasto do imperialismo, desde o pólo norte ao pólo sul, desde o Congo à Bolívia, desde os Estados Unidos á Rússia, pois o imperialismo sobrevive do escravizar, os que estão pertos e os que estão longe.

Destarte, nesta virada de estação, os marxistas voltando o seu olhar para o início do primeiro século, compreendendo na essência o que foi de fato o movimento trazido por Jesus, a salvação absoluta do gênero humano, que se concretizaria no devir histórico, no absoluto total da História, o seu tempo teológico e o seu tempo antropológico, do qual o Marxismo foi parte sim, a sua libertação material, a libertação do Egito, ao passo que o Cristianismo foi a sua libertação espiritual, a libertação de Sodoma, sim, o reconhecimento de que o corpo do Cristianismo é parte do corpo do Socialismo, carne e unha, um só espírito; que no sangue dos jovens cristãos e de seus pais derramados nos coliseus de Roma e no sangue dos jovens marxistas e de seus líderes derramados nos porões das ditaduras é que se gestava o reino da liberdade concreta, em que cada um tem segundo as suas necessidades, ora, é neste preciso momento que a pedra que foi rolada sobre a sepultura da revolução para que ela nunca mais se levantasse estará sendo rolada. E a revolução estará se levantando novamente, em vestes novas, imperecível, revivendo todas as suas glórias do passado, agora numa proporção muito mais gloriosa, pois, deveras, as glórias da segunda casa da revolução – Deus dizendo para Marx: senta-te à minha direita, até que meu filho Jesus ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés – serão muito maiores do que as glórias da primeira casa da revolução.

Ora, esta mudança de estação implica que os marxistas terão de abandonar a antiga crítica à religião e à metafísica, assim como ela começou a ganhar forma em Feuerbach, a fim de ganhar o favor dos cristãos e, assim, se levantar do coma profundo em que se acha? Que isto nunca aconteça!

Os marxistas devem continuar com o seu juízo negativo sobre religião e metafísica, primeiro, como já dito, provém de Deus que não os concebeu gratuitamente, mas por necessidade. Está escrito ali no livro do profeta Sofonias: e vou causar aflição à humanidade, e hão de andar como cegos; porque foi contra Javé que eles pecaram (esta humanidade deve ser visto como sendo tudo fora da revolução). E está reafirmado em uma das cartas paulinas: o nome de Deus está sendo blasfemado entre as nações por causa de vós. A crítica à religião por parte dos marxistas tem de continuar. Não deve cessar enquanto existir a Cristandade, até que no seu lugar se manifeste a religião genuína de Jesus Cristo, decodificada no profeta Isaías: Ouvi a Palavra de Javé, ditadores de Sodoma. Daí ouvidos à lei de nosso Deus, povo de Gomorra. “De que me serve a multidão dos vossos sacrifícios?”, diz Javé. “Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais bem cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, e de cordeiros, e de cabritos. Quando estais entrando para ver a minha face, quem é que requereu isso da minha mão, pisar meus pátios? Parai de trazer mais ofertas de cereais sem valor algum. Incenso – é algo detestável para mim. Lua nova e sábado, a convocação de um congresso – não posso tolerar o uso de poder mágico junto com a assembléia solene. Minha alma tem odiado as vossas luas novas e as vossas épocas festivas. Tornaram-se para mim um fardo; fiquei cansado de suportá-las. E quando estendeis as palmas de vossas mãos, oculto de vós os meus olhos. Embora façais muitas orações, não escuto; as vossas próprias mãos se encheram de derramamento de sangue. Lavai-vos; limpai-vos; removei a ruindade das vossas ações de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; buscai a justiça; endireitai o opressor; fazei julgamento para o menino órfão de pai; pleiteai a causa da viúva” (Isaías 1).

É verdade, não devem cessar nem mesmo a sua crítica à metafísica, pois esta é a condição para que o Deus que era, e que é, cedam o lugar para o Deus novo que vem! Destarte, o povo marxista deve tomar para si as lições de Apocalipse 14, mantendo a sua castidade e não se poluindo com “mulheres”, mas cuidando para estar junto com o Cordeiro no Monte Sião, cantando com ele o cântico como que novo e o seguindo para onde quer que vá. Devem cuidar para serem os primeiros que receberão das mãos do Cordeiro O SEU NOVO NOME (Apocalipse 3.12).

