quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O PCelestial 53 É O MASHIACH!!!

O PCelestial 53 é o Mashiach!!!

Para os que têm fé e que não tem medo ou se acovarda quando há um chamado de Deus para que leve adiante a sua obra, mesmo que a chacota ou a perseguição venham estar presentes.

E aconteceu no final de abril e início de maio deste ano de 2010, que o Espírito guiou Adamir Gerson para a comunidade JUDAÍSMO MESSIÂNICO.

E postando vem após vez, eis que o Espírito irrompeu numa brecha, Leandro, de modo que Leandro, na preparação de Guardião, então dizia, cheio do Espírito: O PCelestial 53 é o Mashiach!!!

E quando Leandro dizia assim, então os moderadores da Comunidade entraram imediatamente em ação lançando confusão. De modo que quando o jovem Leandro dizia: o PCelestial 53 é o Mashiach! Eles também diziam, fazendo coro: o PCelestial 53 é o Mashiach! E Leandro não cessava de dizer: o PCelestial 53 é o Mashiach! Mas eles diziam por Satanás: gente, vamos zuar com esse PCelestial 53 que acha que é o Messias, mas é falso Messias: o PCelestial 53 é o Mashiach! Zuemos: o PCelestial 53 é o Maschiach!

E procuravam passar a imagem de que todos na comuna, inclusive Leandro, estavam zuando.

Mas quando viram que Leandro não cessava de dizer, pelo Espírito: o PCelestial 53 é o Mashiach! se afastaram e procuraram agir. Começaram a perseguir Leandro, apagando o seu tópico, e expulsaram Adamir Gerson do seu meio, com agressões como aquela que Jesus teve de ouvir sobre si: tu tens demônio!

Mas, façamos a pergunta: o que teria levado Adamir Gerson àquela comunidade? Seria porque Jesus disse que a salvação SÓ VEM por intermédio do judeu? Ora, a idéia de socialismo não é outra coisa senão que a materialidade está repetindo o movimento da espiritualidade, assim como o movimento que produz os frutos do verão-outono é repetição do movimento que produz as flores do inverno-primavera. Em uma palavra, assim como o cristianismo não foi outro senão que o botão do judaísmo se abriu na mais linda flor, lei e graça, de igual modo o socialismo possui também esta história. É parte desta história. A tal ponto que o marxismo é a outra face do judaísmo.

Sendo assim, se a lei do judaísmo se converteu na graça do cristianismo, de igual modo a lei do marxismo iria se converter na graça do celestialismo ou socialismo celestial. Uma nova práxis, um novo tempo, em que iria se buscar a construção da igualdade não mais na destruição dos ricos senão que na sua conversão e transformação. Colocando nos seus corações de pedra o amor de Jesus, que fez com que ricos dos dias apostólicos vendessem suas propriedades para terem o direito à vida eterna, que seria alcançada já aqui na terra, numa vivência de comunidade em que todos tinham segundo as suas necessidades.

E o que a ida de Adamir Gerson a uma comunidade do judaísmo messiânico teria que ver com isso?

É que Jesus disse que a salvação só vem por meio do judeu, e se o primeiro momento, marxismo, teve um judeu na sua base de nascimento, Karl Marx, e se o segundo momento, de transição, a Escola de Frankfurt, teve também um judeu na sua base de nascimento, Horkheimer, ora, o fato do Espírito no seu terceiro momento, o da graça material, ter irrompido em uma comunidade de judeus que reverenciam Yeshua só pode ter sido cumprimento da Palavra de Deus. Adamir Gerson foi ali levado pelo Espírito, para que, então, consumasse a sua obra.
Se o Espírito disse, por meio do jovem Leandro, que o PCelestial 53 é o Maschiach! Não é para crermos que Jesus Rei dos reis e Senhor dos senhores, vindo para reinar, como são as imagens de Apocalipse 11.15-18, não se acha mesmo no PCelestial 53, no Partido do Socialismo Celestial e em nenhum outro? De modo que é para ele que todos que têm o Espírito devam ir, começar ali a militância do Reino, da sua construção, já como início da caminhada do Milênio?
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Quando o jovem Leandro dizia, pelo Espírito: O PC 53 É O MASHIACH é porque a postagem seguia no nome de PC 53. Como PC 53 era Fake de Adamir Gerson então era como se o Espírito dissesse, por intermédio do jovem Leandro: Adamir Gerson Ha Mashiach. E o fato do Mashiach ter o nome de Gerson é parte dos planos de Deus porque o Mashiach, não obstante muitos o esperar em Israel, todavia ele teria de se manifestar numa terra fora de Israel. Porque o profeta Isaías vaticinou: Aquele que desde o nascente chama a ave de rapina, de uma terra distante o homem para executar o meu conselho. Eu até mesmo o falei; também o introduzirei. Eu o formei, também o farei. Isaías 46.11. Este homem de uma terra distante é uma referência a Ciro persa, que não foi Messias, mas portou os fundamentos tipológicos do Messias. De uma terra distante significa literalmente que Deus constrói o Mashiach em terra estrangeira, fora de sua terra natal. Daí o nome do Mashiach ser Gerson.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Justo Juiz, o 12 de Outubro em Araçatuba e a Alternativa Para Tudo Isto

O Justo Juiz, o 12 de Outubro em Araçatuba e a Alternativa Para Tudo Isto

E a multidão, finalmente, entra no Parque do Povo; e vai se postar diante do grande palanque ali armado, ocupado pelos ministros da Palavra de Deus, padres católicos e pastores evangélicos.

E entre eles e no meio deles há um sentado em um trono, o Justo Juiz, que segundo a Palavra de Deus iria dar a recompensa a cada um, segundo as suas obras, quando findasse a pré-história e fosse nascer a História. E ali está também a Arca do Pacto, com os seus dois querubins sobre a tampa, coberta com um pano dourado. Vai começar o grande julgamento.

Então o Justo Juiz se levanta e faz sinais com a mão, para a direita e para a esquerda. E ao seu sinal então a multidão no Parque do Povo começa a se separar, ficando duas fileiras de gente. Na fileira que olha para a sua esquerda, eis marxistas e católicos da Teologia da libertação; e na fileira que olha para a sua direita, eis evangélicos e carismáticos. Vai começar o grande julgamento.

Então o seu ajudante remove o pano dourado e com cuidado remove a tampa e a sua mão trás para fora o jarro de barro com o maná e o bastão de Arão que havia florescido, bem como as duas tábuas da lei. Permanecendo as duas tábuas em sua mão, no entanto o ajudante coloca o jarro com o maná na palma da mão direita do Justo Juiz e o bastão de Arão que havia florescido na palma de sua mão esquerda. Vai começar o grande julgamento.

E aqueles que estão nas fileiras ficam apreensivos por causa da profecia e por temor de suas almas. Mas aqueles que foram colocados á sua direita, evangélicos e carismáticos, olhando para os que foram colocados à sua esquerda, marxistas e católicos da Teologia da Libertação, começam a não ter nenhuma dúvida quanto ao julgamento que os alcançará e alcançará aqueles.

E o Justo Juiz, andando de um lado a outro, com o jarro com o maná e o bastão florescido de Arão em suas mãos, e olhando para uns e para outros, correndo o olhar sobre eles, finalmente toma o rumo daqueles que estão na fileira posta à sua esquerda. E pondo em sua mão o jarro com o maná, então lhes diz: Vós sois os reis do Deus Altíssimo que haveriam de reinar os mil anos e a eternidade sem fim com o Cristo. Possuí o reino vos preparado para vós desde a fundação do mundo, porque tive fome e vós me destes algo para comer; tive sede, e vós me destes algo para beber. Eu era estranho, e vós me recebestes hospitaleiramente; estava nu, e vós me vestistes. Fiquei doente, e vós cuidastes de mim. Eu estava na prisão, e vós me visitastes. E quando eles indagam: mas, Senhor, porque nós? E ele diz: quando lutastes contra o desemprego, contra a falta de moradia, contra os baixos salários pagos aos trabalhadores, contra a concentração de terra, contra a concentração de renda, quando lutastes para que os filhos dos pobres pudessem ter acesso à Educação e ao conhecimento, sim, quando lutastes contra aqueles que retêm o salário dos trabalhadores, era ao meu favor que lutavam. Portanto receba de mim este galardão eterno, e entrem na regência do Reino e no gozo de seu Senhor. E sucedia que quando o Justo Juiz ia colocar em suas mãos o jarro com o maná, então o ajudante, com as duas tábuas na mão, no momento em que vão estender a mão para apanhá-lo, sim, como noivos que são chamados para a foto, são chamados pelo ajudante para que os receba, porém olhando para as duas tábuas em sua mão, como juramento.

