sábado, 25 de agosto de 2012

21 DE DEZEMBRO


Extraído do trabalho A IGREJA-REVOLUÇÃO DE CRISTO ATRAVESSANDO O JORDÃO


Atravessando o Jordão

O que seria este Deus trazer um ao outro, de modo que aqueles que estão sentados debaixo de sua videira da fé cristã passarão também a se sentar debaixo da figueira do socialismo e aqueles que estão sentados debaixo de sua figueira do socialismo passarão a se sentar também debaixo da videira da fé cristã? O que seria este atravessar do Jordão, por parte da linha PAULO DE TARSO (Cristianismo) – MARTIN LUTERO (Protestantismo) – JOSEPH SEYMOUR (Pentecostalismo)/Retiro de Duquesne (Renovação Carismática) e por parte da linha KARL MARX (Socialismo) – VLADIMIR LÊNIN (Revolução) – Horkheimer (Escola de Frankfurt) – JOÃO XXIII (Teologia da Libertação)/Rubem Alves (Pastores Progressistas)?

E é bom esclarecer que em aqui Adamir Gerson estar falando sobre um processo revolucionário em que Deus trás um ao outro, trás a linha espiritual à linha material e a linha material à linha espiritual, ora, isto é na verdade já o cumprimento da Palavra de Deus. Pois, deveras, o profeta Zacarias assentou em profecia uma visão que teve para o final dos tempos em que aqueles que estavam debaixo da videira e debaixo da figueira ouviriam um chamado para estarem também no outro lado, dessa forma tornando-se completos. Como segue: Naquele dia, é a pronunciação de Javé dos exércitos, chamareis um ao outro, enquanto debaixo da videira e debaixo da figueira, Zacarias 3.10. Ora, a verdade é que esse trazer um ao outro enquanto debaixo da videira e debaixo da figueira é todo o trabalho do socialismo celestial, trazer o cristianismo ao socialismo e trazer o socialismo ao cristianismo. E será assim, e somente assim, que não haverá mais quem faça cristãos e socialistas tremerem como é o vaticínio do profeta Miquéias (4.4).

Prosseguindo. Ora, no ano de 2003, 2004 Adamir Gerson se achava na igreja Obras do Espírito Santo. Fora ali levado por mãos angelicais para que falasse para o seu dirigente, pastor Luis Baldez, sobre as boas novas do Reino de Deus. Sobre o socialismo celestial. Destarte, sobre a iminência do Casamento do Cordeiro sobre esta terra.

E o que sucede é que por esses dias chegou à igreja uma jovem por nome Joseane, vinda da igreja Nova Jerusalém. E assim que tomou assento ela narrou um sonho que tivera naqueles dias. Narrou que vira em sonho uma grandíssima caminhada acontecendo no centro de Presidente Prudente. E a multidão caminhava no seu centro em direção ao Parque do Povo.

E ela narrando o sonho então contou que quando a multidão ia entrar no Parque do Povo, pela sua porta de entrada, eis que estavam ali uns clérigos parados. E eles discutiam entre si e se perguntavam: quem deu poder para estes fazerem isto? E a grande multidão entrou então no Parque do Povo e foi se postar diante de um grande palanque ali armado ocupado pelos ministros da Palavra de Deus.

Narrando o sonho, ela contou que a grande multidão que viu caminhando pelo centro de Presidente Prudente era composta de católicos e de evangélicos; mas os católicos eram maioria. E quanto aos ministros da Palavra de Deus que ocupavam o grande palanque eram padres católicos e pastores evangélicos; mas, como ela mesma disse, os pastores evangélicos eram maioria.

O que sucede é que assim que acabou de narrar o sonho pouco tempo depois retornou para a sua igreja, todavia deixando a intrigante pergunta: o que foi fazer naquele lugar onde estava o homem de Deus interessado? Que Deus já o vinha preparando desde o ano de 2001, desde os atentados terroristas nos Estados Unidos, para realizar tão grande caminhada? Por ventura que foi levado ali pelo Deus que não faz nada sem antes revelar aos seus escravos, os profetas, de modo que ele tinha no propósito do coração realizar uma grande caminhada escatológica, que seria sim introdutora da caminhada do Milênio, que marcaria o momento em que o reino do mundo iria se tornar em reino de nosso Senhor e do seu Cristo, como são as imagens de Apocalipse 11.15-18?

O que seria esta caminhada? Por ventura que no final do ano de 2012 uma grandíssima caminhada, com as cores e a força da escatologia, aconteceria, então, na cidade de Presidente Prudente, no exato lugar em que o homem de Deus teve o seu encontro teofânico naquele ano de 78 e no exato lugar onde a jovem Joseane viu em sonho acontecendo a grande caminhada? Que tanto pode ser no dia 23 de dezembro como o dia 30 de dezembro ou mesmo o seu dia 31? Pois, como diz a música profética – e tu virias numa manhã de domingo; eu te anuncio nos sinos das catedrais – na manhã mesmo do dia 23 ou mesmo na manhã do dia 30, com o dia 31 todos estando nas suas igrejas, no culto e missa de virada de ano?

De modo que neste dia ímpar uma multidão imensa estará nas avenidas de Presidente Prudente, com as suas bandeiras, os seus tambores e as suas esperanças, na expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo então? E de repente alguém grita no meio da multidão: Eia lá vem! E todos esticam o pescoço para ver o que lá vem, e eis que todos avistam vindas as forças dos reis do nascente do sol com a missão de começar em cima da terra o reinado de Jesus Cristo, no lugar do reinado de homens, que trouxe proveito para poucos, mas lágrima, dor e muito sofrimento para a imensa maioria.

E lá vem. E na frente de todos eis que aparecem jovens empurrando uma grande roda e nela os dizeres: 2012: O ANO DO CRISTO. E atrás seguem jovens em cima de uma caminhonete que veio do Pontal do Paranapanema levando três estandartes, os estandartes de Paulo e de Marx ladeando o estandarte de Jesus Cristo.

E quando a camionete passa então a multidão levanta a voz e clama: Vede! É a Arca do Pacto! Do Pacto novo que Deus selou com seu filho Jesus! Ó morte, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão? Ó Glória... Já não seremos mais explorados; nem material e nem espiritual, mas o Cordeiro que está no meio do trono nos pastoreará e nos guiará para as fontes de águas da vida. E ele enxugará de nossos olhos toda lágrima, e não teremos mais fome, e nem sede, e nem sol ou calor abrasador cairão sobre nós. Ó Glóriiiiiiiiiaaaaaaaaaaa.

E quando a camionete passa eis que logo atrás vêm jovens empurrando um carrinho; e em cima dele um livro aberto com os dizeres, deste lado: EDUCAÇÃO, e do outro lado, EVANGELHO. E os jovens que empurram o carrinho são deste lado, um jovem evangélico, e daquele lado, um jovem católico, mas no meio deles um jovem socialista, com os três jovens seguindo pelas avenidas de Presidente Prudente empurrando o carrinho.

E quando os jovens passam empurrando o carrinho, eis que atrás deles vêm dois jovens montados cada qual em um cavalo branco. E levam em seus ombros um grande estandarte. E os estandartes seguem girando em suas mãos. E o que sucede é que quando o jovem do lado de cá gira o seu estandarte então em um lado aparece o rosto de João XXIII, mas no outro lado aparece o rosto de John Wesley, com os rostos de João XXIII e de John Wesley intermitentemente se manifestando aos seus olhos. E quando o jovem do lado de lá gira o estandarte em sua mão então em um lado aparece o rosto de Che Guevara, mas no outro lado o rosto de Francisco de Assis. E os rostos de João XXIII, e de John Wesley, e de Che Guevara, e de Francisco de Assis se mostram intermitentemente aos olhos de toda a multidão.

E quando passarem os jovens montados em seus cavalos brancos eis que atrás deles virão três jovens, carregando nos seus ombros três grandes estandartes, do lado de cá o estandarte de Martin Luther King e do lado de lá o estandarte de Nelson Mandela, mas no meio deles segue um jovem levando o grande estandarte de Mahatma Gandhi.

E quando passarem os jovens levando os estandartes de Martin Luther King, e de Mahatma Gandhi, e de Nelson Mandela, eis que atrás deles, logo atrás, seguem jovens carregando em suas mãos os estandartes das grandes religiões monoteístas e das grandes doutrinas espiritualistas dedicadas à caridade. Todos aqueles que sentiram em seus seres que realmente suas religiões e suas doutrinas espiritualistas efetuaram a travessia do seu Mar Vermelho espiritual e que agora chegou o momento de consumar a sua caminhada, por atravessarem também o seu Jordão espiritual.

E atrás dos jovens levando os estandartes das religiões monoteístas e das doutrinas espiritualistas da terra inteira eis que seguem jovens levando em seus ombros os estandartes de todas as denominações religiosas, quer as pertencentes ao ramo evangélico quer as pertencentes ao ramo católico. Todas elas, nas suas centenas, que sentiram em seus seres que realmente atravessaram o Mar Vermelho de suas existências e que agora chegou o tempo de atravessar o seu Jordão espiritual indo diretamente para ocupar as moradas eternas que o filho do carpinteiro um dia disse iria as preparar para os seus.

E atrás dos jovens levando em seus ombros os estandartes de suas respectivas denominações religiosas eis que seguem os povos da floresta, as suas inúmeras tribos, todas elas nas suas mais ricas indumentárias. E seguem pelas avenidas de Presidente Prudente com os seus chocalhos e as suas danças e os seus cânticos.

E atrás dos povos da floresta então segue o caminhão levando os homens e mulheres, que por terem se dedicado ao serviço com os pobres, por terem lutado para arrebatar os pobres da mão do opressor, que sem medo enfrentaram as forças das trevas, sim, seguem os homens e mulheres que neste dia, quando estiverem no grande palanque armado ali no Parque do Povo visto em sonho pela jovem Joseane, hão de ouvir: Vinde, vós os que tendes sido abençoados por meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois fiquei com fome, e vós me destes algo para comer; fiquei com sede, e vós me destes algo para beber. Eu era estranho, e vós me recebestes hospitaleiramente; estava nu, e vós me vestistes. Fiquei doente, e vós cuidastes de mim. Eu estava na prisão, e vós me visitastes.