O que os marxistas não fizeram, mas agora terão de fazer, é ter interesse pela Palavra de Deus. É ler a Bíblia com o mesmo interesse que lêem O Capital. É ler a Bíblia com o mesmo interesse que a lê um professor de Teologia. É se interessar por personagens como Abraão, Moisés, Josué, Davi, Isaías, Amós, Tiago, sem falar em Paulo e em Jesus, é claro, da mesma forma que se interessam por Marx, Engels, Rosa Luxemburgo, Lênin, Stálin, Mao, Fidel Castro, Che Guevara. Devem duplicar o quadro de seus heróis. É isso mesmo, interessar sobremaneira pela Palavra de Deus. E, na medida em que forem penetrando nos seus mistérios mais profundos, mais e mais a Cristandade estará passando, porque mais e mais estará aflorando a verdadeira religião de Cristo. Cada vez que lerem um livro e dominar os seus mistérios, mais e mais os pecados da cristandade, que se mostram como escarlate, serão tornados brancos como a neve. Embora sejam vermelhos como pano carmesin, tornar-se-ão como a lã.

Socialismo Celestial versus Escola de Frankfurt

Ora, sabemos que no final da década de vinte e início da década de trinta luminares da Escola de Frankfurt, conscientes de que a religião e a crença em Deus era algo enraizado na mente popular, unido não por laço acidental, mas essencial, não tiveram dificuldade em divisar num horizonte próximo a revolução se afastando das massas até a ruptura final.

Levantaram o sinal de aviso, tocaram a buzina, mas não foram ouvidos pelos condutores da revolução e da construção do socialismo real.

E não podiam mesmo ter dado ouvido à Escola de Frankfurt. Porque a sua proposta era tão somente que os marxistas se reconciliassem com a Cristandade. Tanto é que seus luminares voltaram a freqüentar os bancos religiosos da Cristandade, e os mais afoitos, como Roger Garaudy, os bancos religiosos do Islã.

Mas agora a proposta é diferente. Os marxistas deverão retornar à Cristandade sim, sentar no banco religioso da Cristandade sim, mas com a missão de expurgar para fora dela tudo o que é praticado para manter as massas alienada das condições terrenas, que são as suas condições próprias. Deverão ser a voz dos profetas no meio do povo religioso de Deus. Ensinando-os, os instruindo, exortando-os no próprio caminho de Deus. Pois que os marxistas são depositários de um espírito privilegiado, em condições de compreender os desígnios e a vontade de Deus tais como são em si, sem a interferência e a mediação do poder da ideologia, a tal ponto que a Palavra de Deus em suas bocas chegará ao coração dos necessitados como água límpida, e não mais como água poluída, como assim veio a estar nas mãos da Cristandade.

Então para tudo há um tempo debaixo dos céus. E o tempo do final da década de 20 não foi o tempo da revolução, abandonar as armas da crítica religiosa, mas era um tempo em que a ira de Deus ainda estava acesa. Era um tempo em que Deus estava apenas começando a enviar o seu anjo que haveria de guardar a revolução pela estrada e introduzi-la no lugar que preparou, o socialismo. Era um tempo em que Deus estava apenas fortalecendo a mão do homem que iria erigir o socialismo real, Stálin, o enviando na frente como o seu anjo, como o seu Josué (Êxodo 23.20). E eles não deveriam ter acordo com os habitantes da Cristandade. Com o povo de Canaã. Não deveriam temer os seus latifundiários amorreus, os seus banqueiros hititas, os seus comerciantes perizeus, os seus chefes militares cananeus, os seus magistrados heveus, e os seus sacerdotes jebuseus, pois Deus certamente os eliminaria do seu meio. E destroçaria as suas colunas sagradas. Servindo unicamente a Javé, e não mais à casta dos opressores, como ocorria quando estavam no Egito.