Depois destas coisas, porque as escamas ainda não haviam caído dos olhos da humanidade, com uma venda ainda permanecendo nela, então aqueles que estavam na fileira ao lado, evangélicos e carismáticos, e que a tudo presenciaram, então o temor cai sobre suas almas. E começam a raciocinar entre si, vendo o bastão de Arão que florescera na palma da mão esquerda do Justo Juiz e vendo na cabeça dos marxistas e da Teologia da Libertação a coroa régia, de domínio eterno, que o Justo Juiz pusera: se foi assim, por certo que o passo seguinte do Grande Julgamento é que ele vai quebrar em nossas cabeças o bastão de Arão que florescera, em muitos pedaços, e as cabeças que escaparam por certo que serão alcançadas e esmagadas pelas duas tábuas na mão do assistente. E quando estão assim, apreensivos por suas almas, eis que o Justo Juiz se dirige a eles e coloca em suas mãos o bastão de Arão que florescera, e lhes diz: Vós sois os sacerdotes do Deus Altíssimo que haveriam de reinar os mil anos e a eternidade sem fim com o Cristo. Possuí o reino vos preparado desde a fundação do mundo. Porque vós quando alimentastes os que tinham fome espiritual, destes de beber aos que tinham sede espiritual, colocastes vestes nos que estavam em nudez espiritual, sim, quando visitastes os que estavam em prisão espiritual e recebestes hospitaleiramente os estrangeiros espirituais, foi a mim que o fizeste. Portanto receba de mim este galardão eterno, e entrem na regência do Reino e no gozo de seu Senhor. E sucedia que quando o Justo Juiz ia colocar em suas mãos o bastão de Arão que florescera, e dera botão, e flores, e amêndoas maduras, então o assistente, correndo dum lado a outro com as duas tábuas na mão, chama-os para que receba o bastão de Arão que florescera olhando para as duas tábuas em sua mão, como juramento. (No ínterim, quando todas estas coisas estão acontecendo no Parque do Povo, então no meio deles um puxa um cartaz que trouxera e o levanta, com os dizeres: EU JÁ SABIA! (porque aqueles não sabiam (Isaías 65; Mateus 21.43); por isso disseram: mas, Senhor, quando te vimos (...)?).

Quando estas coisas acabaram de acontecer então o Justo Juiz sentou-se novamente em seu trono. E tendo batido palma por três vezes então se ouviu um grande estrondo em toda a extensão do Parque do Povo, um grande estrondo que foi como o grande estrondo quando as muralhas de Jericó, ao grito dos israelitas, caíram rente ao chão. E é neste momento que as escamas nos olhos de todos os que estavam nas duas fileiras, caem. E quando caem então marxistas, Teologia da Libertação, evangélicos, carismáticos, se reconhecem irmãos, osso do mesmo osso e carne da mesma carne, um só espírito. E aqueles que foram mortos e torturados nos porões das ditaduras militares olham nos evangélicos e reconhecem neles os cristãos que eram torturados e mortos nas arenas de Roma. Reconhecem claro como o dia que são os co-escravos e co-irmãos daqueles que João viu por debaixo do altar clamando vingança pelo seu sangue. E era no seu sangue, nas suas lágrimas, na sua dor, que estava sendo gestado o reino da liberdade concreta, em que cada um tem segundo as suas necessidades. E se confraternizam em toda a extensão do Parque do Povo, marxistas, Teologia da Libertação, evangélicos, carismáticos, pulando e dançando, na alegria de Davi quando fez a Arca do Pacto subir da casa de Obede-Edom (o vermelho) para Jerusalém. E lançam para o alto as rosas que trouxeram de casa, brancas e vermelhas, com as rosas brancas nas mãos dos evangélicos e dos carismáticos sendo lançadas ao alto e sendo dito por eles: é para ti, Estevão! É para ti, Tiago! É para ti, Policarpo! Sim, as lançavam para o alto e diziam mesmo: é para ti, Sinforosa! É para ti, Perpétua e Felicidade! E quando esgotam todos os nomes de todos os mártires do cristianismo, nas suas centenas de milhares, que se deixaram martirizar em benefício de uma terra de verdadeira paz, então lançam ao alto uma última rosa branca, clamando na alegria do Espírito: é para ti, Inês, ó mais bela das jovens! Descanse em paz; no teu sangue está o branco da paz, da verdadeira paz, que nasceu no sacrifício da cruz e no teu martírio tem chegado até nós. Vamos sorvê-la e vive-la todos os dias de nossa vida. E as rosas vermelhas, nas mãos dos marxistas e da Teologia da Libertação, quando eram lançadas ao alto, então eles diziam, cheios de contentamento: É para ti, Carlos Marighela! É para ti, Vladimir Herozog! É para ti, Manoel Fiel Filho! É para ti, Santo Dias! As lançavam para o alto e diziam mesmo: É para ti, Dom Oscar Romero! É para ti, frei Tito! É para ti, Josimo Tavares! Sim, as lançavam para o alto e prosseguiam dizendo, na sua justa homenagem: é para ti, Carlos Lamarca e Iara Yavelberg! É para ti, Olga Benário! É para ti, Vanucci Lemes Filho! E depois de se esgotar os nomes de todos os mártires por uma terra de plena justiça, em que aqueles que trabalham usufruem plenamente do trabalho de suas mãos, como vaticinou o profeta Isaías, sim, depois de se esgotar o nome dos mártires do socialismo, das suas centenas de milhares, então lançam ao alto uma última rosa vermelha, clamando a uma só voz, na força do Espírito: é para ti, Dorothy Stang, ó mais exemplar das idosas! Descanse em paz; no teu sangue está o vermelho da vida, que nasceu no sacrifício da cruz e no teu martírio tem chegado até nós. Vamos sorvê-la e vive-la todos os dias de nossa vida.

Depois destas coisas, então o Justo Juiz se levanta do trono e a um sinal seu então todos param. E faz-se silêncio de três minutos no Parque do Povo. E quando se cumpre os três minutos então o Justo Juiz, ele mesmo e não outro clama a plena força de seus pulmões: JESUS CRISTO E CHE GUEVARA! E quando clama, ora, então todos no Parque do Povo, marxistas, Teologia da Libertação, evangélicos, carismáticos, impelidos pelo Espírito, abaixam-se e apanham as pétalas brancas e vermelhas cobrindo toda a sua extensão de mais de um quilômetro e as misturam em suas mãos, com pétalas vermelhas e brancas ficando pétalas rosa em suas mãos. E as lançam para o alto; e o vento as toma para si e começa a levar o seu perfume universal para os quatro cantos da terra. Cruzando toda a América Latina e chegando até o norte do México, então dali ele vira de direção e toma o rumo do continente africano. Depois de levar o seu perfume universal por toda Ásia e por toda Europa então ele entra com ele na América do Norte. E quando o povo norte-americano vê que é o perfume universal que se levantara no Parque do Povo de Presidente Prudente se aproximando então se lembram dos dias passados quando os habitantes de Babilônia, cansados das bebedeiras e dos banquetes faustosos do seu rei, então abriram os portões de sua cidade para a entrada libertadora de todos de medos e persas sob o comando de Ciro. E abrem os portões do imperialismo para que todo odor escape e o lugar seja ocupado pelo perfume universal que se levantara do Parque do Povo em Presidente Prudente.