E o que sucede é que quando a multidão entrar no Parque do Povo e após a celebração, a Ceia Nova que Jesus disse participaria dela quando ela aparecesse nova, no reino de seu Pai, então chegará o momento da chuva de rosas. E rosas brancas serão lançadas ao alto, como justa homenagem a todos aqueles cristãos que foram martirizados nas arenas de Roma. E as rosas brancas subirão ao alto e descerão enquanto dedos femininos retiram das cordas do violino o som divino do hino Mais Alvo que a Neve.

E quando se esgotar as rosas brancas em suas mãos e o chão do Parque do Povo ficar coberto de pétalas brancas então será a vez de lançar ao alto as suas rosas vermelhas, uma justa homenagem a todos os revolucionários que foram martirizados nos porões das ditaduras. E as rosas vermelhas serão lançadas ao alto e descerão enquanto dedos masculinos retiram das cordas do violino o som da música Vermelho, que o Brasil inteiro cantou na voz de Fafá de Belém.

E quando o chão do Parque do Povo estar coberto de pétalas brancas e de pétalas vermelhas então a multidão se abaixará e apanhará as pétalas brancas e vermelhas e farão uma só em suas mãos. E quando olharem para as mãos e se ver que as pétalas brancas e as pétalas vermelhas se tornaram pétalas, rosas, então as lançarão para o alto e não cessarão de dizer: JESUS!JESUS! JESUS! Enquanto os dedos femininos e masculinos retiram do violino o som da música Rosa de Sarom. E cantarão MAIS ALVO QUE A NEVE, e cantarão o VERMELHO, e não cessarão de cantar Rosa de Sarom: Uma cortina se abriu e surgiu / Um cavalo e mil cavaleiros / Brancos, vermelhos, armados, armados / Do riso inocente que faz despertar / Pisando firmes na terra abrindo seu ventre fazendo brotar / Uma canção que só fala de amor / Que só diz que a vida já vai começar / Do trigo somos a sua brancura / E da videira o seu vermelhão / O branco da paz, o vermelho da vida / Somos a rosa – a Rosa de Sarom.

E sucederá que quando estiveram cantando Rosa de Sarom que o seu perfume universal estará se levantando do Parque do Povo e sendo levado pelo vento para os quatro cantos da terra, a cobrir de paz e de justiça todos os lares, todas as casas, todas as terras. O mar já não é.

21 de Dezembro de 2012

Suponhamos que tudo o que foi exposto virá ser mesmo uma realidade, e aqueles que se tornaram líderes para o seu acontecimento decidiram pela data de 23 de dezembro do ano de 2012, ora, como Deus é aquele que toda vez que vai fazer sua obra nova recapitula os passos anteriores, Jesus voltando do Egito para Israel recapitulou os passos que Moisés deu na sua volta de Midiã para o Egito, com a diferença de que Jesus recapitulou Moisés na forma, não, porém, no conteúdo; o conteúdo de Jesus foi outro, não voltou para tomar o lado dos judeus contra os romanos, como teria feito Moisés, mas para onde Moisés parou dar um novo salto de qualidade, no lugar da libertação particular eis agora a libertação universal, não deste daquele, mas de todos do pecado que estava presente na vida de todos, corroendo e corrompendo a todos, ora, caso tudo isto venha realmente a acontecer, então tão grande acontecimento seria precedido de um acontecimento recapitulador dos passos dados por Deus.

Ou seja, que três dias antes seria realizado um ato no Pontal do Paranapanema, recapitulador dos grandes momentos que então prepararam o caminho para o advento do domínio divino. Para o seu domínio de modo explícito.

Suponhamos que os líderes decidiram para a manhã de domingo do dia 23 de dezembro do ano de 2012. Ora, sendo assim, então três dias antes a militância se reunirá no Pontal do Paranapanema para o ato recapitulador.

Assim: dia 21 de dezembro do ano de 2012 então o seu ato seria realizado no Assentamento Che Guevara, nesta cidade de Mirante do Paranapanema; dia 22 um segundo ato seria realizado na cidade de Sandovalina, no Assentamento Dom Tomás Balduíno; e a tarde deste mesmo dia então a militância rumaria para Estrela do Norte. E ficaria ali toda a noite. E de manhã, bem cedinho, então toda a militância rumará para Presidente Prudente a fim de tomar lugar na grande caminhada.

Ora, o ato deste dia 21 de dezembro de 2012, no Assentamento Che Guevara, será todo dedicado ao Marxismo e à Revolução. De modo que neste dia oradores se revezarão para falar sobre as suas grandes giestas. E enquanto oradores se revezarão para falarem do Marxismo e da Revolução lá fora, na sua porta de entrada, o estandarte de Karl Marx permanecerá levantado.

E sucederá que quando se prepararem para ir para o Assentamento Dom Tomás Balduínio, em Sandovalina, cerca de trinta e três quilômetros distantes, que tomarão o estandarte de Marx e o colocarão em cima de uma camionete. E seguirão pela sua estrada até o Assentamento Dom Tomás Balduínio, e ali hastearão o estandarte de Marx ao lado do estandarte de Paulo. E, enquanto nas dependências do Assentamento oradores estarão se revezando para falarem sobre as grandes giestas do Cristianismo, fora os estandartes de Marx e de Paulo permanecerão levantados.

E terá de suceder que quando estiver indo para Estrela do Norte, seguindo pela estrada onde Adamir Gerson naquele ano de 1997 fez uma caminhada, sozinho e a pé de Sandovalina para este lugar, que trás as marcas do seu nascimento, e  levando em uma das mãos uma sacola com as suas roupas e na outra uma sacola com a sua máquina de datilografar – porque, deveras, naquele momento em que os restos mortais de Che Guevara foram descobertos e levados para o seu Mausoléu em Santa Clara então o Deus dos profetas de Israel começou a ficar ativo sobre ele (***), e o fuzil na sua mão começou a se transfigurar na máquina de datilografar na sua mão, com a qual escreveu palavras inefáveis sobre um novo tempo com um chamado para que todos participassem da caminhada, mas que participou sozinho, os convidados não vieram – ora, o que sucede é que quando todos estiverem rumando para Estrela do Norte então tomarão os estandartes de Marx e de Paulo e os colocarão na camioneta. E ao chegarem à Estrela do Norte então colocarão os estandartes de Marx e de Paulo ladeando o estandarte de Jesus. E permanecerão à noite em Estrela do Norte. E bem cedo então todos rumarão para Presidente Prudente levando na camionete os estandartes de Marx e Paulo ladeando o estandarte de Jesus. E chegarão à Presidente Prudente e irão ocupar o seu lugar na grande caminhada.

Mas, suponhamos que os líderes do grande evento decidiram por outra data, a manhã de 30 de dezembro do ano de 2012. Então a militância permanecerá três dias no Assentamento Che Guevara; três dias no Assentamento Dom Tomás Balduino; três dias em Estrela do Norte, falando sobre as grandes giestas da Revolução e do Cristianismo, com muito cântico, muita dança e muita alegria, que é como o canto e a alegria e a dança com que o Rei Davi entrou em Jerusalém fazendo subir a Arca do Pacto da casa de Obede-Edom para cima à cidade de Davi (II Samuel 6.12-15). E na manhã do dia 30, bem cedo, então tomarão o rumo de Presidente Prudente.
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(*) A Renovação Carismática, que muitos disseram nasceu com o dedo da CIA americana para rivalizar e ocupar os espaços da Teologia da Libertação é preciso deixar de lado esse juízo positivista e fazer uma análise do seu nascimento com os olhos da metafísica, com os olhos do espírito. Mesmo porque estes mesmos que viram o dedo da CIA americana na criação da Renovação Carismática não souberam fazer frente e combater isso sim o oportunismo e esperteza ianques; que aproveitando juízos negativos do Materialismo Dialético contra a religião e contra a existência de uma transcendência, soube aproveitá-los e direcioná-los ao seu favor.

De fato, o que realmente aconteceu foi que a Teologia da Libertação estava metida em um processo de libertação que a bem dizer era destituído do fundamento espiritual. Respirando a essência materialista que então era comum com os marxistas não conseguir enxergar valor sociológico e ontológico também na religião e nas aspirações de seus membros. Destarte, a sua libertação era literalmente deitar vinho novo em odres velhos, remendo novo em pano velho. De modo que o nascimento da Renovação Carismática se deu por ordem única de Javé; ele corrigindo sua obra da imperfeição. Ora, uma vez que a Renovação Carismática nasceu possuidora da espiritualidade de Jesus, que é amor ao próximo, que é querer para o outro o que se quer para si, sim, que é buscar a vantagem, não para si, mas para a outra pessoa, como são as imagens de I Coríntios 10.24, ora, o passo seguinte é que, quando se esgotasse o processo antitético e a Serpente Original (CIA) fosse esfumada do seu interior, deixando de influenciar os filhos e filhas de Jesus para objetivos estranhos ao próprio Jesus, então a Teologia da Libertação iria se aproximar da Renovação Carismática. E ao descobrir que o fundamento sociológico da Renovação Carismática seja o socialismo espiritual, neste momento iria defenestrar o Materialismo Dialético e todas as suas armas e lançar mão das armas deste socialismo espiritual. E seria neste momento que ela estaria começando a construir o socialismo em terras da América Latina, não por violência e nem por força militar, tampouco por imposição, mas pelo poder da Palavra de Deus que tem o poder de desentranhar o socialismo que hiberna nos corações. Deveras, um socialismo que seria construído como aquele que aparece no livro de Atos (2.44; 4.32); e como agora o mesmo renascendo como ser histórico, o que de prático iria se observar é que a propriedade cada vez mais iria sair das mãos particulares para estar nas mãos de uma sociedade que, fecundada do Evangelho, se tornou adulta, não permitindo jamais que as relações sociais se dêem fora da partilha.

O que vale para a Renovação Carismática em relação à Teologia da Libertação também vale para o Pentecostalismo em relação ao Marxismo; que os mesmos que viram o dedo da CIA americana na criação da Renovação Carismática também viram o mesmo dedo, antes, na criação do Pentecostalismo, isto é, que o mesmo, ao seu juízo, nasceu tão somente com a missão de combater o comunismo no mundo.

E não é nada disto. Não somente a Renovação Carismática foi criação de Deus para corrigir as imperfeições da Teologia da Libertação como o advento do Pentecostalismo foi providência de Deus para corrigir as imperfeições do Marxismo. O Marxismo buscava a construção na terra de um reino de liberdade concreta, de um reino em que cada um tem segundo as suas necessidades, e isto só iria ser exeqüível quando o Marxismo fosse fecundado deste Pentecostalismo. Ter segundo as suas necessidades é não querer, jamais, pisar e subtrair direitos do próximo. É porfiar por buscar, não a sua vantagem, mas a vantagem para a outra pessoa, e isto não são atributos de economia alguma senão que da religião cristã.