É tempo novo, tempo da revolução se levantar dentre os mortos, todos estes que riram na queda do socialismo, e se entregaram aos prazeres enganosos do capitalismo. Que seja o ano de 2012 o ano da batalha do Armagedom, quando os marxistas levantando-se em vestes novas, com a força dos cristãos do seu lado, possa então dar o golpe de misericórdia ao capitalismo que agoniza, construindo no lugar uma nova ordem social, que, quando plenamente efetivada, as coisas velhas não serão mais lembradas e nem mais subirão ao coração. Certamente que neste ano de 2012 a força avassaladora de Javé (Isaías 2.10) estará levantando por dentro a revolução, para novas e grandes giestas.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Fotocópia do Judiciário Brasileiro


REPASSANDO.

ACABOU-SE O JUDICIÁRIO??

SERÁ QUE VC. VAI LER TUDO, EU LI, E ESTOU COMO SEMPRE "IDEOLOGIA, EU QUERO UMA PRA VIVER." Parafraseando alguém.


O Judiciário não acabou, mas está a beira de um desabamento. O Supremo
Tribunal Federal possui 12 Ministros e 2.822 funcionários (cerca de
260 para cada Ministro) e 435 seguranças (idem 36 para cada), segundo
revela no artigo abaixo o professor Marco Antônio Villa, da
Universidade Federal de São Carlos. Convenhamos que isso seja dose pra
leão. Penso que nem no Iraque existe tanta segurança para um
magistrado. Claro que em Brasília, sabemos, existem terroristas que
sempre ameaçam a segurança dos cofres públicos, mas nunca soube da
existência de ameaças a vida de algum magistrado. Um viva, portanto, a
Ministra Eliana Calmon. Foi ela quem, com sua garra e coragem,
possibilitou que isso e outros absurdos viessem a público. Óbvio de
que já estávamos cientes de que nossos políticos são os mais corruptos
do mundo, mas o nosso Judiciário, com essas extravagâncias, realmente,
deve ser surpresa para todos. Confesso que, desde que o Supremo, sob o
comando do indefectível Jobim, conseguiu derrubar a cláusula pétrea
que protegia o direito adquirido dos aposentados, tinha alguma
desconfiança, mas nesse nível jamais. Parece, porém, que o PT está
obtendo êxito na sua nefanda tarefa de desmoralização das instituições
brasileiras. Os Ministros nomeados pelo apedeuta, aliados a alguns
sobreviventes de nefastas indicações anteriores, estão deteriorando
nossa colenda Corte. Vamos fazer pela internet uma corrente de apoio a
essa valente mulher que querem derrubar do CNJ, é minha proposta de
hoje. Se você, realmente, se interessa pelo futuro do Brasil, leia
toda matéria abaixo. Estou com Eliana Calmon e não abro. Abrs.


========================================================================================================



Precisamos fazer alguma coisa. O assunto diz respeito ao país que
vamos deixar a nossos filhos e netos!

ESTAREMOS PERDIDOS SE VOCÊ FOR UM ACOMODADO!