É este o momento sublime visionado pelo profeta Isaías: Como cessou a opressão! A terra inteira chegou a descansar, ficou sossegada. As pessoas ficaram animadas, com clamores jubilantes! (E sucedia, que quando o perfume universal que se levantou do Parque do Povo e foi tomado pelo vento e ele andava com ele pelas terras da América Latina então as escamas nos seus olhos caiam e todos no Parque do Povo, marxistas, Teologia da Libertação, evangélicos, carismáticos, eram transportados em espírito para Vallegrande, para o lugar exato em que Che Guevara foi morto. E em espírito entravam na escola onde Che Guevara foi encontrado com as mãos estendidas numa posição que fez os camponeses pobres do lugar achar que Che Guevara era o mesmo Jesus. E então compreendem todo o significado de Che Guevara ter virado às costas para as glórias de Cuba e ter saído sozinho para fazer a revolução mundial. E compreendem porque foi morto numa escola, e encontrado naquela posição que arrancou dos camponeses pobres a reverência. Era um sinal dado pelo Todo-Poderoso, que doravante todas as transformações na América Latina e no mundo iriam ser feitas em outro patamar de luta. No lugar de um Comandante comandando um grupo de guerrilheiros com fuzil na mão, agora um novo Comandante, comandando novos guerrilheiros, andando as selvas e as periferias das cidades com giz em uma das mãos, escrevendo na lousa o conhecimento, e na outra a Palavra de Deus, ensinando a amar o próximo como a ti mesmo, para que o conhecimento não se converta em arma de exploração e meio de enriquecimento, mas que seja utilizado para o bem comum, para ajudar a sociedade a se livrar de todos os seus problemas. Mas para que este Novo Comandante e este novo exército de guerrilheiros se manifestasse era preciso o sacrifício, pois quê não iria surgir do nada senão dele mesmo, bem assim como o doce das frutas é gestado e tirado do seu próprio amargor. Destarte, o Novo Comandante não seria um novo comandante, mas aquele mesmo que no ano de 65 saiu de Cuba, assim como a borboleta não é novo ser senão a lagarta que se levantou em novo ser. Mas teria de passar pelo sacrifício, para que então o corpo que trazia oculto, guardado para a ressurreição, pudesse então se manifestar. Um novo corpo, branco, incorruptível, não mais sujeito à morte e ao opróbrio. Destarte, corpo novo, inteiramente novo, que a terra inteira há de começar a visionar no ano de 2010 (queira Deus que sim), que, cumprindo a Palavra de Deus, montado em seu cavalo branco e com uma coroa que foi posta em sua cabeça, há de sair com o seu arco para vencer E PARA COMPLETAR A SUA VITÓRIA... Como são as imagens de Apocalipse 6.2, mas também as imagens de Salmo 45).

Ora, depois de todas estas coisas então a multidão que está no Parque do Povo começa a cantar os cânticos mais belos. E cantam MAIS ALVO QUE A NEVE, e prosseguem cantando os cânticos mais belos, que cada um sabe o que é.

E quando se acham saciados pelo Espírito, achando que chegou o momento de todos deixarem o Parque do Povo e retornar para as suas cidades, e falar nelas de todas as coisas que viram e presenciaram em Presidente Prudente com os próprios olhos, então mais uma vez o Justo Juiz se levanta do seu trono e bate palma três vezes. E fazendo sinal com a mão para a direita e para a esquerda então todos no Parque do Povo começam novamente a se separar. E os evangélicos e carismáticos vão para um lado e marxistas e Teologia da Libertação para outro. E uma grande avenida se abre entre eles em toda a extensão do Parque do Povo. E eis que se vê lá no fundo um casal de velhinhos, encurvados e amparados por mãos jovens, caminhando tropegamente pela avenida aberta. E são conduzidos em seus passos miúdos em direção do Palanque que foi armado ali no Parque do Povo, onde se acha o Justo Juiz e todos os ministros da Palavra de Deus.

E sucede quando estão passando assim, trôpegos, nos seus passos miúdos, que aqueles que estão na fileira dos evangélicos e dos carismáticos olham para a trôpega idosa e a reconhecem. E, com o dedo em riste, em sua direção, dizem, muito mais os evangélicos: Vede! Não é esta mulher que quando nova fez com que dobrássemos o nosso joelho diante de deuses estranhos? E que quando não fazíamos então ela nos espancava, com as marcas da violência ficando gravadas em nossos corpos? E quando estavam assim, animados, tiritando, eis que os que estavam na outra fileira olham no velhinho encurvado e reconhecem-no. E começam a dizer, com mais descontrole os marxistas: não é este velho que quando novo nos fez trabalhar como escravos para que pudesse se enriquecer e construir impérios á custa do nosso suor e sofrimento? E que quando não fazíamos então ele nos espancava, estando ainda em nossos corpos as marcas do seu azorrague? E formou-se uma animosidade muito forte entre eles, e aqueles que estavam na fileira dos evangélicos e dos carismáticos falavam em atirar pedras na velha senhora, amedrontada, se vendo à mercê. E não era nem um pouco diferente entre aqueles que estavam na fileira dos marxistas e da Teologia da Libertação, que não cessavam de dizer, em especial os marxistas: quisera eu ter em minha mão uma pedra de meio quilo e este velho iria ver o que vou fazer com ele. E quando estavam assim, em animosidade, no meio deles se levantou uma voz sábia, dizendo: não diz a profecia que o Justo Juiz iria colocar uns à sua direita e outros à sua esquerda, e dizer para uns: vinde benditos de meu Pai, mas para outros: apartai-vos de mim, malditos, pois eu nunca vos conheci? O que vocês acham que estão sendo levados à presença do Justo Juiz senão para receberem a recompensa a que é merecedores, a destruição eterna? E se consolavam com estas palavras, não vendo a chegada do momento em que o casal de velhinhos seria colocado na presença do Justo Juiz e ele então lhes proferir a sentença divina de maldição eterna.

E finalmente o casal de velhinhos depois de atravessar toda a extensão do Parque do Povo, se acham na presença do Justo Juiz. E ele se levanta do seu trono e vai a eles e os beija ternamente, dizendo: Meu pai! Minha mãe!

Colocando as suas duas mãos sobre seus ombros, e os colocando de frente para a multidão que está no Parque do Povo, então ele diz: Vossos pais fizeram a revolução e tirou o povo trabalhador de sua opressão e os guiou no rumo do socialismo. E lhes deu o socialismo. Mas devo-lhes dizer que o socialismo que eles vos deram foram conquistas que os filhos de Israel, saídos do Egito, fizeram antes do Jordão, Gileade. Mas as promessas de Deus, que ele fez a Abraão quando deixou a casa de seus pais, foi dar-lhe a terra de Canaã, que se achava depois do Jordão. E o mesmo Deus que esteve com eles, quando lhes tirou do Egito e partiu as águas do Mar Vermelho para que atravessassem também esteve com eles quando chegou o momento de descansar seus corpos na terra da promessa, partindo as águas do Jordão e eles o atravessando. Lênin, Mao Tsé-Tung, Fidel Castro, como Moisés de Deus, vos deu o socialismo, que, como já disse, representa Gileade, a conquista do deserto. E hoje, noventa anos depois que a Revolução acabou de atravessar o seu Mar Vermelho, a vitória sobre as nações imperialistas que invadiram o território revolucionário para esmagar a revolução e trazer o povo liberto de volta à casa dos escravos, vós estais prestes a uma nova travessia, agora a do Jordão espiritual.

Vós hoje estais principiando a atravessar o Jordão e vos digo que vão para ocupar, não moradas feitas por mãos humanas, mas as moradas que o filho do carpinteiro disse que as iria construir e que quando as construísse então voltaria para buscar os seus e os levar para ocupá-las. Casas grandes, espaçosas que ele fez justamente para vós. Mas vos digo hoje que nas casas grandes e espaços que ele fez para vós ele fez também, no fundo, uma edícula. Para que fez a edícula? Eu lhes digo que é para que vós deixeis morar nela estes que estão aqui do meu lado e que vós ainda não sabeis, por causa da violência feita aos filhos do povo, que são seus pais. Ainda não é tempo de compreender tão grande mistério, mas o tempo e o crescimento haverá de desabrochá-lo em vós.

Acolhei-os, pois, em vossas casas novas que estais hoje atravessando o Jordão espiritual para ocupá-las, não lhes deixando faltar o alimento do dia a dia, durante todo o tempo em que eles ainda estiverem com vós. E quando chegar o momento de sua morte, porque chegará, e ela está perto de chegar, então vós haveis de tomá-lo e o sepultar, escrevendo na lápide: descansa em paz, meu pai e minha mãe, de toda a labuta. Do seu filho e da sua filha, que não os esquecerão jamais. Aonde formos vós também ireis junto, todos os dias de nossa vida.