Assim, pois, a linha CRISTIANISMO – PROTESTANTISMO – PENTECOSTALISMO deve sim ser também acrescentada da Renovação Carismática, mesmo porque o nascimento da Renovação Carismática guarda a simplicidade do nascimento do movimento pentecostal. Ambos nasceram em lares de pessoas, a partir de pequenas experiências com o Espírito Santo.

(**) Ora, se na linha espiritual a Renovação Carismática deva ser acrescentada como portadora e possuidora da mesma espiritualidade, a verdade é que na linha material os Pastores Progressistas devem ser acrescentados como também portadores da mesma materialidade. Como a Teologia da Libertação, os Pastores Progressistas também entenderam que a luta pelo socialismo era na verdade uma luta de Deus para o estabelecimento na terra do senhorio e domínio de seu filho Jesus. E da mesma forma que a Teologia da Libertação procurará uma reconciliação com a Renovação Carismática, para que Jesus saia ganhando, e o seu ganho sendo o ganho de todos, de igual modo os Pastores Progressistas devem fazer o mesmo com os pentecostais.

A esse respeito, veja o discurso do Reverendo Jorge Bertolaso Stella, pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Jabaquara, no livro CONCEITOS RELIGIOSOS, de 1976: Como fruto nutritivo e apreciável dessa árvore frondosa, que se chama cristianismo, apareceu, na igreja primitiva, o comunismo. A Natureza é a mestra do homem e os seus ensinos são diretrizes da vida. Não podemos despregar os olhos dela. A natureza é comunista e altruísta. Deus é comunista. Ele criou tudo para todos. Segundo Gênesis 1:29 - 30, a terra, a água, o ar e a luz pertencem a todos. A criança nasce comunista. Ela se apodera de tudo quanto à cerca, não conhece restrições. A primeira família humana, da qual todos descendem, era comunista. Religiões e grupos há, que praticam o comunismo, por ser expressão do amor e da união. O comunismo cristão que estou tratando aqui nasceu de persuasão, não da imposição. O seu princípio basilar era expresso com esta frase: 'o que é meu é teu'. Não estava em voga a outra frase que o apresenta assim, por alguns: 'o que é teu é meu'."

Ora, quando estivermos diante de uma práxis assim, a reconciliação entre Teologia da Libertação e Renovação Carismática, entre os Pastores Progressistas e o Pentecostalismo, entre o Marxismo e o Cristianismo, certamente que será neste momento que a Humanidade estará sendo chamado para participar do casamento dos casamentos, o Casamento do Cordeiro. “E ouvi o que era como a voz de uma grande multidão, e como o som de muitas águas, e como o som de fortes trovões. Disseram: Louvai a Jah, porque Javé, nosso Deus, o Todo-poderoso, tem começado a reinar. Alegremos e estejamos cheios de alegria, e demos-lhe a glória, porque chegou o casamento do Cordeiro e a sua esposa já se preparou. Sim, foi-lhe concedido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro, pois o linho fino representa os atos justos dos santos. E ele me diz: Escreve: Felizes os convidados à refeição noturna do casamento do Cordeiro. Ele me diz também: Estas são as palavras verazes de Deus, Apocalipse 19.6-9

Já que foi expresso o termo pastores progressistas, é bom afirmar que estes termos são de propriedade da sociologia do Marxismo e da Teologia da Libertação, mas não o são do socialismo celestial. Nesta sociologia tradicional Renovação Carismática e Pentecostalismo foram jogados na vala comum do conservadorismo, se contrapondo ao que então era progressista. Na nova nomenclatura o termo progressista na verdade é empregado tanto aos que lutam pelo socialismo como aos que militam na Renovação Carismática e no Pentecostalismo. Aqueles que têm vivência e lutam para que a sociedade sofra transformações espirituais, o caso dos carismáticos e dos pentecostais, também são chamados de Progressistas, apenas que sendo adjetivado: Progressistas Espirituais; ao passo que os progressistas da Teologia da Libertação e do Marxismo, que sempre foram tidos como substantivos, agora, na nova nomenclatura, também são adjetivados: Progressistas Materiais.

E essa mudança na nomenclatura trará mudanças escatológicas extraordinárias, pois, deveras, antes dela, quando imperava a velha nomenclatura, era tido na Teologia da Libertação que o Justo Juiz quando acabasse de dizer para todos os que lutaram pelo socialismo: Vinde benditos de meu Pai, e possuí o reino vos preparado desde a fundação do mundo, em seguida ele iria se virar para os carismáticos e para os pentecostais e lhes dizer: Apartai-vos de mim, obreiros da iniquidade. Pois eu nunca vos conheci. Mas agora, nessa mudança de nomenclatura, quando o Justo Juiz acabar de dizer para todos que lutaram pelo socialismo as palavras inefáveis, ele colocará na cabeça de cada um uma coroa de glória, dizendo: Vós sois os reis que haveriam de reinar os mil anos e a eternidade sem fim com o Cristo. Entrem no gozo de seu senhor. E em seguida ele realmente se virará para os carismáticos e para os pentecostais, mas, para surpresa daqueles que tinham certeza receberiam a coroa de glória, ele também lhes dirigirá as mesmas palavras inefáveis. E colocará em suas cabeças também uma coroa de glória, dizendo: Vós sois os sacerdotes do Altíssimo que haveriam de reinar os mil anos e a eternidade sem fim. Entrem também no gozo de seu senhor. Porque os pequeninos de Jesus tinham fome material, mas também tinham fome espiritual, e Deus os alimentou materialmente e espiritualmente por usar numa das mãos a linha CRISTIANISMO - PROTESTANTISMO - PENTECOSTALISMO/RENOVAÇÃO CARISMÁTICA e na outra mão a linha MARXISMO - REVOLUÇÃO – ESCOLA DE FRANKFURT – TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO/PASTORES PROGRESSISTAS. É verdade, um alimento que foi dado a eles no espírito antitético, mas eis que está chegando o tempo de ser dado a eles o alimento no espírito sintético, o que significa que receberão DA MESMA MÃO tanto o alimento material como o alimento espiritual.

Ora, quando o Justo Juiz acabar de colocar a coroa régia na cabeça da linha CRISTIANISMO - PROTESTANTISMO - PENTECOSTALISMO/RENOVAÇÃO CARISMÁTICA e na cabeça da linha MARXISMO - REVOLUÇÃO – ESCOLA DE FRANKFURT – TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO/PASTORES PROGRESSISTAS, então ele passará no meio das duas linhas e se dirigirá àqueles que não deram para os pequeninos de Jesus nem o alimento material e nem o alimento espiritual, mas, antes, pelo contrário, se locupletaram no seu suor e no seu sofrimento. E encontrá-lo-ás agachados com as pernas entrevadas. E estenderá a sua mão para eles para levantá-los e fazê-los caminhar nos caminhos do amor. E muitos dirão: deixa-nos em paz, que nossas pernas não se vergam; mas outros se esforçarão para se levantar, segurados nas mãos de Deus. E trôpegos, nos seus passos miúdos, pouco a pouco irão aprendendo a andar nos caminhos do amor. Aprendido o caminho, o que há de acontecer é que voltarão àqueles que disseram: deixa-nos em paz, que nossas pernas não se vergam, e estenderão para eles também as suas mãos para levantá-los e os ensinar a também a andar nos caminhos do amor.

(***) Porque naquele momento em que os restos mortais de Che Guevara foram descobertos, depois de trinta anos desaparecidos, o espírito de Javé ficou ativo em Adamir Gerson? Ora, há um mistério envolvendo Che Guevara e Adamir Gerson e agora chegou o tempo do mesmo ser desvendado.

Na verdade existe uma íntima ligação entre Adamir Gerson e Che Guevara, somente conhecida por aqueles que se expressam a partir do Espírito. Ora, Che Guevara conheceu dois nascimentos, um físico e outro espiritual - o físico se deu no ano de 1928 no mês de maio, e o espiritual se deu naquele ano de 53, vinte e cinco anos depois, quando deixou o ventre de sua pátria Argentina e saiu pelo continente latino-americano para começar a sua  jornada revolucionária. Ora, Adamir Gerson também teve dois nascimentos, o físico e o espiritual.

O físico se deu no ano de 53 e o espiritual no ano de 78, vinte e cinco anos depois, quando teve o seu encontro teofânico e então ficou sabendo que seria por seu intermédio que tanto a Igreja como a Revolução iria se levantar em uma glória que nunca conheceram. Uma glória que alcançariam por descobrir que na verdade as duas instâncias de vida eram o corpo do Cristo da cruz, e que agora ele estava os reunindo a si e reclamando a si, porque de si, para si.

Che Guevara tendo nascido no mês de maio do ano de 1928 e Adamir Gerson tendo nascido no dia 28 do mês de maio do ano de 53 há uma íntima relação entre os nascimentos? Na verdade os dois eram gêmeos no ventre da Divindade, como o seu Jacó e o seu Esaú. O que significa dizer que eram gêmeos não-idênticos. E naquele ano de 53 quando Adamir Gerson saia do ventre de sua mãe Gercina e Che Guevara saia do ventre de sua pátria Argentina, ora, Che Guevara saia do ventre de sua pátria para começar uma obra revolucionária pelo lado da lei. E quando a sua obra ficasse inacabada, inconclusa, então ela iria ser reiniciada exatamente por aquele que no ano de 53 nasceu no país Brasil, em Estrela do Norte, interior paulista. No interregno ele iria ser preparado por Deus para então levantar novamente os sonhos libertários de Che Guevara, agora, porém, não mais no patamar da lei, mas no patamar da graça; não mais confiando a sua libertação ao poder do fuzil, mas agora confiando a sua libertação ao poder do Evangelho. Um novo exército de guerrilheiros iria ser novamente criado, agora, porém, não mais de homens e mulheres empunhando em uma mão o fuzil e na outra o livro O Capital, mas de homens e mulheres empunhando em uma mão a Educação e na outra a Palavra de Deus. Deveras, ele iria semear nos campos da América Latina e nos campos da terra inteira o conhecimento da Palavra de Deus; e, então, uma profusão de novos revolucionários iria florescer, de homens e de mulheres que descobriram, enfim, que a luta do socialismo era conduzida por homens e por mulheres, é verdade, mas por homens e por mulheres que agiram sob a inspiração de Deus no cumprimento de sua bendita Palavra. Destarte, era na verdade a sua luta para estabelecer na terra o senhorio e a vontade de seu filho Jesus. Uma multidão assim, consciente, não iria tardar e os seus campos iriam se encher e verdejar a verdadeira paz e a verdadeira justiça. 

