quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Cavaleiro no Egito

''Cavaleiro do Apocalipse'' no meio dos protestos no Egito

Uma misteriosa figura foi vista nos noticiários de TV durante exibição de uma reportagem sobre mortes ocorridas nos protestos do Egito. Rapidamente muitos telespectadores passaram a questionar: “Seria este o quarto cavaleiro do Apocalipse?”

As imagens foram gravadas pelo canal Euronews e retransmitidas posteriormente pela MSNBC, pela CNN e chegaram rapidamente ao YouTube.

Entre a multidão de manifestantes e barricadas, o vídeo mostra uma figura fantasmagórica que para alguns lembra um cavaleiro montado em um cavalo amarelado. Ele permanece por alguns instantes na tela antes de aparentemente voar sobre a cabeça dos manifestantes.

Vários sites e foruns cristãos na internet têm debatido o assunto nos últimos dias. Enquanto alguns alegam que trata-se apenas de um reflexo na lente da câmera, outros creem ser um sinal divino. Para comprovar isso, citam um texto do livro de Apocalipse: “Então vi um cavalo amarelo, e o nome daquele que o montava era Morte. E seguia atrás dele outro cavalo, e o nome do que montava neste era Inferno. Eles receberam domínio sobre a quarta parte da terra para matar pela guerra, pela fome, pela doença e por intermédio dos animais selvagens da terra” (Ap 6.8, NBV).

A estranha figura pode ser vista a partir de 1:17 do vídeo abaixo:



Há quem diga que trata-se de uma montagem feita por computador para gerar pânico. Mas nosite da Euronews é possível ver que as imagens que estão no YouTube não são diferentes das que foram ao ar na semana passada. Por outro lado, alguns estudiosos de profecias têm ligado essa imagem às recentes mortes misteriosas de animais em diversas partes do mundo.

O que parece ter aumentado a convicção em determinados setores cristãos é um vídeo gravado poucos dias antes da aparição do “cavaleiro”. A autointitulada profetisa Cindy Jacobs convocou igrejas de todo o mundo a orar e jejuar pelo Egito. Ela disse ter recebido uma revelação de que Satanás estava naquele país instigando as massas e tentando provocar uma Terceira Guerra Mundial.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Pastor Ricardo Gondin

Pastor Ricardo Gondin, Deus e os Arautos Celestiais

O pastor Ricardo Gondin, da igreja Betesda, escreveu em seu blog que estava muito apreensivo de que o Brasil se torne um país “crente”, que segundo ele é sonho do “subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como movimento evangélico”. Será um efeito devastador contra o mundo da cultura, se perguntando ele: como os puritanos evangélicos irão tratar um Nei Matogrosso, um Caetano Veloso, uma Maria Gadu? O que farão de poesias sensuais como a “Tatuagem”, de Chico Buarque, e “Carinhoso” de Pixinguinha? Com certeza não serão mais lidas e nem ouvidas; as rádios serão proibidas de executá-las. E o pastor Ricardo Gondin continua sombrio quanto a um Brasil evangélico. Irão acabar com todo o folclore; o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá, a Folia-de-reis. O futebol morrerá. Todos serão proibidos não podendo mais ir aos estádios, ou de ligar a TV no domingo. Até mesmo o racha, a pelada de final de semana, deixará de existir. E o pastor Ricardo Gondin não vê a devastação evangélica restrita apenas ao campo da cultura e da literatura brasileira. Ela terá outras caras. A tal ponto que ele vê esse Brasil evangélico restabelecendo na universidade brasileira de forma obrigatória o ensino do Criacionismo, desqualificando Charles Darwin como alucinado, e pesquisando sobre Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso, Nietsche, apenas para apresentá-los à sociedade como desajustados e hereges. E o pessimismo do pastor Ricardo Gondin quanto a um Brasil evangélico se mostra com mais clareza quando ele vê os conflitos com a igreja católica se acirrando e com certeza se descambando para guerra religiosa.