E depois de dizer-lhes estas palavras, então lhes diz, com as duas mãos apoiadas no casal de velhinho: Lembrai-vos do pacto que vossos antepassados firmaram com os habitantes de Gibeão, quando os jovens juraram que iam obedecer a Josué e aos anciãos dos filhos de Israel, honrando o compromisso por eles firmado de modo a deixar os gibeonitas em seu meio, ao tempo que fosse necessário e a executarem as obras onde lhes fossem indicado.

Depois de dizer estas coisas, e lhes falar sobre o pacto passado firmado entre os anciãos de Israel e os homens de Gibeão, então eles começaram a discutir entre si e a tomar partido. E eis que no meio deles um levantou a mão e disse: no que diz respeito a mim estou disposto a honrar todas as palavras que saíram aí de cima do palanque. E quando este disse estas palavras mais mãos foram se levantando e dizendo as mesmas palavras. Por fim era toda a multidão no Parque do Povo dizendo a uma só voz: o que foi falado em cima do palanque, à vista e à presença dos ministros da Palavra de Deus, estamos dispostos a cumprir.

Depois destas coisas então um jovem subiu no palanque, com um violão debaixo do braço, e começou a cantar Menino Deus, um corpo azul-dourado / Um porto alegre é bem mais que um seguro / Na rota das nossas viagens no escuro / Menino Deus quando a tua luz se acenda / A minha voz comporá a tua lenda / E por um momento haverá mais futuro do que jamais houve / Mas ouve a nossa harmonia / A eletricidade ligada no dia / Em que brilharias sobre a cidade /Menino Deus, quando a flor do teu sexo / Abrir as pétalas para o universo / E então, por um lapso, se encontrará nexo / Ligando os breus, dando sentido aos mundos / E aos corações, sentimentos profundos / De terna alegria no dia do menino. E todos vão se despedindo de Presidente Prudente cantando esta canção que o sábio compôs para uma ocasião especial como esta.

Sonho Profético

No ano de 2003 o Peregrino Gerson se achava na igreja Obras do Espírito Santo, localizada no Jardim Guanabara e dirigida pelo pastor Luis Baldez. E se achava ali expondo para este Ministro da Palavra de Deus as boas novas de eternas. E chegou à Igreja a pastora Isaura Ueda, a fim de ajudar nos trabalhos religiosos e sociais.

Como desde o acontecimento do 11 de Setembro nos Estados Unidos o Peregrino Gerson vinha se esforçando para realizar um ato público na cidade de Presidente Prudente, uma grande manifestação pelas suas avenidas, que marcaria então o início da construção de uma nova ordem mundial, que quando plenamente efetivada ninguém mais iria ter pretexto para fazer o que os terroristas fizeram nos Estados Unidos e nação alguma iria ter pretexto para fazer o que os Estados Unidos estava fazendo no Afeganistão e no Iraque, e isto ele já quis fazer naquele final de 2001, e sempre que a data se aproximava eis ele novamente se esforçando para o realizar, ora, neste ano de 2004 quando viu a pastora Isaura Ueda chegar viu que ela podia ser a sua companheira na realização do acontecimento. E começou a passar trabalhos concernentes para ela, trabalho após trabalho, que não a despertavam, como ela mesma disse.

Mas, uma noite, fugindo-lhe o sono, como ela mesma disse, então de repente sentiu um desejo de ler os trabalhos. E, na medida em que os lia o Espírito ia abrindo a sua mente e o seu coração; e ela compreendia que ali estava uma grande obra que Deus queria fazer na terra a partir de Presidente Prudente. Ora, por esses dias chegara à igreja a jovem Joseane, vinda da igreja Nova Jerusalém. E as duas já tinham feito grande amizade. E o que sucede é que mal o dia raiou então pastora Isaura foi onde estava a jovem Joseane e começou a lhe contar tudo que lera nos escritos, da grande caminhada que Deus queria realizar na cidade, caminhada esta que marcaria para o mundo o início da caminhada do Milênio. E quando Joseane ouviu a pastora Isaura Ueda lhe falar que nos escritos havia o chamado para a realização de uma grande caminhada no centro de Presidente Prudente, em direção do Parque do Povo, ela empalideceu! Porque empalideceu? Porque naqueles dias tivera um sonho que confirmava todas as palavras que acabara de ouvir da boca da pastora Isaura Ueda.

O que sonhou? Narrou a jovem que viu em sonho uma grandíssima caminhada acontecendo no centro de Presidente Prudente. Uma multidão imensa caminhava na direção do Parque do Povo. E quando ia entrar no Parque do Povo uns clérigos parados na sua boca de entrada começaram a dizer entre si: quem deu poder para estes fazerem isto? E a grande multidão entrou no Parque do Povo e foi se postar diante de um grande palanque ali armado, ocupado pelos ministros da Palavra de Deus.

Narrando o sonho, então a jovem dizia que a grande caminhada que viu acontecendo no centro de Presidente Prudente era composta de católicos e de evangélicos, mas os católicos era a sua maioria. Quanto aos ministros da Palavra de Deus que ocupavam o palanque eram pastores evangélicos e padres católicos, mas os pastores evangélicos era a sua maioria, como ela mesma disse.

O que sucede é que assim que a jovem acabou de narrar para a pastora Isaura Ueda o sonho que tivera, e tudo confluía, as duas chegaram à igreja quase ao mesmo tempo, então a pastora Isaura Ueda, não tendo mais dúvida que era mesmo um chamado de Deus, se lançou no pescoço da jovem e as duas se abraçaram e choraram junto. E à noite, quando o culto terminou, então pastora Isaura Ueda chamou o Peregrino Gerson e lhe disse: Irmão Gerson, eu sou uma mulher de luta e vamos para a luta, venha o que vier. E marcaram para se encontrar no dia seguinte na Biblioteca Municipal. E eis que ali estava os três, Peregrino Gerson, Pastora Isaura Ueda e a jovem Joseane, discutindo a estratégia para ganhar o apoio e a confiança do povo.

E sucedeu depois de uma semana que os três andando pela cidade e as portas não se abrindo que o Espírito começou então a se afastar. Então disse pastora Isaura Ueda: Irmão Gerson: não mais vou envolver-me com isto, pois apoio não há. Porque as imagens do sonho que tivera eram vivas em sua mente a jovem Joseane ainda continuou por uma semana batalhando a causa. Depois ela também disse: não vou mais me envolver. Todavia deixou ali as palavras: Mas de uma coisa tenho certeza: esta caminhada vai acontecer, não sei o dia e o ano, mas vai acontecer porque foi muito clara no meu sonho. E foram as suas últimas palavras, pois logo em seguida retornou para a sua igreja, deixando, contudo, a pergunta: o que foi fazer na igreja onde estava o homem que Deus escolheu e vinha preparando para realizar justamente a obra vista por ela em sonho? Teria sido enviada ali pelo Deus que não faz nada sem antes revelar aos seus escravos, os profetas?

Bem, façamos agora a pergunta: a caminhada vai mesmo acontecer, como disse convicta a jovem Joseane a partir do sonho que tivera, e tem sido até aqui a convicção e esperança do Peregrino Gerson?

Ora, se os brasileiros se conscientizarem que todos estes políticos que aí estão, no topo das pesquisas, representam modelos esgotados, e que todas as suas promessas de mudanças são puras falácias, pois é impossível que algo de novo se estabeleça sem que seja trazido pelas massas populares que adquiriram consciência e se organizaram, e as massas populares deste imenso Brasil é um caminhão de alienação, não por causa delas, que representa o dado passivo, mas destes políticos “ativos” que estão no topo das pesquisas, que se mostraram incapazes de dar consciência política e organização para as massas populares, sim, se os brasileiros se conscientizarem que eles representam modelos esgotados e que é preciso começar o novo, que por portar o que eles não possuem, conhecimento da história e do seu devir, sim, conhecimento da Revolução, de onde ela veio, Marxismo, onde ela está, Teologia da Libertação, e para onde vai, Reino Eterno de Jesus Cristo Rei de reis e Senhor dos senhores, então é certo, muito certo, que a caminhada vista em sonho pela jovem Joseane da igreja Nova Jerusalém acontecerá. E quando acontecer, com certeza será o cumprimento de Apocalipse 6.12, o seu grande terremoto, com os místicos dizendo: por ventura não era isto que aguardávamos como o 2012, para acontecer em 2012 ou um pouquinho antes ou depois, por causa da margem de erro calculacionais?