Essa visão, a íntima relação entre os dois, Adamir Gerson teve naquele mês de junho do ano de 97 assim que os dentes da escavadeira tocavam os ossos de Che Guevara. No ínterim Adamir Gerson entrou em sua casa e casualmente colocou para tocar a música NOS VERDES CAMPOS DA MINHA TERRA na voz do Agnaldo Timóteo. E quando cantava eis que o Espírito irrompeu em profusão Adamir Gerson e ele foi arrebatado em espírito e levado para os altos bolivianos a percorrer os mesmos lugares e as mesmas trilhas que os pés de Che Guevara percorreram. E recebia do Alto, revelações sobre Che Guevara que homem algum na terra ao menos suspeitou. Começou a entender porque Che Guevara foi para os altos bolivianos tendo tido antes uma passagem pela África (porque Jesus quando foi para o sacrifício em Jerusalém teve antes uma passagem por Jericó); porque se negou a fugir, esperando a morte chegar; porque seus matadores repartiram entre si seus poucos pertences pessoais; porque seu corpo ficou exposto em uma lavanderia; porque seus matadores tomaram um cuidado extremado com seu corpo o ocultando por trinta anos. Deveras, os seus ossos iriam para Santa Clara, para ficarem ali no seu Mausoléu, mas o seu espírito tocava o espírito de Adamir Gerson e um novo futuro para a América Latina e para o mundo estava, então, assegurado. Não foi por acaso e não foi em vão o sacrifício de Che Guevara nos altos bolivianos, mas uma necessidade, para que, no seu esgotamento, então a graça pudesse se manifestar no corpo da revolução. Para que a revolução pudesse ter também o seu dia de ressurreição.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Lula e a Questão de José do Egito





Lula e a Questão de José do Egito

Em 94 Adamir Gerson fez um trabalho em que nele Lula aparecia como o novo José do Egito. Fez um livreto e na capa aparecia José do Egito com toda a indumentária egípcia com a face de Lula. (Os cristãos entendem que José do Egito foi um homem sem pecado, Jesus, e como conciliar a afirmação acima? Simplesmente que era Deus colocando a essência de José do Egito em um humano, no caso Lula, como colocou a essência de Elias em João Batista. A mesma essência Deus pode sim colocar não em apenas um humano, mas em quantos achar necessário. É o caso da essência de Moisés que no presente tempo colocou em Lênin e em Fidel Castro. A própria essência de Elias que foi colocada em João Batista a mesma está sendo reservada para o tempo escatológico quando então será colocado em um novo humano, principiando então o processo da restauração de todas as coisas).

Prosseguindo. Bem, a verdade é que o trabalho tinha embasamento. Como José que foi comprado por mercadores ismaelitas que andavam pelo deserto e levado para o Egito para então ser escravo, de igual modo Lula foi trazido por gatos que andavam as regiões pobres do nordeste trazendo seus filhos para trabalharem como escravos em São Paulo; como José que por não se deixar seduzir pela mulher de Potifar acabou tendo o destino da prisão assim foi com Lula que por não se deixar corromper pela burguesia, nas greves do ABC paulista em fins da década de 70, acabou tendo o destino da prisão; como José do Egito que antes de governar o Egito realizou caravanas por todo o país a fim de conhecer in loco as suas necessidades, assim foram a caravanas da cidadania que Lula realizou Brasil afora vendo in loco o sofrimento do povo brasileiro e as suas necessidades. Sem falar que José fora um sonhador, sonhador de sonhos bons, o que também aconteceu com o operário Lula que naqueles dias sonhava com um Brasil e uma terra de gente de rosto feliz.

Mas, passado algum tempo, diante de certos desapontamentos, então a questão foi, pelo espírito, melhor esclarecida. Não havia um José do Egito, como pensou Adamir Gerson e era visão corrente, mas dois. De modo que este Lula que aí está se achava em recapitulação do Primeiro José do Egito. Nada mais lógico. Depois, porém, quando estivesse esgotado o Primeiro José do Egito, uma nova mudança iria ocorrer em sua vida como ocorreu na vida de José; e agora iria emergir em novo patamar de existência como o Segundo José do Egito.

De fato, em 2002 quando foi eleito Presidente do Brasil e na posse desfilou em carro aberto entre a multidão foi o momento de alegria do Primeiro José do Egito. Aquele momento em que José foi escolhido e colocado como superintendente da casa da prisão. Como José do Egito que cuidava da casa da prisão com grande eficiência – assim, o oficial principal da casa da prisão entregou a José todos os prisioneiros que havia na casa da prisão; e em tudo o que faziam ali mostrava-se que era ele quem o fazia executar. O oficial principal da casa da prisão não cuidava de coisa alguma que havia na sua mão, porque Javé estava com José, e aquilo que fazia, Javé, por sua vez, fazia bem sucedido (Gênesis 39.21-23) – ora, de igual modo Lula cuidou com grande eficiência da casa da prisão do neoliberalismo.Soube gerenciar o capitalismo. Com tanta eficiência que o Oficial Principal da Casa da Prisão espantado com tanto desempenho de Lula chegou a dizer: É o Cara! De modo que este Lula nada mais foi do que Carcereiro. Um preso na casa do capitalismo cuidando dos seus presos.

Mas, a Palavra de Deus mostra que aquele ofício de José, de cuidar da casa da prisão, foi passageiro. Iria chegar para ele um novo momento. E chegou, emergindo um novo José do Egito, agora governador do Egito.

Através dos sonhos que interpretou, do copeiro e do padeiro, que com ele estavam na prisão, verdade é que José saiu da prisão e acabou chegando à presença de Faraó. Faraó tivera um sonho e por intermédio do copeiro que José interpretou seu sonho então ficou sabendo de José. E mandou trazê-lo à sua presença.

Bem, qual o profundo significado de tudo isto? Que está perto o momento em que Lula será levado à presença de Jesus Cristo, trocando o governo da casa da prisão do capitalismo pelo governo de Jesus Cristo.

E o profundo significado de que José, para achegar-se à presença de Faraó, teve de barbear-se e trocar as suas capas é profundas mudanças na vida de Lula. Certamente que trocar a capa do capitalismo pela capa do Reino de Deus.

Com isso Faraó tirou da própria mão o seu anel de sinete e o pôs na mão de José, vestiu-o de roupas de linho fino e colocou-lhe um colar de ouro em volta do pescoço. Além disso, fê-lo andar no segundo carro de honra que tinha, para que clamassem adiante dele: Avreque!, constituindo-o assim sobre toda a terra do Egito (Gênesis 41.41-43).

Está perto muito perto em que aquele fenômeno que ocorreu com Saulo de Tarso no caminho de Damasco quando foi fulminado pela luz de Jesus e derrubado do seu cavalo; a partir de então se transformando em novo homem, que deixou de estar a serviço de forças mortas para estar a serviço da vida, está perto muito perto o momento em que a luz de Jesus irá irromper sobre Lula e o derrubar do seu cavalo de orgulho. E Lula será completamente transformado, deixando de estar a serviço de forças mortas para estar a serviço da vida.

O interesse do Primeiro Lula, de ocupar a presidência da ONU e passar a interferir nos assuntos mundiais, cederá lugar a um Lula que compreenderá claro que a ONU é tão somente um instrumento político que se transformou a serviço do imperialismo. Prestou-se ao domínio do imperialismo no caso da Líbia e não sossegará enquanto não se prestar ao seu domínio no caso da Síria, pois, deveras, é do seu entendimento lógico que com o fim da União Soviética e da Guerra Fria não cabe no concerto das nações regimes políticos que destoam dos interesses e modo de vida das potências ocidentais que aos seus olhos as suas democracias teriam se tornado em parâmetros de condutas universais. O simples fato de países terem direito a veto retira da ONU a autonomia e a liberdade. Esses países com os seus interesses particulares estão acima da ONU que se acha alienada de si mesma. Verdade é que este Segundo Lula desinteressará por completo da ONU, enquanto persistir privilégios de nações. O seu interesse passará a ser as massas populares, organizando-as em todos os países da terra para a conquista do poder e a transformação de suas respectivas sociedades. A transformação mesmo de suas relações sociais, políticas e econômicas, quiçá culturais. Como Josué que desalojou de Canaã os seus reis que oprimiam seus próprios povos e no lugar estabeleceu os escravos saídos do Egito, assim será com o Segundo Lula, ligando indivíduo a indivíduo, cidade a cidade, país a país, nos ideais de Jesus Cristo, universais, pois o amor ao próximo, querer para outrem o que se quer para si, e entregar a própria vida a este bem, é um dom subjacente a todos os homens. Destarte, o seu interesse único será o estabelecimento em toda a terra do governo de Jesus Cristo, assim como são as imagens de Apocalipse 11.15-18.

E ninguém pense que o Primeiro Lula foi um acidente. Não, mas uma necessidade, de quem vai lidar com a diversidade de opinião e de cultura, conflitos de idéias e graus de pureza, e a bem dizer esse Primeiro Lula passou por uma escola a fim de aprender os passos dialéticos desta diversidade e saber lidar com ela. O trabalho mundial do anjo de Apocalipse 14.6 não será o de assalto final às forças que dominam este mundo, como tivesse pensado Trotsky e Che Guevara no seu puritanismo, mas será de condutor de todos para fora de suas alienações (Isaías 11.6). Será de diálogo constante com todas as forças envolvidas na condução do mundo, e um diálogo duplo: ao tempo que de diálogo com estas forças diálogo também com aqueles que irão ocupar os seus lugares, o lumpen proletário, os mansos que Jesus disse herdariam a terra (Mateus 5.5).