E chama à atenção que pastor Ricardo Gondin diz que passou quinze anos refletindo sobre isso, e que agora tomou a coragem de tornar público esse profundo pessimismo quanto a um Brasil evangélico.

Pastor Ricardo Gondin teria sido um homem que Deus estaria usando para nos transmitir um recado, ou o seu pessimismo de um Brasil evangélico pertence ao campo da subjetividade?

Com certeza pastor Ricardo Gondin foi um homem usado por Deus que quer transmitir ao seu povo algum recado. Afinal não é apenas ele que tem essa visão negativa de um Brasil evangélico, há um exército grande expressando o mesmo temor, especialmente quando os censos são divulgados e se constatou aumento dos evangélicos. Um dos últimos artigos de Leonardo Boff, onde ele procura “enquadrar” naturalmente os evangélicos aludidos pelo pastor Ricardo Gondin; de que eles não podem avançar sobre as diferenças culturais e religiosas, respeitando a igualdade, que confere a diversidade o direito à existência, o aparvalhamento de Leonardo Boff nesse artigo já foi resultado desta preocupação.

Mas temos de tranqüilizar o pastor Ricardo Gondin e todos que um Brasil assim nunca virá a ser realidade. Os evangélicos supram citados certamente que procedem de Deus, é Deus, mas na sua mediação teológica. Deus também tem se revelado na mediação antropológica, como tese e antítese. E podemos rastrear essa manifestação antropológica como iniciada em Constantino, ganhando qualidade teórica em Tomás de Aquino, e se revelando em qualidade nos teólogos Humanistas e da Teologia da Libertação, sendo Carl Rahner e Rudolf Bultmann o ponto inicial desta qualidade antropológica. Se Deus construiu sua linha teológica, cujo escopo é estes evangélicos aludidos pelo pastor Ricardo Gondin, por outro construiu a sua linha antropológica, cujo escopo é os progressistas católicos e protestantes.

Então não vamos ter um Brasil jamais evangélico, mas iremos sim ter um Brasil DO EVANGELHO! As duas linhas de Deus se convergirão para construir um novo Brasil.

O que muda? Em um Brasil evangélico certamente que os estádios de futebol seriam transformados em palco para a música gospel, subindo no palco banda e descendo do palco banda, como observou pastor Ricardo Gondin. Mas num Brasil DO EVANGELHO os estádios continuarão sendo palcos do futebol. O que mudará é que acabará com essa divisão entre torcidas, pois esses torcedores que vão aos estádios para xingamento do juiz, para quebrar alambrados, agredirem torcedores rivais com paus e pedras, esses torcedores deixarão de existir. Justamente porque no Brasil DO EVANGELHO esses evangélicos que pastor Ricardo Gondin os chama de “subgrupos do cristianismo” e que Leonardo Boff procurou “os enquadrar” estarão presentes e ativos

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A REVOLUÇÃO QUE NÃO EXISTIA SENÃO QUE PARA IMPEDIR A QUE QUERIA EXISTIR


Ademar Souza e Silva < pastorademar@gmail.com> escreveu:
JESUS CRISTO É A NOSSA VITÓRIA!!!!!!!!!!!!!!!!!! 1Jo
Querido e amado Adamir Gerson.
Parabéns.
Você é um grande escritor.
Gostei.
Li e reli avidamente seus escritos.
Muito obrigado.
Eu te amo em nome de JESUS CRISTO.
Continue firme.
Você é um homem iluminado.
Aleluia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
EU SOU A LUZ DO MUNDO.
QUEM ME SEGUE,
NÃO ANDARÁ EM TREVAS.
MAS TERÁ A LUZ DO MUNDO. João 8.12
Saúde prá você.

Pr. Ademar
A REVOLUÇÃO QUE NÃO EXISTIA
SENÃO PARA IMPEDIR A QUE QUERIA EXISTIR

Por volta do ano de 97, 98 Adamir Gerson conheceu os jovens da UJS (União da Juventude Socialista), entidade ligada ao Partido Comunista do Brasil.