A grande caminhada vai acontecer? Ora, quando o povo evangélico se conscientizar que a Teologia da Libertação foi Deus trazendo o reino de seu filho Jesus Cristo, mas ainda mesclado ao judeu Marx, e que mais e mais Jesus Rei de reis e Senhor dos senhores iria ocupar o lugar de Marx, este botão iria se abrir e de dentro dele emergir a mais pura e mais sublime das flores, esta fruta verde iria se converter na mais adocicada e saborosa das frutas, ora, quando o povo evangélico se conscientizar que esta metamorfose está se encaminhando do povo católico para o povo evangélico, começou no povo marxista e deste se encaminhou para o povo católico, na realização do Concílio Vaticano II, para se desvelar Jesus Rei dos reis e Senhor dos senhores no povo evangélico, então a grande caminhada vista em sonho pela jovem Joseane, católicos e evangélicos caminhando pelas avenidas de Presidente Prudente, e pastores evangélicos e padres católicos juntos no palanque armado no Parque do Povo, será uma realidade. Dezenas e dezenas de milhares pelas avenidas de Presidente Prudente batendo fortes os seus tambores, agitando as suas bandeiras e as suas esperanças, e cantando os mais belos cânticos, sim, cantando os mais belos cânticos e não cessando de acenar para os escolhidos e as escolhidas de Deus para começarem na terra o governo de Jesus Cristo (Apocalipse 11.15-18), que estão em cima do grande caminhão passando e não cessam de retribuir os acenos da multidão. Destarte, quando o povo evangélico se conscientizar disto, que chegou o tempo de trocar a Teologia da Prosperidade pela Teologia da Libertação, despedir o filho da escrava para que o filho da livre ocupe o seu lugar, pois quem vai herdar é o filho da livre com a livre, então a grande caminhada estará acontecendo no centro de Presidente Prudente. Pois, deveras, as escamas nos olhos do povo evangélico caíram e eles reconheceram no povo católico da Teologia da Libertação os seus irmãos. E vão se dirigir a eles, formando a grande força do Reino, que o profeta Isaías chama de “A Grande Superioridade de Javé” (2.10), união esta que é da mesma essência da união de medos e persas e que culminou na libertação do povo hebreu de Babilônia, mas agora outra libertação, da inteira humanidade do domínio do pecado e do imperialismo, com a inteira humanidade sendo conduzida, não de volta à corruptível Judá, mas de volta ao Paraíso de Deus.

O povo evangélico se conscientizará disto? Conscientizará que o aparecimento no meio deles de Garotinho, fazendo política em um partido com raiz no socialismo, o PSB, e agora Marina Silva, política com raiz no socialismo, tal é o próprio Deus os preparando para este grande momento? Os preparando para que pudessem encarar e meditar sobre o Marxismo e a Revolução, e reconhecer neles embrião do governo de Jesus Cristo? Como o Cristianismo que se gestou no ventre judaico, o governo de Jesus Cristo, que realmente há de construir um Brasil e uma terra de gente de rosto realmente feliz, ao contrário, portanto, do PT, que se seus líderes estão felizes, não se pode dizer o mesmo do povo brasileiro, sim, assim como o Cristianismo em relação ao Judaísmo, o governo de Jesus Cristo foi gestado no ventre marxista? Uma gestação que começou no exato momento em que o jovem judeu Marx, nos meios protestantes, tendo recebido do Cristianismo os alicerces do amor ao próximo, então começou a construir as bases teóricas do socialismo? Se afastando da religião assim como o fruto em nascimento se afasta das pétalas, não, porém, do seu néctar, que se ocultou nos recônditos do fruto em formação, aguardando a chegada do seu tempo, para então se desenvolver e amolecer todo o fruto, expurgando para fora dele a sua dureza e todo o seu amargor, o tornado saboroso e apto para o consumo, o que significa dizer que todo marxista, seja ele quem for, por causa do momento primeiro, carregam oculto em seus seres a essência da religião cristã, que dia mais dia menos se despertará em seus seres?

O povo católico da Teologia da Libertação também se conscientizará disto? Conscientizará que a sua crise se deveu a fatores externos sim, mas que agiram porque encontraram motivos (brechas) em fatores internos? Que a Teologia da Libertação era realmente portadora dos fundamentos materiais que Deus deu a Marx, mas não dos fundamentos espirituais que o mesmo Deus fecundou no espírito de Saulo de Tarso no caminho de Damasco? Compreenderão que o socialismo de Marx, por estar desligado umbilicalmente dos fundamentos espirituais que Jesus fecundou em Paulo, trata-se de um socialismo efêmero, com data marcada para ser destruído por aqueles que ele mesmo criou e deu “vida” (o marxismo não cria a vida; cria gametas)? Isto porque os trabalhadores, e o ser humano em geral, têm sede de pão, mas também de transcendência? Tem uma vida material a zelar, mas também uma vida espiritual, as esferas separadas sim, todavia interdependentes? Sendo incapaz o viver fora desta interdependência? Sim, o trabalho é mesmo templo do Espírito Santo, como é tratado pelos marxistas e por isto doam a própria vida, mas também é templo do Espírito Santo o corpo, que é tratado pelos cristãos e por isto doaram a própria vida?

Destarte, compreenderão que o Marxismo tem resposta apenas para um destes lados e não para a sua totalidade?

É certo que a Teologia da Libertação teve esta compreensão do Marxismo como portador de apenas meia resposta para as necessidades dos trabalhadores e do ser humano em geral, sufocando com uma resposta falsa ou um bálsamo o lado que não porta resposta (o divórcio é exemplo deste bálsamo e o confinamento do religioso ao privado é exemplo desta resposta falsa). Mas só a compreensão dos limites epistemológicos (e todos os demais lógicos) do Marxismo não basta, é preciso mais, reconhecer também que o lado de tudo que falta no Marxismo Deus tem depositado no Protestantismo, sendo muito mais lógico, muito mais coerente, corrigir as imperfeições do Marxismo a partir deste patamar. Deste patamar que já se acha preparado para tal, pois o protestantismo iria engendrar e carregar o capitalismo sim, não, porém, como fim senão como meio; de modo que ao final, quando se manifestasse explícito a gritante e desconfortável contradição, quando se esgotasse no espírito e na realidade a “missão” do capitalismo, sim, a espiritualidade que Deus depositou em Lutero não mais suportando o capitalismo, o repugnando, sem mais alternativa ao sujeito senão destruir em si o capitalismo para ficar com a espiritualidade ou destruir esta para ficar com o capitalismo (e muitos destruíram em si a espiritualidade para ficar com o “conforto” do capitalismo, mas aqueles que destruíram em si o capitalismo para ficar com a espiritualidade é com eles que Javé vai trabalhar o novo, depositar no seu espírito a materialidade que é negação da materialidade capitalista, no caso o socialismo), sim, de modo que ao final quando se manifestasse a gritante contradição entre a espiritualidade que Deus depositou em Lutero e o capitalismo no mesmo corpo então Deus iria superar a contradição, não eliminando do corpo a espiritualidade e conservando o capitalismo, mas removendo dele o capitalismo. E iria preencher o lugar vago então com o socialismo. E este patamar já se acha preparado para tal, como foi dito acima? Sim, na criação do movimento pentecostal, que é o mesmo protestantismo, todavia tendo nascido sem o apêndice do capitalismo. E o que torna esta preparação mais crível é que uma vez o corpo pentecostal foi invadido pela materialidade da Teologia da Prosperidade, renascendo entre os pentecostais a mesma contradição que se manifestou entre os protestantes, então não só os protestantes, mas também os pentecostais se acham preparados para o socialismo. (O capitalismo tendo se manifestado no corpo protestante, e depois no corpo pentecostal, foi Deus querendo mostrar tanto para os ricos (protestantes) como para os pobres (pentecostais) que o capitalismo deva lhes servir como meio e não como fim. Trata-se do Mal de Santo Agostinho, que existe para ajudar o Bem aparecer, no caso o socialismo).

A Teologia da Libertação o compreenderá? Compreenderá os protestantes? Compreenderá os marxistas que as causas da crise do Marxismo e as causas da queda dos regimes socialistas, longe de se achar naqueles que tiveram a responsabilidade da sua construção, se acha mesmo é na base teórica? E que a correção da base teórica se acha em tudo isto que acabou de ser exposto? Que a Revolução, longe de ser estática, é na verdade um processo dinâmico, em movimento, indo do particular para o universal? Da libertação de uma classe social para a libertação da inteira sociedade? Sim, do judeu Marx para o judeu Jesus?