De modo que o aperto de mão de Lula em Maluf deva ser sintomático. Para que apertasse a mão de Jesus Lula teve antes que apertar a mão de Maluf, a completa negação de Jesus? Para que gerenciasse o reino divino teve antes que gerenciar o reino humano (1)? O aperto de mão com Maluf foi um antevisão de sua missão escatológica, de diálogo com todas as forças envolvidas na contradição, diálogo com o proletariado, mas diálogo também com as forças que tem responsabilidade de poder? Afinal Jesus desconcerta um pouco e rompe com a lógica positivista. Mostrou para aqueles judeus que embora não serem adúlteros, isto não os isentava de serem também pecadores, no mesmo grau. Passaram pela peneira do pecado ideológico, que estabelece a priori o que é e o que não é pecado, mas não passaram pela malha fina do pecado original que estabelece a priori que todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.

A verdade é que o Segundo Lula será muito mais um Educador, educar as forças que tem exercido poder para que compreendam que tem chegado para elas sua velhice e tem de se preparar para a partida; e educar o lumpen proletário para que compreenda que tem chegado o tempo dele receber o poder, e as riquezas, e a sabedoria, e a força, e a honra, e a glória, e a benção (Apocalipse 5.12). O poderio para todo o sempre, como aparece em Apocalipse 5.13 e em Daniel 2.44.

Destarte, é este o profundo significado de Faraó ter posto na mão de José o seu anel de sinete e no seu pescoço o seu colar de ouro. Jesus coloca em Lula o seu evangelho, e através dele todos os interesses contrários ao Reino irão sendo expurgados, até que serão procurados e não mais encontrados. Todas as coisas se fizeram novas! Já não há mais morte, nem mais pranto, nem clamor, nem dor. Deus enxugou dos olhos toda lágrima. As coisas anteriores já passaram.

E quando este novo Lula começará a aparecer? Por ventura que nas jornadas escatológico-messiânicas que Adamir Gerson se esforça para que aconteça no final do ano de 2012 na região de Presidente Prudente para honra e glória de Deus Pai e de seu filho Jesus Cristo? É nestas jornadas escatológico-messiânicas que o cavaleiro de Apocalipse 6.2, montado em seu cavalo branco, e tendo na mão um arco, recebe uma coroa e ele sai vencendo e para completar a sua vitória?

Ora vem Senhor Jesus e faz a sua obra, transformando o coração de Lula e todos os corações, pois todos precisam de um novo nascimento, sem o qual as coisas velhas que insistem em sobreviver não passarão. O cristianismo criou ferrugem, o socialismo criou ferrugem, mas tu podes ó Pai, depurá-los como o ouro e como a prata, e hão de tornar-se para Ti pessoas que apresentam uma oferenda em justiça. E a oferenda do cristianismo e a oferenda do socialismo serão realmente agradáveis a ti, ó Pai de justiça e amor, como nos dias de há muito tempo e como nos anos da antiguidade. Tu podes ó Pai renová-los, como a águia renova as suas penas, tirando-os do pó da morte e do opróbrio do lodo escorregadio e os colocando nas alturas, tendo uma visão ampla da vida, profunda, de 360 graus, de modo a estarem atentos a tudo e a todos, não mais se deixando enganar pelo Pai da Mentira.
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(1) Na Palavra de Deus se encontra personagens em que neles se desenvolveu acontecimentos históricos distintos. Um processo, com diferentes fases, a se processar no mesmo indivíduo. O caso da passagem do judaísmo para o cristianismo que se deu em Saulo de Tarso. Duas concepções de vida distintas que, no entanto, tiveram como laboratório de desenvolvimento o mesmo indivíduo. O caso também de Jesus que viveu e conheceu duas existências distintas, a do Cristo Histórico e do Cristo Ressuscitado. Mas, também se encontra na Palavra de Deus processos históricos faseais que encontraram consumações em personagens distintos, cada qual tendo colaborado com uma parte do todo. I Coríntios 3.6 descreve bem essa situação: eu plantei, Apolo regou, mas Deus o fazia crescer (...). Processo único que foi se desenvolvendo em fases distintas pela participação de pessoas distintas. A própria passagem do governo terreno para o governo teocrático de Javé foi assim, com Saul, mas depois com Davi. No caso específico de Lula ele pertence aos personagens em que nos mesmos se desenvolve todo o processo. Daí Lula ter se desgastado e caído em descrédito entre as forças pensantes. Destarte, há um processo político em andamento no Brasil, desde Jânio Quadros e João Goulart, passando pelos governos militares, PMDB e PSDB, cujo final seria o aparecimento do Governo de Cristo (ver trabalho O APARECIMENTO DO VERDADEIRO), que se manifestaria numa aliança política entre as forças vivas do catolicismo, do protestantismo e do socialismo. Mas, por causa do pecado original, essa aliança de vida teria de ser precedida por uma aliança de interesses particulares mútuos, formada na mediação do Pai da Mentira. O seu devir dialético, como já falado, por causa do pecado original, teria de passar necessariamente por ela. Depois, porém, viria a aliança de vida do Reino. E Lula que gerenciou essa aliança de interesses particulares mútuos seria ele mesmo quem iria gerenciar a aliança de vida do Reino. Apreenderia dela a forma, mas na nova aliança a iria esvaziar do seu conteúdo. De modo que o aperto de mão que deu em Maluf deva ser entendido como sua despedida desta primeira aliança, para então começar uma nova caminhada na aliança de vida de Jesus Cristo. Tal como aconteceu na chegada de Lênin do exílio naquele março de 1917 que lançando nova luz sobre aqueles acontecimentos políticos literalmente dissolveu a aliança construída por Kerensky, com as forças vivas que a compunham a abandonando e se passando em bloco para o lado de Lênin e da revolução verdadeira, formando uma nova aliança, de camponeses, operários e revolucionários na construção de um novo tempo, ora, na grande caminhada que Adamir Gerson se esforça para que aconteça na terra a partir da região de Presidente Prudente no final deste ano de 2012 certamente que esta aliança construída por Lula, e que tem sido causa de muitos escândalos políticos; e completamente ineficaz para a construção de um Brasil novo, de gente de rosto feliz, pois o seu povo entra como assalariados e não como arquitetos, certamente que ela começará a ser dissolvida. E as forças de vida que estão nela, o PT que não se desligou de suas raízes, e outras forças de esquerda, começarão a convergir para a nova aliança, de católicos, evangélicos e socialistas pela vida. E, mais uma vez, Lula se revela um sujeito de sorte, pois não terá diante de si a força de um Lênin a esmagá-lo, como aconteceu com Kerensky, mas ele mesmo será esse Lênin a esmagar aquele Lula e o deixar para trás. O novo nascimento.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

As Virgens Prudentes e as Imprudentes


As Virgens Prudentes e as Imprudentes

A Palavra de Deus narra que na escatologia, quando enfim ecoa a voz: Eis aqui está o noivo! Ide ao encontro dele, há uma profunda divisão. De um lado estão aqueles e aquelas que têm em suas lâmpadas o óleo de Jesus Cristo, chamados na Palavra de Deus de “discretas”; e de outro estão aqueles e aquelas que embora também possuam as lâmpadas, todavia elas estão vazias do azeite de Jesus Cristo. E estas são chamadas na Palavra de Deus de “tolas”.

E é bom esclarecer que quando a Palavra de Deus enfatiza o EIS AQUI ESTÁ O NOIVO! IDE AO ENCONTRO DELE, é porque finalmente se manifestou na terra Aquele que é O Verdadeiro. Forma-se um consenso de que este é sim o Verdadeiro e é com Ele, através dele, que Deus consuma a obra libertadora de Jesus Cristo. A obra de Jesus Cristo estava metida em um processo histórico, e ele porta a sua consumação lógica. Chega a primavera de Jesus, e então o botão histórico se abre na mais linda das flores, a flor pura do Reino de Deus.

Ora, uma vez que o escopo envolvendo as virgens prudentes e as imprudentes é que há uma festa de casamento a ser realizada; de modo que se torna necessário desvendar o que é esse casamento tanto insistido no Novo Testamento.

Esse casamento – casamento do Cordeiro – não é outro senão que o momento, na consumação histórica, então Jesus reúne em si o que de si saiu.

O que saiu de Jesus, de modo que na consumação dos tempos reúne a si? Simplesmente que o Cristianismo e o Socialismo. O Cristianismo, pregando o amor e o respeito pelo corpo que ama e gera a vida, o corpo da mulher, e o Socialismo, pregando o amor e o respeito pelo corpo que trabalha e gera todas as riquezas, o corpo do trabalhador, é o que saiu de Jesus e há um casamento escatológico no qual são novamente reunidos em Jesus.

Isto significa dizer a imortalidade de Jesus. Na ressurreição foi que ele começou todo o processo da redenção antecipado como ser de razão no seu sacrifício na cruz. Um ser de razão que iria se revelar como ser histórico – e que são as moradas eternas que Jesus um dia disse as iria construir para os seus.

De modo que a História, na plenitude de seus tempos espirituais, recebeu de Jesus a redenção espiritual, na mediação de Paulo apóstolo, e quando, com e a partir do Renascimento, a História atingiu a plenitude de seus tempos materiais, a humanidade recebeu de Jesus a redenção material, na mediação do judeu Marx. De modo que quando a História-humanidade entrasse na plenitude dos seus tempos espiritual-material então Jesus iria enviar a sua redenção em um só feixe de ação. E iria haver uma grande festa de casamento.

Podemos dizer que a História deixou para trás seu tempo material e já entrou no seu tempo espiritual-material? Certamente que sim, haja vista que no meio do povo católico já se manifestou tanto aqueles que nasceram de Jesus na mediação de Paulo, os carismáticos, como aqueles que nasceram de Jesus na mediação de Marx, a Teologia da Libertação; haja vista que no meio do povo evangélico já se manifestou tanto aqueles que nasceram de Jesus na mediação de Paulo, os pentecostais, e aqueles que nasceram de Jesus na mediação de Marx, os pastores progressistas.

E o que caracteriza que a História já entrou mesmo na plenitude dos seus tempos espiritual-material é que se tornou grande o número de evangélicos com abertura para a igualdade material pregada por Marx e se tornou grande o número da Teologia da Libertação com abertura para a igualdade espiritual pregada por Paulo. Cada vez mais se aproximam pastores progressistas e pentecostais; cada vez mais se aproximam Teologia da Libertação e Renovação Carismática; cada vez mais se aproximam católicos de evangélicos.