Tendo ficado no meio deles, indo e vindo com as boas novas, no ano de 99 foi surpreendido pelo jovem Ronaldo dizendo ele para Adamir Gerson que estavam se preparando para a revolução que ia ocorrer dentro de aproximadamente cinco anos. Por volta do ano de 2004, 2005, no mais tarde no ano de 2006, vai explodir a revolução proletária no Brasil. E então os burgueses irão comer o que a nossa mão der. E ele dizia isto com a maior das certezas, dizendo que em todo o Brasil estava havendo preparações para a grande revolução.
E Adamir Gerson ficou pasmado, e ao mesmo tempo indignado com o que ouviu. Sabia que no Brasil não existia preparação alguma para a revolução comunista, tampouco clima para ela. O que realmente estava por detrás daqueles jovens, os alimentando de uma  esperança fadada a lhes trazer frustração?

Bem, o tempo declinado por Ronaldo para explodir a revolução proletária chegou, 2004, 2005, 2006, e o que vimos? Que revolução os nossos olhos presenciaram comandando aqueles que incutiam na mente daqueles jovens que estava em curso no Brasil preparações para a eclosão da revolução comunista, que por volta do ano de 2005 ia acontecer? O que vimos os dirigentes do PC do B comandando por esses dias, no tempo designado? Que revolução eles comandaram por esses dias para além de fazerem parte de uma coalizão de partidos que por todos os ângulos de análise é um clone da aliança de partidos que o falante e mestre do disfarce Kerensky construiu na Rússia, não para transformar o país, porque Kerensky era destituído de capacidade intelectual para tal, mas apenas para se sustentar no poder e satisfazer a sua vaidade de poder?

Mais ainda, e aqueles jovens, cerca de doze, onde estiveram no tempo designado por eles para acontecer a tão esperada revolução proletária? O que se sabe com certeza é que todos se dispersaram cada qual lutando como pode para a sobrevivência, e o líder deles, Helinho, em crise existencial, se entregou por um tempo a estudos com as Testemunhas de Jeová, pois, deveras a pregação das Testemunhas de Jeová de que a terra vai se transformar em um paraíso, onde todos viverão em absoluta igualdade, desperta o interesse de qualquer marxista. A sua leitura é um bálsamo para a alma.

Pois é, temos de reconhecer: aqueles jovens eram sinceros. Viviam uma terrível opressão, material e espiritual, sofrendo na carne e no espírito as agruras do desemprego e dos baixos salários dos pais, e não raro também a humilhação e a dor de pertencerem a lares com pais trocados e irmãos e irmãs entregues aos vícios. Mas aqueles jovens um dia tiveram a sorte de entrar em contato com líderes do socialismo. Eles lhes falaram do socialismo. Acordaram neles a existência de outro mundo, em que a presença daqueles que os humilham e os escravizam é nula; não existem. É um mundo novo, onde os que constroem são eles mesmos que moram, os que plantam são eles mesmos que comem, e os que trabalham usufruem plenamente do trabalhão de suas mãos.