De tudo o que foi falado se entende que o tempo agora é o do povo evangélico? Sim, mas é preciso levar em conta que quando o Espírito soprou seu sopro renovador através do Concílio Vaticano II aquele sopro também foi soprado entre os protestantes e os marxistas. E não é por menos que naqueles dias, se por um lado se ouvia o clamor do Concílio Vaticano II pelo entendimento entre as religiões, também se ouvia o clamor do Conselho Mundial das Igrejas pelo entendimento entre os cristãos, ouvindo também o clamor do Encontro de Salsburgo pelo entendimento entre cristãos e marxistas. O que significa dizer que neste preciso momento em que a Revolução estará se levantando em patamar universal, trabalhando agora a libertação da classe trabalhadora na libertação da classe burguesa, sim, este seu levantar-se estará se dando a partir do povo evangélico. Mas é certo que este sopro renovador do Espírito estará se dando também entre os católicos e os marxistas.

A rigor, tanto a Teologia da Libertação como a Renovação Carismática deva ser visto como o Deus que criou a Tese, Lutero, e criou a antítese, Marx, começou a convergi-los para dentro do catolicismo. Mas se acham em estado intermediário, o verde que se converteu no estágio de vez, aguardando o momento de se apresentar maduro, o que significa dizer que na explosão das boas novas de eternas, Lutero se desvelará de vez na igreja católica, bem como Marx. O reconhecerão como a ação de Deus no plano da salvação. Se eles deixaram de serem deuses para ser Deus então o que procurarão fazer é se reconciliar e se familiarizarem com eles, procurando conhecer todo o seu devir histórico, que os amadureceu e os tornou apto ao diálogo. Mas há de se reconhecer: se há quase cinqüenta anos a ação do Espírito foi mais forte na igreja católica, hoje ela será mais forte entre os evangélicos, se achando sobre seus ombros a responsabilidade para a entrada do Espírito neste mundo caótico e necessitando de luz.

O 12 de Outubro em Araçatuba

Edson Maciel, cuja vida entrou em processo de metamorfose, indo do catolicismo para os meios evangélicos, sem, contudo, renegar a igreja católica, que é o lar que abriga seus pais e seus familiares, tendo adquirido a convicção de que a Teologia da Libertação vai ressurgir, e agora entre o povo evangélico, marcou um encontro para o dia 12 de Outubro do ano de 2010, em sua cidade, Araçatuba. Será um encontro com a participação de poucas pessoas, cinco ou seis. Mas nada impede que neste dia esteja nascendo uma nova caminhada política, com o povo brasileiro deixando para trás estas políticas que se esgotaram para ingressar nesta nova, dando a ela nascimento.

E nada impede também que neste dia esteja nascendo para o Brasil inteiro o chamado que vai despertar e convergir todo o povo católico e evangélico para a realização da grande manifestação vista em sonho pela jovem Joseane.

E nada impede mesmo que no dia 1° de Janeiro quando Lula estiver passando a faixa presidencial para quem o suceder, qualquer um destes que estão no topo das pesquisas e que representam modelos esgotados, sim, nada impede que enquanto o velho estará subindo a rampa do Palácio para dar seu último suspiro, nada impede que neste mesmo dia uma gigantesca manifestação do Novo esteja acontecendo nas avenidas de Presidente Prudente.

E Araçatuba pode ser ponte para Presidente Prudente. Mesmo porque, dos muito mais de mil e-mails enviados Brasil afora, somente um respondeu, Edson Maciel em Araçatuba. E pouco tempo depois um tornado de fogo se levantava nesta cidade. O que foi? Os que não possuem o espírito e não tem conhecimento ou discernimento do operar de Deus vão dizer que se tratou de um tornado de fogo, fenômeno natural, mas o desenrolar dos acontecimentos pode mostrar a sua conotação espiritual, o material informando o espiritual. De fato, aquele tornado de fogo cruzando a rodovia de um lado a outro pode ser indicativo de que o Sol da Justiça, que segundo o profeta Malaquias chegaria num redemoinho de fogo, ardendo como fornalha, reduzindo a restolho todos os presunçosos e todos os praticantes de iniqüidade, ora, o tornado de fogo, cujas imagens correram todo o Brasil, podia estar escondendo algo de escatológico em si.

Aproveito para estender o convite para que todos que acreditam que o Brasil do ano de 2010 não é nem um pouco diferente da Rússia de 1917, Lula, Dilma e PT não sendo nem um pouco diferente de Kerensky e dos mencheviques no poder, ao passo que Serra e os tucanos nem um pouco diferente de Paulo Milyukov e cadetes, que também venham participar deste encontro. Ele pode perfeitamente representar o nascimento de um novo tempo sobre o Brasil e a terra, assim como representou sobre a Rússia e o mundo a chegada de Lênin do exílio e o seu desembarque na estação Finlândia. Se aquele representou e foi da mesma essência da volta de Moisés para a libertação de um povo oprimido do jugo dos opressores, este encontro em Araçatuba pode muito bem representar a chegada daquele que entrou triunfalmente em Jerusalém, montado em uma jumenta. Pois é muito certo que se Lênin construiu o socialismo no forno da ditadura, agora chegou o tempo dele ser construído no forno da liberdade, que significa ele ser construído sem causar mal a ninguém, pois a sua construção está se dando na razão inversa do amadurecimento da sociedade, de toda a sociedade, que tem se aberto a entrada plena do Evangelho. O local da reunião será na Avenida Prestes Maia 1107, bairro Jardim TV Araçatuba, às 10 da manhã. E aproveito para pedir voto para este meu amigo Edson Maciel, candidato a deputado federal, número 5063, e para Josué Macedo, meu amigo de Presidente Prudente, número 50506, ambos do PSOL. Aqueles que estiverem interessados em participar da reunião o fone de Edson Maciel é: 18-3441-0122 e 18-9104-2079. E que Deus abençoe a todos, em especial o povo de Araçatuba.

sábado, 25 de setembro de 2010

A Questão do Comunismo de Jesus

A Questão do Comunismo de Jesus

Nas disputas sobre até que ponto Jesus foi ou pode ser computado como comunista tem surgido ponderações que reduz o seu comunismo ao plano dos inúmeros socialismos utópicos que se manifestaram ao longo da história, desde Platão até Proudhon.

E estas ponderações partem do seguinte pressuposto: o que caracterizam os socialismos utópicos é que os mesmos foram construções teóricas, ou mesmo práticas, todavia concebidos sem que as condições objetivas DE SUA EXEQUIBILIDADE estivessem reunidas. Não havia uma indústria desenvolvida, e não havia um proletariado que pudesse responder aos estímulos revolucionários. Fora destas condições objetivas qualquer comunismo, incluso o de Jesus, era utópico, sem condições de vingar na História.

Este juízo é verdadeiro, basta ver que quando estas condições objetivas se manifestaram, a grande indústria, expansão mercantilista e monetária, proletariado, então estas condições objetivas engendraram a sua resposta, no caso o socialismo científico de Marx (é certo que todas as variedades de materialismo afirmam que estas condições objetivas “engendraram”, mas nós que estamos na filosofia celestial dizemos coisa diferente, que estas condições objetivas foram ocasião para a ação do Espírito, do ato criador, assim como o inverno não engendra a gripe senão que cria as condições para a ação virótica. Mas agora não é ocasião para se abordar tal assunto).

Prosseguindo. Bem, o que queremos com estas poucas palavras é mostrar que o comunismo de Jesus e dos profetas de Israel se não pertenciam ao científico também não podem ser computados como pertencentes aos utópicos. Pertence a outra categoria de comunismo. E que categoria é esta? Comunismo profético!

O comunismo profético tende a colocar seus autores em patamar muito mais alto, mais alto que o utópico e mais alto até mesmo que o científico. Porque o comunismo profético pressupõe que o autor entrou na corrente sanguínea da História e pode ver todos os seus momentos. O viu acontecendo, ou presenciou, mas no futuro. E no futuro porque o mesmo iria ser resultado de determinadas condições históricas, presentes, é verdade, mas em potência que futuramente iria se manifestar em ato.

Por isso mesmo Jesus e os profetas de Israel puderam falar sobre a realidade futura do socialismo. Não utilizaram as terminologias modernas porque estas são destas e não daquela época, mas usaram terminologias dos seus dias.