Isto é indício claro de que o fenômeno da nebulosa de Kant e Laplace, quando na maturação dos corpos celestes pelo próprio espaço então emergiu no seu centro o sol, a partir de então indicando com o delo que lugar e órbita cada um teria que tomar, ora, esta contínua aproximação entre estas esferas que nasceram de Jesus são indício de que a qualquer momento vai irromper entre eles o Sol da Justiça Jesus Cristo. A qualquer momento eles ouvem em sua vida o grito: AQUI ESTÁ O NOIVO! IDE AO ENCONTRO DELE.

Bem, se ficou claro que as virgens prudentes são todos os homens e mulheres que se engajaram na luta do socialismo contra o capitalismo, fica então a pergunta: porque a Palavra de Deus chama de “tolas” as virgens imprudentes?

Ora, uma vez que o capitalismo se caracteriza pela opressão, cada vez se quer ganhar mais, e isto leva à opressão e a desajustes sociais, e uma vez que o socialismo é a sua negação, é um remédio em combate com a doença, homens e mulheres que andam com a Bíblia debaixo do braço, pregando o nome de Jesus, e, no entanto, defendem o capitalismo, chamando-o de “mundo livre” (Mateus 7.13-14), ao tempo que odeiam o socialismo, lançando contra ele todo tipo de acusação (Apocalipse 12.10), convenhamos, a Palavra de Deus está corretíssima quando chama as virgens que não tinham óleo em suas lâmpadas de tolas. É notório nelas a falta do senso de justiça.

Mas, há condenação para as virgens imprudentes? Certamente que não. Porque quando o Noivo irrompe e tudo é clareado (Apocalipse 18; Isaías 29.18 – E naquele dia os surdos hão de ouvir as palavras do livro, e dentre as trevas e dentre a escuridão até mesmo os olhos dos cegos verão), então não é dito que as virgens imprudentes irrompem em pragas contra o Noivo, mas é dito que elas reconhecem o seu erro. Reconhecem que Deus travou uma luta contra o Mal na plenitude dos tempos materiais e elas se colocaram contra, lutando a favor do Mal. Senão vejamos: Dai-nos do vosso óleo, porque as nossas lâmpadas estão prestes a se apagar.

Há uma reviravolta, e o socialismo, de posse de alguns estudantes e alguns intelectuais, de repente ele irrompe no corpo popular. De forma avassaladora, como um tufão. E todos estes que andavam com a Bíblia debaixo do braço pregando Jesus, e que nunca se interessaram pelo socialismo, ou se tiveram interesse foi para abrir a boca contra, falando daquilo que não sabiam e que nunca viram, mas se prestando ao inglório papel de Balaão que instigado por Balaque (mídia capitalista) procurou amaldiçoar o povo saído da escravidão, a verdade é que eles começam a ficar isolados. E a verdade é que eles também começam a ser contagiados pelas boas novas. De modo que clamam: Dai-nos do vosso óleo, porque as nossas lâmpadas estão prestes a apagar-se.

Ora, quando é dito: Enquanto foram comprá-lo, chegou o noivo, e as virgens que estavam prontas entraram com ele para a festa de casamento, ora, este ir comprar por parte das virgens imprudentes é certamente que desperta nelas um interesse em conhecer o socialismo.

Feliz e santo é todo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre eles a segunda morte não tem autoridade, mas serão sacerdotes de Deus e do Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.

sábado, 11 de agosto de 2012

Ernst Bloch e a Filogenia-Ontogenia do Reino



Ernst Bloch e a Filogenia-Ontogenia do Reino

Ernst Bloch o marxista que mais teve simpatia pelo cristianismo, concebeu-o como sonho de juventude do socialismo. Na visão de Ernst Bloch o que diferia o cristianismo do socialismo é que um tinha ciência e outro não. Em uma palavra, se colocar-se ciência no cristianismo o que temos é socialismo; se tirar-se a ciência do socialismo o que sobra é cristianismo.

Este juízo de Ernst Bloch é verdadeiro? Com certeza ele já reflete o elo de transição da Escola de Frankfurt, entre o judeu Marx e o judeu Jesus. Entre a imanência e a transcendência. Entre o Marxismo e o Reino de Deus.

Mas, o Cristianismo é sonho de juventude do socialismo? Se assim for, então, por necessidade dialética, o fim último do cristianismo é o completo desaparecimento (1), posto transformou-se naquele. Deixou de ser o que é para ser algo diferente de si, embora este algo diferente de si seja ao menos morfologicamente parecido. Conservam traços com graus de parentesco.

Ora, que o socialismo teve um sonho de juventude isto é verdadeiro, mas chama-se Socialismo Utópico e não Cristianismo. Não só teve um sonho de juventude como, também, teve uma infância. E se o seu sonho de juventude se chama socialismo utópico, a verdade é que a sua infância se chama Materialismo Inglês.

Assim, ao esquema evolutivo de Ernst Bloch: Moisés-Abraão (judaísmo) à Jesus-Paulo (cristianismo) à Marx-Engels (socialismo) o que temos é este esquema evolutivo: Adam Smith-Ricardo (Materialismo Inglês) à Saint Simon-Proudhon (Materialismo Francês) à Marx-Engels (Socialismo).

Ora, se esta é a História do Socialismo (ontogênica, evidentemente), o Cristianismo também possui uma história ontogênica. A saber: Moisés-Abraão (judaísmo) à João Batista-Hillel (essenismo) à Paulo-Timóteo (cristianismo).

Mas, o que importa saber qual o esquema filogênico, implícito nas intenções de Bloch. (Certamente que Ernst Bloch tem consciência de que o socialismo utópico foi sombra do socialismo científico. Mas ele não se atém à ontogenia. Não está interessado nela. O que busca é a filogenia. Ele quer é estabelecer a relação entre o cristianismo e o socialismo, que intui serem esquemas morfológicos e de essência próximo um do outro. Certamente que Ernst Bloch não está satisfeito com a relação apresentada por Marx, superestrutura – infra-estrutura (2). De modo que o que se busca aqui é apresentar a verdadeira filogenia, que na verdade cristianismo e socialismo são faces da mesma realidade, como o são óvulo e espermatozóide. Portanto essa relação em Adamir Gerson se acha muitíssimo distante de Marx e distante de Ernst Bloch. Eis a sua evolução dialética).

Bem, qual mesmo o esquema filogênico verdadeiro? Ei-lo: Paulo (infância) à Marx (adolescência) à Jesus (ser adulto que deixou para trás as coisas de menino, ver ICoríntios 13.8-13)

Ora, porque Paulo e Marx são metadilidades e não totalidades, parciais (ICoríntios 13.9), Paulo recebeu de Jesus o fundamento espiritual do Reino – quando a História no seu movimento real se achava na plenitude dos tempos espirituais – e Marx, por iluminação agostiniana, recebeu de Jesus o fundamento material do Reino – quando a História no seu movimento real se achava na plenitude dos tempos materiais – ora, sendo assim, o esquema filogênico tanto pode ser PAULO - MARX - JESUS, como MARX - PAULO – JESUS. Em uma palavra, o adolescente se torna adulto reconciliando-se com o seu passado de infância, re-passando por ele, e o infante se torna adulto passando pelo estágio de adolescência, de modo que o ser adulto só pode ser o resultado dos dois momentos anteriores (2).

Quer dizer, o esquema PAULO-MARX-JESUS é para os cristãos irem ao Reino de Deus (os cristãos só vão ao Reino de Deus se passar por Marx e apanhar ali a flor pura de sua materialidade, que antes de estar em Marx, ser histórico, esteve em Jesus, ser de razão. Passando por Marx então se acharão na presença de Jesus Cristo para ocuparem as moradas eternas que ele um dia disse as iria preparar para os seus); e o esquema MARX-PAULO-JESUS é para os marxistas irem ao Comunismo (os marxistas só vão ao Comunismo se passarem por Paulo e apanhar ali a flor pura de sua espiritualidade. Passando por Paulo então se acharão na presença do Comunismo. No seu real território, a ocupar ali as moradas eternas que Jesus um dia disse as iria preparar para os seus, que certamente são, também, os marxistas, como se acha em Mateus 25.40. Sem esse fundamento espiritual que Jesus depositou em Paulo é impossível o Comunismo, posto que a sua essência – não buscar para si a vantagem senão que para a outra pessoa (I Coríntios 10.24)) – não é atributo econômico senão que religioso. A sua seiva não se extrai da Economia senão que da Religião.

Em uma palavra, Comunismo e Reino de Deus não são realidades distintas, incomunicáveis, sem qualquer relação entre si, como é visão tanto de cristãos como de marxistas, mas tratam-se da mesma realidade. Do referencial cristão é Reino de Deus; do referencial marxista é Comunismo.

Ora, Paulo e Marx formam uma unidade indissociável porque todos os conceitos possuem dois lados, não sendo diferente com o conceito de mais-valia. De fato, o conceito de mais-valia possui dois lados, mais-valia material (Marx) e mais-valia espiritual (Paulo).

Mais valia material quer dizer a exploração que se exerce sobre o corpo que trabalha e gera todas as riquezas, o corpo do trabalhador; e mais-valia espiritual quer dizer a exploração que se exerce sobre o corpo que ama e gera a vida, o corpo da mulher. Marx pregou a igualdade material, a divisão justa dos frutos produzidos pelo trabalho (Mateus 20. É por isso que se diz que antes de estar em Marx esteve em Jesus), e Paulo pregou a igualdade espiritual, o respeito e a fidelidade entre o homem e a mulher. Numa sociedade que vive debaixo da materialidade socialista e debaixo da espiritualidade cristã não se observa esse fenômeno corriqueiro de indivíduos querendo se locupletar no suor alheio e não se observa esse fenômeno corriqueiro de lares sendo desfeitos, com a dor menor ficando para os pais, mas a dor maior para os filhos. 

A título de exemplo, o amor eterno que um casal jura no altar, por causa deste alicerce cristão e por causa do alicerce socialista que norteia todas as relações sociais, será indissolúvel. Diante de tão grande alicerce protetor, a incorruptibilidade do amor é assegurado. O corpo feminino revela-se realmente prolongamento do corpo masculino e o corpo masculino revela-se realmente prolongamento do corpo feminino. Qualquer coisa que sofra imediatamente a dor é sentida pelo outro. É nisto que se assenta o vaticínio do profeta Miquéias, 4.4: E na parte final dos dias realmente sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer; porque a própria boca de Javé dos exércitos falou isso
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(1)  É certo que Paulo vaticinou o completo desaparecimento daquilo que pregava, que entendia e sabia era parcial. Preparava o caminho para o advento daquilo que seria, então, completo. Mas esse aniquilamento de que Paulo falou deva ser entendido como aniquilamento dialético. O que essa parcialidade tem de verdadeiro não é aniquilado, mas sobrevive e é conteúdo também disto que é completo. Está ali. Certamente que as coisas de menino que enfeitam isto que é parcial – e elas são necessárias, pois o Evangelho neste momento está sendo dirigido a meninos – serão sim aniquilados. Como será aniquilado no Marxismo o ateísmo, por exemplo.