A CORRUPÇÃO NA JUSTIÇA -
O Estado de S. Paulo - 11/08/2011


Elaborado com base nas inspeções feitas pela Corregedoria Nacional de
Justiça e divulgado pelo jornal Valor, o relatório do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) sobre as irregularidades cometidas pela
magistratura nas diferentes instâncias e braços especializados do
Judiciário mostra que a instituição pouco difere do Executivo em
matéria de apropriação indébita e malversação de dinheiro público, de
mordomia, nepotismo e fisiologismo, de corrupção, enfim as maracutaias
são tantas que é praticamente impossível identificar o tribunal com os
problemas mais graves. Em quase todos, os corregedores do CNJ
constataram centenas de casos de desvio de conduta, fraude e
estelionato, tais como negociação de sentenças, venda de liminares,
manipulação na distribuição de processos, grilagem de terras,
favorecimento na liberação de precatórios, contratos ilegais e
malversação de dinheiro público. No Pará, o CNJ detectou a contratação
de bufês para festas de confraternização de juízes pagas com dinheiro
do contribuinte. No Espírito Santo, foram descobertos a contratação de
um serviço de degustação de cafés finos e o pagamento de 13.º salário
a servidores judiciais exonerados. Na Paraíba e em Pernambuco, foram
encontradas associações de mulheres de desembargadores explorando
serviços de estacionamento em fóruns. Ainda em Pernambuco, o CNJ
constatou 384 servidores contratados sem concurso público - quase
todos lotados nos gabinetes dos desembargadores. No Ceará, o Tribunal
de Justiça foi ainda mais longe, contratando advogados para ajudar os
desembargadores a prolatar sentenças. No Maranhão, 7 dos 9 juízes que
atuavam nas varas cíveis de São Luís foram afastados, depois de terem
sido acusados de favorecer quadrilhas especializadas em golpes contra
bancos. Entre as entidades ligadas a magistrados que gerenciam
recursos da corporação e serviços na Justiça, as situações mais
críticas foram encontradas nos Tribunais de Justiça da Bahia e de Mato
Grosso e no Distrito Federal, onde foi desmontado um esquema
fraudulento de obtenção de empréstimos bancários criado pela
Associação dos Juízes Federais da 1.ª Região. Em alguns Estados do
Nordeste, a Justiça local negociou com a Assembléia Legislativa a
aprovação de vantagens funcionais que haviam sido proibidas pelo CNJ.
Em Alagoas, foi constatado o pagamento em dobro para um cidadão que
recebia como contratado por uma empresa terceirizada para prestar
serviços no mesmo tribunal em que atuava como servidor. O balanço das
fiscalizações feitas pela Corregedoria Nacional de Justiça é uma
resposta aos setores da magistratura que mais se opuseram à criação do
CNJ, há seis anos. Esses setores alegavam que o controle externo do
Judiciário comprometeria a independência da instituição e que as
inspeções do CNJ seriam desnecessárias, pois repetiriam o que já vinha
sendo feito pelas corregedorias judiciais. A profusão de
irregularidades constatadas pela Corregedoria Nacional de Justiça
evidenciou a inépcia das corregedorias, em cujo âmbito o interesse
corporativo costuma prevalecer sobre o interesse público. Por isso, é
no mínimo discutível a tese do presidente do STF, Cezar Peluso, de que
o CNJ não pode substituir o trabalho das corregedorias e de que juízes
acusados de desvio de conduta devem ser investigados sob sigilo, para
que sua dignidade seja preservada. "Se o réu a gente tem de tratar
bem, por que os juízes têm de sofrer um processo de exposição pública
maior que os outros? Se a punição foi aplicada de um modo reservado,
apurada sem estardalhaço, o que interessa para a sociedade?", disse
Peluso ao Valor.

Além de se esquecer de que juízes exercem função pública e de que não
estão acima dos demais brasileiros, ao enfatizar a importância das
corregedorias judiciais, o presidente do STF relega para segundo plano
a triste tradição de incompetência e corporativismo que as
caracteriza. Se fossem isentas e eficientes, o controle externo da
Justiça não teria sido criado e os casos de corrupção não teriam
atingido o nível alarmante evidenciado pelo balanço da Corregedoria
Nacional de Justiça.
O Estado de S. Paulo - 11/08/2011

SE A JUSTIÇA NÃO MERECE RESPEITO O QUE MAIS FALTA PARA O PAÍS AFUNDAR?.

O EXECUTIVO ROUBA EM COLUIO COM O CONGRESSO, E A JUSTIÇA NÃO JULGA.

Um poder de costas para o país


MARCO ANTONIO VILLA
O GLOBO - 27/09/11

Justiça no Brasil vai mal, muito mal. Porém, de acordo com o relatório
de atividades do Supremo Tribunal Federal de 2010, tudo vai muito bem.
Nas 80 páginas — parte delas em branco — recheadas de fotografias
(como uma revista de consultório médico), gráficos coloridos e frases
vazias, o leitor fica com a impressão que o STF é um exemplo de
eficiência, presteza e defesa da cidadania. Neste terreno de enganos,
ficamos sabendo que um dos gabinetes (que tem milhares de processos
parados, aguardando encaminhamento) recebeu “pela excelência dos
serviços prestados” o certificado ISO 9001. E há até informações
futebolísticas: o relatório informa que o ministro Marco Aurélio é
flamenguista.

A leitura do documento é chocante.
Descreve até uma diplomacia
judiciária para justificar os passeios dos ministros à Europa e aos
Estados Unidos. Ou, como prefere o relatório, as viagens
possibilitaram “uma proveitosa troca de opiniões sobre o trabalho
cotidiano.” Custosas, muito custosas, estas trocas de opiniões. Pena
que a diplomacia judiciária não é exercida internamente. Pena. Basta
citar o assassinato da juíza Patrícia Acioli, de São Gonçalo. Nenhum
ministro do STF, muito menos o seu presidente, foi ao velório ou ao
enterro. Sequer foi feita uma declaração formal em nome da
instituição. Nada.