Vejamos o profeta Isaías. Para Isaías o reino de Moabe significava opressão. Por isso, na corrente sanguínea da História, divisando o desencadear dos seus momentos, ao ter diante de si o advento futuro do comunismo, utilizou as terminologias de Moabe para descrevê-lo, como arquétipo. O comunismo iria se estabelecer na força de um tufão devastador, e os que o sofreriam encarnaram a mesma destruição passada de Moabe ou a reviveram na carne. Assim, pois, Moabe lhes emprestou os fundamentos tipológicos.

Vejamos o vaticínio de Isaías a respeito: “(...) Porque o opressor chegou ao seu fim. Deu-se cabo na terra dos que pisam os outros. E ao descrever o fim repentino do reino opressor tipificado em Moabe então Isaías trás o reino que é sua negação e que irá ocupar o seu lugar: “E certamente se estabelecerá firmemente um trono em benevolência; e um terá de assentar nele em veracidade na tenda de Davi, julgando e buscando o juízo, e diligente na justiça.” (Do mesmo Isaías: Pois ele pôs abaixo os que habitavam na altura, na vila elevada. Ele a rebaixa, ele a rebaixa até a terra; ele a trás em contato com o pó. O pé a pisará, os pés do atribulado, as pisadas dos de condição humilde. Ainda do mesmo Isaías: Eis que o verdadeiro Senhor, Javé dos exércitos, está truncando galhos com terrível estrondo; e os que cresceram altos, estão sendo cortados, e os próprios eminentes ficam rebaixados (26.5-6; 10.33).

E o que dizer de Jesus? Ora, na parábola de Mateus 20 encontramos Jesus concebendo profeticamente o comunismo. Jesus está vivendo uma situação e uma época histórica escravagista, mas sabe que ela não durará para sempre. E Jesus vasculha a história futura e vê o momento em que o reino escravagista é subvertido e o seu lugar ocupado pelo comunismo. O comunismo iria chegar, e Jesus utilizou terminologias do seu dia para descrever este reino futuro.

E ele começa assim dizendo sobre este futuro: assim se assemelha o reino dos céus. E lançando mão de uma linguagem popular, corrente, se põe a explicar como é este reino dos céus. Um dono de casa que saiu cedo para contratar trabalhadores para o seu vinhedo, naquele dia, em horas diferentes, tendo contratado a muitos e os mandado ao trabalho. E ao final da jornada, no momento de efetuar o pagamento, então todos receberam o mesmo pagamento, um denário, tanto aqueles que trabalharam o dia todo como os trabalhadores da última hora. Fez o pagamento, não segundo o trabalho de cada um, mas segundo as necessidades de cada um, que a rigor eram as mesmas. (No livro Fidel e a Religião, Fidel Castro comenta com Frei Beto esta parábola de Mateus 20. E diz que Jesus aparece nela adiantado em relação aos marxistas, que ainda lutando para o triunfo do socialismo, ao passo que Jesus já estava no estágio superior do comunismo, que, diferentemente do socialismo, onde se ganha segundo a sua capacidade, no comunismo se ganha segundo as suas necessidades. E só podemos dar parabéns para Fidel Castro, um espírito de luz).

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A RESSURREIÇÃO DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E DO MARXISMO, E A QUESTÃO DE EDSON MACIEL

A RESSURREIÇÃO DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E DO MARXISMO, E A QUESTÃO DE EDSON MACIEL

Como sabemos, o Absoluto de Hegel se move na tríade Tese, Antítese e Síntese. Este é o movimento do Real.

Como a “simplicidade” deste movimento do Absoluto hegeliano não foi compreendida ou assimilada pelo espírito (por conta do positivismo comteano e do próprio Materialismo Dialético, que tomaram conta da alma (como necessidade histórica, para a construção do sujeito adolescente, condição para o surgimento do sujeito adulto), e como a filosofia celestial essencialmente é o mesmo hegelianismo (não bem igual; há de notar as suas diferenças, pois, deveras, Hegel trabalha a realidade-História com as ferramentas da dialética de Heráclito, de forma explícita, e com a dialética de Platão-Sócrates, de forma implícita, inversão, pois, do que ocorre na filosofia celestial que trabalha a realidade-História com a dialética de Platão-Sócrates, de forma explícita, e com a dialética de Heráclito, de forma implícita. Em Heráclito se apreende o movimento do processo (a coisa é para o devir), jamais o processo do movimento (o devir é para a coisa). Pois bem, um pitbul insaciável, que a tudo devora, inclusive o amestrador, quando não tem mais nada para devorar, o que fez Hegel no final do processo se livrar de Heráclito e buscar refúgio em Platão-Sócrates: o seu sistema era a essência pura, a que todos os sistemas tendiam e encontravam termo. Os sistemas carregavam a negatividade, o ser-outro, mas o hegelianismo era a positividade de todos eles. Será? Isaías (41.4) fala de um sistema filosófico que se manifestaria na cena da história e que seria a essência pura (quem tem estado ativo e feito isto, convocando as gerações desde o começo?): seria, pois, o hegelianismo? Será?

Prosseguindo. Bem, como a simplicidade do movimento do Absoluto hegeliano não foi compreendida ou assimilada pela alma, ora, deixemos de lado o hegelianismo e vamos trabalhar a realidade-História a partir da filosofia celestial. Quem sabe a mente se abrirá para a compreensão da realidade e da vida, expurgando para fora de si, ora, as bactérias, os vírus, os vermes e as lombrigas que causam o sofrimento humano.

Bem, como se dá mesmo o movimento do Absoluto? A sua movimentação se dá em dois movimentos: de rotação e de translação, com o movimento de rotação se dando dentro da translação.

No movimento de rotação o Absoluto põe um lado, 180 graus negativos, e depois, põe o outro lado, 180 graus positivos (o que Hegel chama de tese e antítese).

Quando ele está pondo um lado, aquele lado é claro e os objetos são apreendidos no seu devido valor, e toda e qualquer maracutaia é desfeita e destruída (IJoão 3.8). Ora, como ele está neste lado e não naquele, então o outro lado é escuro, não tem luz, e as pessoas andam tateando, tropeçando nos seus objetos, sendo levadas por toda sorte de vento e sendo enganadas por todos.

O exposto, explica porque os cristãos não compreendem o socialismo, que está na face oculta. Mas também explica porque os marxistas não compreendem o cristianismo, que está na face oculta.

Acontece, porém, que o Absoluto não é estático, mas ativo (Gênesis 1.2). De modo que quando ele concebeu o lado de 180 graus negativos, a Tese de Hegel, e concebeu o lado de 180 graus positivos, a antítese de Hegel, então ele vai principiar à unificação. Vai ligar em si os dois lados de luz, logicamente que também ligando em si os dois lados escuros, pois esta a condição de ser em si e para si; ter conhecimento da totalidade do objeto.

E quando isto acontece, ora, porque ele uniu os 180 graus negativos com os 180 graus positivos, tocando pólo com pólo, então uma grande luz acende-se, que é a escatológica luz de Apocalipse 18, mas também a escatológica luz do profeta Habacuque – Tuas próprias flechas iam como a luz. O relâmpago da tua lança serviu de claridade (3).

As pessoas passam a ter um conhecimento exato das duas faces. Conheciam a essência do cristianismo e da religião, mas agora conhecem também a essência do socialismo e da política (vice-versa, porque no movimento de síntese as duas faces se convergem). Ora, se pôs a Serpente Original para fora da religião, ela e a concupiscências da carne, agora vai pô-la para fora da política, ela e as concupiscências do dinheiro. Se não eram enganadas no quesito religião, mas no quesito política, agora não é mais enganada em nada. Domina as duas esferas. Religião e Política se acham em si e para si. E é o cumprimento luminoso do profeta Miquéias: "Naquele tempo sentar-se-ão cada um debaixo de sua videira e debaixo de sua figueira; e não haverá quem os faça tremer” (4.4).

Ora, quando o Absoluto vai dos 180 graus negativos para os 180 graus positivos, com o lado claro ficando escuro e o lado escuro, claro, então a Serpente Original, como os morcegos que quando a noite cai então saem da toca para sugar o sangue dos que estão dormindo, sim, então a Serpente Original sai da "toca" e vai dominar no lado claro que ficou escuro. A inquisição e venda de indulgências foi exemplo claro disto, mas também as carnalidades e o desejo de riqueza e de ostentação que se observa hoje nos outrora países socialistas.