(2)  Ora, essa relação do cristianismo com o socialismo em Marx, de super estrutura – infra- estrutura, que mostra o cristianismo umbilicalmente ligado aos poderes da terra, sem qualquer ligação com o socialismo, embora não seja uma verdade, todavia foi necessária (logicamente que foi uma verdade com a Cristandade, certamente que não com o Cristianismo, que enquanto manteve a essência recebida foi antagônico aos poderes da terra). É que a escatologia do profeta Sofonias mostra Deus derramando a sua ira não só contra os poderes da terra como contra seu próprio povo. O que Deus fez contra Judá por intermédio de Nabucodonozor Deus iria novamente fazer na escatologia. De modo que se fazia necessário que os revolucionários, todos eles nascidos em berço cristão, expurgassem de si qualquer referência ao cristianismo. Se desligassem dele por completo. Só assim Deus teria preparado os vasos por intermédio de quem a sua ira iria ser derramada contra seu próprio povo e contra os poderes estabelecidos da terra. De modo que quando Deus derramava a sua ira escatológica sobre a terra por intermédio do povo revolucionário nascido a Marx, e os religiosos cristãos amaldiçoavam os comunistas, davam testemunhos de possuírem o mesmo espírito dos sacerdotes de Judá que odiaram o profeta Jeremias. Não tinham o espírito de Jeremias, por saber que o castigo que estavam recebendo das mãos comunistas foi merecedor, por terem se desviados do caminho de Jesus Cristo e irem segundo o caminho dos homens. Mas, como explicar Ernst Bloch já se esforçando por produzir uma nova relação do cristianismo com o socialismo? Ora, a ira que Deus derramou sobre Judá por intermédio dos caldeus não tinha um fim em si mesmo, mas era parte de um processo maior. De fato, depois de Nabudodonozor, Deus vai tratar com o seu povo agora com o persa Ciro. Tendo descarregado neles a sua ira, e ela tendo produzido os frutos justos do cativeiro babilônico, agora Deus irá tratá-los com benevolência. Irá sarar as feridas. Vai restabelecê-los novamente em suas terras. De modo que quando Ernst Bloch, inconformado com a relação marxista, se lançou a uma nova relação, já era então a escatologia se deslocando de Nabucodonozor-Marx para Ciro-Jesus. Se deslocando do Dia da ira de Javé, conforme Sofonias, para o Dia da Graça de Javé, conforme Isaías. Tendo sido a relação de Ernst Bloch esse elo de transição, o processo se consuma em Adamir Gerson. De fato, a essa relação aparecer agora em Adamir Gerson já como de termos complementares, irmãos com gênese comum em Deus (Apocalipse 6.11; 12.10), tudo se acha encaminhado para se reviver novamente – a aliança de medos e persas que sob Ciro libertou do cativeiro babilônico ao povo de Javé, agora entre cristãos e socialistas. E na formação desta aliança então se cumprirá Apocalipse 18: Depois destas coisas vi outro anjo descer do céu, com grande autoridade; e a terra ficou iluminada com a sua glória. E ele clamou com forte voz, dizendo: Caiu! Caiu Babilônia, a Grande, e ela se tornou moradia de demônios, e guarida de toda exalação impura, e guarida de toda ave impura e odiada. Pois todas as nações caíram vítimas por causa do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra cometeram fornicação com ela, e os comerciantes viajantes da terra ficaram ricos devido ao poder de sua impudente luxúria. Como o crer vem pelo ouvir e o ouvir da Palavra de Deus, ora, como à mente ficou claro que está se desenhando na realidade novamente a aliança do passado firmada entre medos e persas, e como é sabido que não obstante a Palavra de Deus apresentar Ciro como Messias – no entanto jamais Ciro foi Messias, com tal só podendo ser entendido como Deus tendo colocado em Ciro o fundamento tipológico de Messias, prefigurou o Messias, ora, uma vez que a Palavra de Deus já falando de Ciro como Messias diz que ele é chamado desde o ventre, Deus tem feito menção do seu próprio nome, e uma vez que Ciro persa ficou para trás, então cabe a Adamir Gerson dizer que este segundo Ciro quando se manifestasse teria forçosamente que ter o nome de Gerson. Seus pais lhe deram esse nome por inspiração divina. Como assim? Ora, Ciro persa era chamado por seus pais e seus conterrâneos do dia a dia como Ciro, mas por Deus por outro nome, Gerson. Porque tal? Porque os nomes de um modo geral eram o resultado de uma específica ação. E uma vez que Deus estava fazendo uma obra fora de sua terra natal, fora de Israel, na Pérsia, aquele personagem persa só podia ser chamado por Deus de Gerson (Êxodo 2.22). Em uma palavra: se tomar o negativo Ciro e revelar, no seu positivo aparece o nome Gerson. Portanto se aparecer e se apresentarem em nome de Jesus, como seu enviado, e, no entanto, não tiverem o nome Gerson, não creiais e não vades após eles porque o seu messianismo dura só até ao meio-dia. Vindo o sol, tudo é derretido e escoa pelo ralo, mesmo que haja criança também a água do banho. Não obstante é preciso dizer   sobre a obra do Imitador que procura imitar a obra de Deus para confundir as mentes e tomar o lugar de Deus. É que em Israel se manifestou um personagem com o nome de Gerson Salomão se dizendo o Messias e dizendo ser sua missão reconstruir o Terceiro Templo. E esse Gerson Salomão, arrastando atrás de si uma multidão, se indispôs contra Ariel Sharom por achar que o mesmo era “muito moderado” em relação aos palestinos. É que qualquer plano para reconstruir o Terceiro Templo passa necessariamente pelo aniquilamento do povo palestino e a demência tem de suplantar a própria demência. O que é esse Gerson Salomão? Seria que o Aparvalhado, tendo visto que no distante Brasil Deus estava construindo a sua obra final através de um humano por nome Gerson, e ele, sem saber que tal nome tinha significado profético, encostou-se em um humano com esse nome e passou a inspirá-lo na sua obra, carnal e não espiritual? De modo que dizia para si mesmo, o Aparvalhado: Ora, como as esperanças messiânicas deles estão voltadas para Israel, que poder terá esse Gerson do Brasil, sem eira e nem beira, com esse Gerson de Israel, um rabino, mais ainda, no lugar que eles esperam? Quão diferente é a reconstrução do Terceiro Templo no Gerson do Brasil! A sua reconstrução é espiritual. É o terceiro momento da síntese. Não é demolir a Mesquita do Domo da Rocha, como quer esse Gerson Salomão, mas é remover todo muro de separação entre judeus e palestinos. É fazer deles um só povo, um só Estado, um só governo, e Jerusalém una e indivisível a capital deste Estado governado por judeus e palestinos. Mais do que isso, é a derrubada dos muros entre os filhos de Jesus na mediação de Paulo apóstolo e os filhos de Jesus na mediação de Marx. É a derrubada dos muros levantados pela Serpente Original para melhor dominar e oprimir os filhos e filhas de Deus. A construção do Terceiro Templo há de se dar nos corações, removendo o que ali não tem origem em Deus e instalando no lugar os frutos do sacrifício na cruz.

(3) Quão diferente é a filosofia celestial da filosofia positivista e mesmo do Materialismo Dialético! Nestas filosofias, devido o movimento ser linear, os fenômenos são classificados temporalmente, passado, presente e futuro. Paulo representa o passado. Mas, como na filosofia celestial o movimento segue uma curvatura, então tudo se torna muito relativo. De fato, o marxista que no positivismo e no Materialismo Dialético olhou para trás e viu distante Paulo-Religião Cristã, cada vez mais se apagando no horizonte, se ele prosseguir na sua caminhada, por causa desta curvatura, chegará um momento em que ele avistará adiante Paulo-Religião Cristã. De modo que aquilo que para ele foi passado, agora é futuro. Penetrando nesta realidade e vendo as coisas reais e verdadeiras, presenciando o martírio cristão nos coliseus de Roma, e se lembrando do martírio socialista nos porões das ditaduras, o seu psicologismo intuiu ter chegado numa realidade futura. E começa a associá-la com a realidade do “passado”, assim como faz com clareza Adamir Gerson e assim como está na Palavra de Deus (Apocalipse 6.11; 12.10)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A Arca do Pacto


Extraído do trabalho BENTO XVI, LEONARDO BOFF, O MARXISMO E OS 100 ANOS DA ASSEMBLÉIA DE DEUS.

A Arca do Pacto e o Partido Celestial

Quando os escravos saídos do Egito principiaram à travessia do Jordão seguindo a Arca do Pacto, ora, a Arca tem como seu conteúdo as duas tábuas da lei, o jarro com o maná e a vara de Arão que havia florescida, segundo o que está no livro Aos Hebreus.

Estes são o conteúdo sublime do Partido Celestial, de modo ele se apresentar como sendo o único representante escatológico?

Vejamos: O Jarro com o Maná. Narra o livro Aos Hebreus que no Lugar Santíssimo estava a Arca do Pacto e dentro dela havia objetos que vindicavam e representavam a soberania de Deus sobre toda a criação. Ali estava o jarro de ouro com o maná, a vara de Arão que havia florescido e as duas tábuas da lei.

Qual o profundo significado do vaso de ouro com o maná?

Ora, sabemos que o maná foi o alimento que Deus enviou ao seu povo no deserto para saciar-lhe a fome e com algumas recomendações, como segue: (...) Esta é a Palavra que Javé ordenou: Colhei disso, cada um proporcionalmente ao que come. Deveis tomar a medida de um gômor para cada um, segundo o número de almas que cada um de vós tem em sua tenda. E os filhos de Israel começaram a fazer isso; e foram apanhá-lo, alguns recolhendo muito e outros recolhendo pouco. Quando o mediam pelo gômor, quem tinha recolhido muito não tinha sobra e quem tinha recolhido pouco não tinha falta. Apanharam-no cada um proporcionalmente ao que comia.