Silêncio absoluto. Por que? E a triste ironia: a juíza foi assassinada
em 11 de agosto, data comemorativa do nascimento dos cursos jurídicos
no Brasil. Mas, se o STF se omitiu sobre o cruel assassinato da juíza,
o mesmo não o fez quando o assunto foi o aumento salarial do
Judiciário. Seu presidente, Cézar Peluso, ocupou seu tempo nas últimas
semanas defendendo — como um líder sindical de toga — o abusivo
aumento salarial para o Judiciário Federal. Considera ético e moral
coagir o Executivo a aumentar as despesas em R$ 8,3 bilhões. A
proposta do aumento salarial é um escárnio.

É um prêmio à paralisia do STF, onde processos chegam a permanecer
décadas sem qualquer decisão. A lentidão decisória do Supremo não pode
ser imputada à falta de funcionários.
De acordo com os dados
disponibilizados, o tribunal tem 1.096 cargos efetivos e mais 578
cargos comissionados. Portanto, são 1.674 funcionários, isto somente
para um tribunal com 11 juízes. Mas, também de acordo com dados
fornecidos pelo próprio STF, 1.148 postos de trabalho são
terceirizados, perfazendo um total de 2.822 funcionários. Assim, o
tribunal tem a incrível média de 256 funcionários por ministro.

Ficam no ar várias perguntas: como abrigar os quase 3 mil funcionários
no prédio-sede e nos anexos? Cabe todo mundo? Ou será preciso aumentar
os salários com algum adicional de insalubridade? Causa estupor o
número de seguranças entre os funcionários terceirizados. São 435! O
leitor não se enganou: são 435. Nem na Casa Branca tem tanto
segurança. Será que o STF está sendo ameaçado e não sabemos? Parte
destes abuso é que não falta naquela Corte. Só de assistência médica e
odontológica o tribunal gastou em 2010, R$ 16 milhões.

O orçamento total do STF foi de R$ 518 milhões, dos quais R$ 315
milhões somente para o pagamento de salários. Falando em relatório,
chama a atenção o número de fotografias onde está presente Cézar
Peluso. No momento da leitura recordei o comentário de Nélson
Rodrigues sobre Pedro Bloch. O motivo foi uma entrevista para a
revista “Manchete”. O maior teatrólogo brasileiro ironizou o colega:
“Ninguém ama tanto Pedro Bloch como o próprio Pedro Bloch.”

Peluso é o Bloch da vez.
Deve gostar muito de si mesmo. São 12 fotos,
parte delas de página inteira. Os outros ministros aparecem em uma ou
duas fotos. Ele, não. Reservou para si uma dúzia de fotos, a última
cercado por crianças. A egolatria chega ao ponto de, ao apresentar a
página do STF na intranet, também ter reproduzida uma foto sua
acompanhada de uma frase (irônica?) destacando que o “a experiência do
Judiciário brasileiro tem importância mundial”. No relatório já
citado, o ministro Peluso escreveu algumas linhas, logo na introdução,
explicando a importância das atividades do tribunal.

E concluiu, numa linguagem confusa, que “a sociedade confia na Corte
Suprema de seu País. Fazer melhor, a cada dia, ainda que em pequenos
mas significativos passos, é nossa responsabilidade, nosso dever e
nosso empenho permanente”. Se Bussunda estivesse vivo poderia retrucar
com aquele bordão inesquecível: “Fala sério, ministro!” As mazelas do
STF têm raízes na crise das instituições da jovem democracia
brasileira. Se os três Poderes da República têm sérios problemas de
funcionamento, é inegável que o Judiciário é o pior deles. E deveria
ser o mais importante. Ninguém entende o seu funcionamento.

É lento e caro. Seus membros buscam privilégios, e não a austeridade.
Confundem independência entre os poderes com autonomia para fazer o
que bem entendem. Estão de costas para o país. No fundo, desprezam as
insistentes cobranças por justiça. Consideram uma intromissão.

MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade Federal
de São Carlos.