Mas, no terceiro momento, quando o Absoluto se põe a unificar os seus dois lados de luz, então não há mais espaços para a Serpente Original (é este o momento de sua prisão, Apocalipse 20). Já não há mais necessidade do Mal propedêutico de Santo Agostinho. Já cumpriu a sua parte no processo, que era a de ajudar o Bem aparecer, embora sem essa consciência senão que com a consciência de fazer o mal puro e simples. E isto é a justificativa de sua destruição ao final do Milênio, não havendo de modo algum nenhuma injustiça na sua destruição definitiva.

Resumindo, o movimento de translação seria uma volta completa, 360 graus, que o Absoluto daria.

E estes seriam os seus momentos: Moisés (Moral / Inverno) – Paulo (Espiritual / Primavera) – Marx (Intelectual / Verão) – Lênin (Filosófica / Outono) – O Elias (Profética / Colheital) - Jesus (Messiânica / Usufruto) (Estas seis fases do calvário do Espírito são os seis degraus que levavam ao trono construído por Salomão. É preciso galgá-los para chegar à presença de Deus, destes seus seis homens que o profeta Ezequiel viu chegando da banda do norte, cada qual com a sua arma maçadora na mão).

No Elias se dá a unificação e reconciliação de todo o processo salvífico. Aplainando os morros e preparando o caminho, a caminhada do Milênio, então tudo ficou preparado para que Deus sopre sobre o corpo a alma, simplesmente o Cristo da cruz; simplesmente a vida em plenitude.

A Questão do Marxismo

Ora, no final da década de 80 então se deu a queda do socialismo.

Como explicar a sua queda?

Na verdade o que ocorreu foi que o Absoluto, no seu movimento de rotação, começou a sair dos 180 graus positivos e a ir para os 180 graus negativos.

E isto porque o Marxismo e os marxistas não era jamais uma totalidade absoluta, como chegou a pensar candidamente Sartre, mas uma metadilidade. E uma metadilidade que surgiu quando o Absoluto confeccionava os 180 graus positivos (se com Marx, nos meio protestantes, ele confeccionou os 180 graus positivos, a verdade é que antes dele, com Paulo, ele confeccionou os 180 graus negativos, ali, no caminho de Damasco, quando a sua luz espiritual fulminou a escuridão espiritual do paganismo. Foi por isso que disse o próprio Paulo: em parte conhecemos e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é completo, o que é em parte será aniquilado (mas confeccionou os 180 graus positivos em Marx ali, no episódio em que a justiça prussiana condenou como ladrão aos camponeses pobres que haviam retirado lenha das florestas para se aquecerem contra o rigor do inverno. Então a luz do Absoluto, por iluminação agostiniana, brotou na mente de Marx, com Marx compreendendo claro a causas da opressão material e as causas da sociedade ser fundada em classes sociais).

De modo que Deus deixou o marxismo como ato de amor, pois, deveras, o deixou para dar prosseguimento ao processo, de modo o imperfeito se tornar perfeito. O que é em parte se levantar, então, no que é completo. E a verdade é que ao chegar ao outro extremo, no lado oculto, então de lá Deus iria lhes dizer, caídos no chão: Levantai-vos! E vinde para cá (Apocalipse 4.1). E quando os marxistas começassem a se levantar e a ir para o lado oculto, no caso o cristianismo, na medida em que fossem chegando, mais e mais a sua mente iria se abrir e perceber, claro como o dia, que estavam na verdade chegando ao lugar da liberdade concreta, em que cada um tem realmente segundo as suas necessidades. E iriam perceber claro como o dia, que eram imperfeitos, e eram imperfeitos porque lhes faltava justamente os 180 graus negativos do cristianismo; mas que agora se tornaram pessoas realmente completas, pois recebera no seu ser a fecundação cristã.

O mesmo iria ocorrer com os cristãos, quando Deus lhes dissesse, estando no seu lado oculto, o marxismo: Subi para cá! (Apocalipse 11.11) E quando os cristãos chegassem neste lugar onde Deus está iriam perceber claro como o dia as razões de suas imperfeições. E unindo o seu ser à materialidade do socialismo, iria então se tornar à imagem e semelhança do Cristo da cruz; pois então eram à imagem e semelhança do Cristo da cruz sim, mas NA MEDIAÇÃO de Paulo. E Jesus é Paulo, certamente, mas sem as imperfeições de Paulo; como é também, Marx, mas sem as imperfeições de Marx, certamente. (Ora, as “imperfeições” de Paulo é tão somente a ausência no seu sistema de socialismo, como as “imperfeições” de Marx é tão somente a ausência no seu sistema de cristianismo. Se acham inseridos na história, mas no seu lado teológico ou materialista, não assim como o Cristo da cruz que carrega a História em seu cântaro. Daí não haver Nele espaço para o imperfeito).

A Questão da Teologia da Libertação

Quando o Marxismo caia também caia a Teologia da Libertação.

Como explicar a queda da Teologia da Libertação?

Ora, a sua “queda” foi tão somente que o Absoluto começou a sair do seu lado claro e a ir para o seu lado oculto. Por conseguinte este lado claro foi ficando escuro, preparando as condições para a Serpente Original sair de sua "toca" e agir, como saiu da toca e agiu em todo o Leste Europeu.

E por que Deus o deixou? Por abandono? Que isto nunca aconteça! O deixou por um ato de amor. A Teologia da Libertação representava o imperfeito, o que é em parte, e ao sair Deus pretendeu corrigir as suas imperfeições, tornando-a perfeita. Tinha o fundamento material de Jesus, que ele deu a Marx, mas lhe faltava o fundamento espiritual, que ele deu a Paulo.

E para ser mais claro, a queda da Teologia da Libertação foi Deus dando prosseguimento à obra de libertação. Deus decidira libertar os pobres, em primeiro lugar, de toda e qualquer opressão. E com a Teologia da Libertação ele lograra êxito na libertação material. Mas os pobres libertos materialmente por ela continuaram sofrendo e carregando todo o peso da opressão espiritual de Sodoma. Foram libertos do jugo material do Egito-Capitalismo, mas continuaram sendo oprimido pelo jugo espiritual de Sodoma-Paganismo. De modo que ao sair da Teologia da Libertação e ir para o lado claro, no caso os evangélicos, então Deus iria lhes dizer: Subi para cá! Subi para a Nova Jerusalém! E quando chegassem onde Deus está agora é que iriam perceber as razões de suas imperfeições e as razões de sua queda, por causas externas sim, mas também por causas internas. De fato, quiseram lançar vinho novo em odres velhos (o caso do Marxismo). O verdadeiro socialismo iria somente surgir a partir do fundamento espiritual do Cristianismo, disto que deixou de ser superestrutura para ser infra-estrutura. A partir de onde Deus operara a revolução espiritual. Destarte, iria ser construído não apenas para satisfazer as necessidades do estômago, mas também, e muito mais, para satisfazer os anseios de igualdade do coração.

Edson Maciel

Deus é espírito, e toda obra que faz é através de homens e mulheres, seus vetores, seus avatares. Deus escolhe, capacita e então faz acontecer. Façamos uma pergunta: o fato de Edson Maciel ter feito mudanças em sua vida, saindo do catolicismo e indo para os meios evangélicos, batistas, sem jamais desprezar a igreja católica, de seus pais e de seus parentes, teria sido esta a mudança do Absoluto? O fato de Edson Maciel ter adquirido a convicção de que a Teologia da Libertação vai ressurgir, e a convicção agora é de que ela vai ressurgir através do povo evangélico, Deus estaria se personificando em Edson Maciel para então se estender para todo o povo evangélico? De modo que toda a luta da Teologia da Libertação, que nas décadas de 70, 80 e 90 foi conduzida pelos católicos, agora será conduzida pelos evangélicos? Que expulsarão do seu meio a Teologia da Prosperidade para colocar no lugar a Teologia da Libertação? E nesta mudança o fundamento não mais estando em Marx senão que em Paulo? De modo o socialismo ser construído agora na interioridade das pessoas, das pessoas que passaram por transformações espirituais, receberam em seus seres o amor evangélico, para depois ser construído nas estruturas de poder? (Ora, é esta a intuição última do pensamento zapatista).