Certamente que o vaso de ouro com o maná, que segundo o livro Aos Hebreus estavam com a Arca do Pacto no Lugar Santíssimo, é dos combustíveis do Partido Celestial. Os celestiais por certo que irão confrontar essa cultura que incentiva as pessoas a querer para além do que tem necessidade. Atuará forte nos espíritos, tentando reviver neles a simplicidade, e a austeridade, de modo cada um lutar pelo estritamente necessário. Essa cultura do consumismo, que pode levar a terra à exaustão, certamente que será combatida pelos celestiais, através de uma intermitente educação que chegará a eles na mediação do Evangelho de Jesus Cristo. “Que cada um procure ter segundo a necessidade do corpo e segundo a necessidade da alma”, dirão os celestiais.

Além de que os celestiais se dirigirão às massas populares com o jarro de ouro contendo o maná; e por eles as massas se conscientizarão que o Maná que Deus enviou ao seu povo por alimento é a completa negação do alimento oferecido pelo sistema capitalista.

A Vara de Arão. Ora, relata o livro de Números que Deus, querendo cessar os resmungos com que resmungavam, então ordenou a todos os maiorais dos filhos de Israel que cada um tomasse o seu bastão e escrevesse nele o nome de sua tribo; e fossem colocados na tenda de reunião diante do Testemunho. E tinha de dar-se que aquele que Deus escolhesse o seu bastão iria florescer. E doze bastões foram colocados na tenda de reunião diante do Testemunho. E entre eles havia o bastão de Arão para a casa de Levi.

O que sucede é que no dia seguinte, quando Moisés entrou na tenda do Testemunho eis que havia florescido o bastão de Arão para a casa de Levi. E ele produzira botões e brotará flores, e dera amêndoas maduras.

O que é isso? O bastão de Arão que florescera é também conteúdo sublime do Partido Celestial? O Partido Celestial carrega e porta também o bastão de Arão que florescera?

Ora, sabemos que no tipo Moisés quando se achava no deserto de Midiã então ouviu o chamado de Deus para que voltasse ao Egito e libertasse o seu povo o conduzindo liberto para a terra da promessa. De modo que Deus disse mesmo: Volta Moisés, porque estão mortos todos que estavam a procura de sua alma para tirá-la. E Moisés quando voltava e estava no monte do Verdadeiro Deus, eis que Deus despertou seu irmão Arão para que fosse ao seu encontro e fosse seu ajudador. E Arão fez exatamente assim, indo ao encontro de Moisés e o encontrando no monte do Verdadeiro Deus, selando com ele uma aliança de vida. De modo que foram Moisés e Arão, os homens que entraram até Faraó e libertaram o povo de Deus que por quatrocentos anos estava escravizado no Egito.

Ora, a verdade é que no antítipo tudo veio a se repetir com Lênin. No exílio então ouviu a notícia que era para voltar à Rússia e fazer a revolução e libertar o povo do seu sofrimento, pois, deveras o Czar tinha sido destronado e o caminho estava livre para a sua volta. Se Moisés foi ao seu sogro Jetro e lhe pediu permissão para voltar com ele não só permitindo como lhe ofertando um meio de transporte, um jumento, no qual montou sua esposa Zípora e seu filho Gerson e passou a voltar ao Egito, a verdade é que Lênin foi ao Kaiser e pediu-lhe permissão para atravessar o seu território na sua volta à Rússia, com o Kaiser não só permitindo como também lhe ofertando um meio de transporte, o trem blindado, no qual Lênin colocou sua família de revolucionários e passou a voltar à Rússia.

E quando Lênin estava na Rússia eis que um mês depois chegou o judeu Trotsky do seu exílio nos Estados Unidos. E a verdade é que entre Lênin e Trotsky foi selada uma aliança que historiadores se referem a ela como “uma terrível aliança”, pois, deveras, naqueles dias crítico de final do ano de 1917 foi mesmo a ação destes dois homens que balançou e pôs abaixo o poderio do reino humano, estabelecendo no seu lugar aos humildes proletários, se cumprindo ao pé da letra o que está escrito em Daniel 4.17 (mesmo porque em 1823 um inglês por nome John Acquila Brown escreveu um livro no qual narrou que no ano de 1917, Daniel 4.17 iria ter seu cumprimento. Mas agora não é ocasião para se falar deste assunto). É verdade, o papel desempenhado por Arão, porta-voz da libertação dos escravos hebreus, ao passo que Moisés era a sua cabeça pensante, foi o papel que a História reservou a Trotsky.

Mas, onde entra a questão referente ao florescimento do bastão de Arão? Por ventura que o trotskismo irá florescer? É isso?

Ora, o pensamento de Trotsky, a revolução sendo mundial e só cessando quando todo o seu trabalho estivesse completado por certo que era um sonho que estava no espírito de todos os revolucionários. Mas as condições objetivas lhes eram completamente adversas. A revolução mal tinha forças para se manter de pé quanto mais ter que sustentar uma guerra com o resto do mundo. Se na segunda guerra mundial a União Soviética, que já tinha alcançado um grande desenvolvimento econômico e industrial, lutando ao lado dos Estados Unidos e de países europeus, mesmo assim passou sérios riscos de ser vencida e destruída pela Alemanha nazista, imagine naquele início da década de 20 quando a sua economia ainda era conduzida pelo arado, e ela ter que sustentar uma guerra contra o resto do mundo... Certamente que era a revolução ser levada para a cova dos leões para ser devorada, que só não o foi pela pronta intervenção de Deus, que percebendo o perigo com a sua obra imediatamente levantou Stálin. E Stálin, pondo os pés no chão, não só salvou a revolução da destruição certa como soube conduzi-la por caminhos seguros, fazendo daquela massa de escravos uma nação de homens e mulheres livres. (Esse espírito sábio que se manifestou em Stálin palpitara antes em Lênin, não somente no acordo de Brest-Litov com os alemães, de 1918, quando a sua sapiência evitou da revolução ser destruída pelos alemães, quando também protelou o programa bolchevique pela imediatez da NEP. Mas agora não é ocasião de se falar deste assunto, apenas lembrando que a boa exegese encontra respostas para essa questão envolvendo Trotsky e Stálin em Êxodo 23.20-33. Quando ali está escrito: Não os expulsarei de diante de ti em um só ano, para que o país não se torne um baldio desolado e os animais selváticos realmente não se multipliquem contra ti. Pouco a pouco os expulsarei de diante de ti, até que te tornes fecundo e realmente tomes posse do país, é que se descobre qual o verdadeiro espírito estava em Stálin).

Prosseguindo. Bem, isso, contudo, não quer dizer que o pensamento de Trotsky fosse falso ou errado. Tratava-se de um plano teórico inexeqüível, pois quê as condições objetivas não permitiam de modo algum o seu progresso. Mas, convenhamos, os tempos hoje são outros. Vivemos os tempos da globalização em que tudo está ligado e de certa forma tudo dependendo de tudo. Não é esta a ocasião para o ressurgimento do pensamento de Trotsky? Da sua revolução permanente?

Certamente que sim, e os celestiais é exatamente isto. Mas o bastão de Trotsky que ressurge não é aquele mesmo; é outro bastão, é o bastão de Arão que florescera e brotara flores e dera amêndoas maduras. O que é isso? Certamente que nas asas das boas novas do socialismo celestial as forças revolucionárias irão novamente se levantar, e agora irão efetuar o assalto final. Mas não será na perspectiva idealizada por Trotsky, quando então os trabalhadores, conquistando posições e mais posições, então se lançariam para a destruição final da burguesia e de todas as forças que lhe davam sustentação.

Não, mas esse assalto final será na perspectiva de Jesus, em que os trabalhadores, os mansos que ele disse herdariam a terra, se lançarão num grande trabalho de evangelização para transformar e mudar o coração e a mente do homem e da mulher burgueses. Não serão destruídos, porque tal se tornou um contra-senso, mas sim educados, instruídos nos caminhos de Deus cujo escopo é mesmo a chegada em uma terra sem males, em que não há nem mesmo a sombra dos exploradores, de indivíduos que se locupletam no trabalho e suor alheio.

É verdade, a revolução mundial se acha parada tanto em Trotsky como em Che Guevara, mas agora ela irá se levantar, e certamente será feita, todavia que no espírito das amêndoas maduras, por amêndoas maduras. O seu combustível será o amor revolucionário e não mais o ódio revolucionário, de modo que nas mãos das amêndoas maduras o que se verá é o giz no lugar do fuzil e a Palavra de Deus como o conteúdo do conhecimento, quer os psicológicos, quer os sociológicos, quer os políticos, quer os econômicos. O giz nas mãos dos novos guerrilheiros cuidará em escrever nos corações o conhecimento genuíno, que não admite, não tolera que indivíduos se locupletem no sofrimento de outrem.

As Duas Tábuas da Lei. Ora, além do jarro de ouro com o maná e o bastão de Arão que havia florescido, segundo o livro Aos Hebreus havia também na Arca do Pacto as duas tábuas da lei.

As duas tábuas da lei estão também representadas no Partido Celestial como dos seus combustíveis que faz todo homem e toda mulher reconhecer nele a presença do selo divino?

Ora, vaticinou o profeta Habacuque: E havia dois raios saindo de sua mão; e ali se escondia a sua força.

Uma vez que Habacuque concebeu tal, a partir das imagens de Moisés descendo do monte com as duas tábuas da lei o que Habacuque viu foram sim foi estes dois raios estando presente na escatologia. De fato, e eles se acham mesmo no Partido Celestial, que tanto pode ser o amor a Deus e aos homens, a sua inseparabilidade da igualdade e liberdade, a sua luta contra os pecados da carne e os pecados do dinheiro.

Adamir Gerson foi operado e encontra sem disposição para abordar esses temas com mais clareza. Vai dar uma pausa, e dentro de uns 10 dias procurará dar a ele melhor conteúdo. Por enquanto segue isto, e já é suficiente para que os espíritos se movam, para que o Brasil possa ter nos anos próximos, melhor destino político, no lugar de mencheviques no poder, os bolcheviques espirituais, que estão para os bolcheviques históricos como os cristãos estiveram para os judeus.

“E abriu-se o santuário do templo de Deus, que está no céu, e viu-se a arca do pacto no santuário do seu templo. E houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e um terremoto, e grande saraivada”, Apocalipse 11.19.
O que é isso? O Partido Celestial no templo de Deus? No coração e na mente dos homens e mulheres de boa vontade?