Peluso comanda reação de juízes contra corregedora que vê ‘bandidos de toga’

Presidente do STF reagiu às declarações da ministra Eliana Calmon
sobre desvios da magistratura e afirmou que nunca leu uma coisa tão
grave.
Na véspera do julgamento que pode restringir o controle externo do
Judiciário, o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cezar
Peluso, comandou a reação às críticas feitas aos juízes pela
corregedora nacional, Eliana Calmon.

Uma reunião convocada às pressas por Peluso atrasou em mais de duas
horas o início da sessão de ontem do conselho e gerou uma crise sem
precedentes no órgão.
Peluso chegou carregando uma cópia das declarações feitas por Eliana
Calmon em entrevista à Associação Paulista de Jornais (APJ), na qual
ela afirmou que a magistratura hoje “está com gravíssimos problemas de
infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga”.

Logo que os conselheiros se sentaram e os servidores deixaram a sala
contígua ao plenário, Peluso disse:
“Se os senhores não leram, leiam, porque em 40 anos de magistratura
nunca li uma coisa tão grave.”
E prosseguiu, conforme relatos dos conselheiros presentes:
“É um atentado ao Estado
Democrático de Direito”.

No texto, declarações da ministra que, na visão de Peluso e dos demais
conselheiros, punham todos os magistrados brasileiros sob suspeita.
“Acho que é o primeiro caminho para a impunidade da magistratura”,
afirmou a ministra sobre a proposta de restringir o controle externo
do Judiciário.
Em seguida, na mesma entrevista à APJ, publicada ontem pelo jornal
Folha de S. Paulo, ele citou os “bandidos”.

Enquanto o texto passava de mão em mão e alguns conselheiros diziam já
ter conhecimento da entrevista, Peluso questionou em voz alta e
desferindo uma palmada na mesa:
“Eu quero saber o que o conselho vai fazer”. E aguardou uma reação.
Eliana Calmon pediu a palavra.
Disse que ainda não havia lido a entrevista e afirmou desconhecer sua
repercussão.
Reafirmou o que pensava, que na sua opinião há de fato juízes que se
valem do cargo para cometer crimes.

Peluso reagiu.
“Então a senhora cumpra sua função, traga os nomes, monte o processo e
traga as provas e nós punimos todos eles.”

Eliana então disse que enfrenta problemas na corregedoria que
atrapalham em certos momentos as investigações.
Peluso altercou novamente. “Então diga quais são os problemas.”

À noite, a corregedora afirmou ao Estado que não falava de toda a
categoria: “Falei de alguns poucos que estão querendo se esconder
atrás da toga, para causar esse estrago absurdo”.

Ela se disse “preocupada com o esvaziamento da corregedoria, com a
dificuldade que temos de investigar”. E que considera o CNJ “uma luz
no fim do túnel para fazer as devidas correções de rumo”.

(*) Felipe Recondo, O Estado de São Paulo.

A Ignorância traz muito mais certezas que o Conhecimento... (Darwin)

A vergonha é a herança maior que meu pai me deixou... (Lupicínio Rodrigues)

De onde menos se espera, dali mesmo é que não sai nada... (Barão de Itararé)

Democracia é quando eu mando em você. Ditadura é quando você manda em
mim... (Millor Fernandes)


CHEGAMOS AO FIM.

SE VOCÊ NÃO É CORRUPTO OU OMISSO, REPASSE!

REVOLTE-SE. SEJA UM BRASILEIRO

" O PIOR DE TUDO É O SILÊNCIO DOS BONS..."


VOCÊS QUEREM QUE OS SEUS FILHOS E NETOS VIVAM NUM BRASIL COM UMA CORJA
DE GOVERNANTES SAFADOS, EGOÍSTAS E SEM ESCRÚPULOS CONTINUEM COMPRANDO
O JUDICIÁRIO E DOMINANDO AS LEIS QUE SÃO FEITAS PARA PROTEGÊ-LOS DAS
SUAS FALCATRUAS, DE SEUS ROUBOS E PROPICIANDO A TRANSFORMAÇÃO DA NOSSA
NAÇÃO BRASILEIRA E UM PAÍS SEM ÉTICA, SEM MORAL, SEM EDUCAÇÃO, SEM
SEGURANÇA E COM UM JUDICIÁRIO PODRE?
PENSE NISSO SE VOCÊ NÃO É CORRUPTO!