Façamos a pergunta: uma vez que a Revolução é Deus, e em Deus a Revolução existe nos seus dois estágios, o estágio da lei, de luta de classe, de ódio e confronto revolucionário, estágio de Moisés, e o estágio da graça, de reconciliação, de amor revolucionário, estágio de Jesus, e uma vez que Deus guardou o seu estágio de lei para acontecer na Rússia czarista e o seu estágio de graça para acontecer no Brasil, ora, façamos novamente a pergunta: quem incutia naqueles jovens que a revolução estava em curso no Brasil e que por volta do ano de 2005 ela iria eclodir, começando a fazer novas todas as coisas: eram os líderes do PC do B ou era Deus?
Se Deus tinha a revolução da lei para realizar, vermelha, de Esaú, do Esaú que preferiu o alimento da terra ao alimento do céu, e Deus começou a preparar a força material de sua realização no ano de 1903, em Londres, quando deu vida ao movimento bolchevique, a partir de então enviando os seus mensageiros para o lugar de sua realização, a Rússia czarista, a fim de preparar a sua vinda, em que a prata e o ouro dos ricos e dos poderosos sacerdotais e governamentais não iriam livrá-los da ira Divina; iriam clamar amargamente e a maneira que Deus iria lhes responder seria bater as suas cabeças contra os rochedos, derramando o seu sangue como pó e as suas vísceras como fezes, assim como vaticinado pelo profeta Sofonias (1), e tudo isto começou realmente a acontecer naquele abril de 1917, quando os pés de Lênin pisaram o solo russo, vindo do exílio, sim, e se Deus tinha também para realizar a revolução da graça, branca, de Jacó, do Jacó que preferiu o alimento do céu ao alimento da terra, um novo socialismo, espiritualizado, em que Deus e a religião não são tidos mais como ópio, mas como fundamentos da libertação, e ele começou a preparação da força material de sua realização naquele ano de 1906, em Los Angeles, quando deu vida ao movimento pentecostal, a partir de então enviando os seus mensageiros para o lugar de sua realização, o país Brasil, com Daniel Berg e Gunnar Vingren entrando pela porta de entrada de Belém do Pará, porta de entrada indicada pelo Espírito, começando então a sua preparação, para a vinda gloriosa de Jesus Cristo, em que ele iria agora, pelas suas infinitas misericórdias, tratar aqueles que clamaram amargamente e a sua prata e o seu ouro não os pode livrar, com amor e não mais ódio, trocando os seus corações de pedra por corações de carne, lhes dando o novo nascimento, com eles, de posse de um novo entendimento e de um novo sentido para as suas vidas, no lugar da busca incessante das riquezas agora a busca incessante de Deus, assim como aconteceu com ricos nos dias apostólicos que trocaram a proteção das riquezas pela proteção de Deus, de modo que o amor de Deus dirigido a eles encontrou a contra-partida, ora, se Deus tinha também a revolução da graça para realizar, façamos pois a pergunta: será que quando aqueles jovens passaram a crer piamente na iminência da revolução, era inevitável, não teria sido o próprio Deus respondendo aos seus anseios de libertação, Deus colocando neles a sua semente? Que realmente se achava em curso no Brasil preparações para a revolução? Deus tendo dado a eles a forma desta revolução, a branca, da graça, mas permitiu que o seu conteúdo fosse preenchido com o conteúdo da revolução marxista? De modo que no tempo certo, o tempo do soar da última trombeta, da ressurreição dos mortos, então Deus chegaria removendo o conteúdo marxista e no lugar colocando o verdadeiro conteúdo, nascido no sacrifício da cruz, Daquele que se deixou morrer para que todos os muros de separação fossem abolidos e todos tivessem a sua paz?

E como a sua semente germinaria? Ora, no momento em que o jovem Ronaldo ouvir o relato de Adamir Gerson, por certo que se lembrará de que naqueles dias ele e os demais jovens da UJS acreditavam piamente que por volta do ano de 2005 iria acontecer no Brasil a revolução comunista. E ele, passado seis, sete anos, não somente vendo que a revolução não aconteceu como, também, agora com a mente esclarecida, passando a compreender que não aconteceu porque não havia tal para acontecer, era uma das tantas coisas na mente sem correspondência na realidade, no plano objetivo, por certo que Ronaldo raciocinará assim: "Poxa, Adamir Gerson parece estar com razão. A revolução que os líderes nacionais do  partido incutiram nas nossas cabeças que iria acontecer por volta do ano de 2005, hoje estamos conscientes de que era apenas palavras concebidas para manter acesa a nossa fé e não deixar que nós desmorecessem e deixassem de lutar por um novo mundo, livre de toda e qualquer exploraçãonos desmorecer na certeza de que um dia chegará a nós um novo mundo, totalmente sem exploração, em que todos têm segundo as suas reais necessidades.” E o jovem Ronaldo, já com um espírito completamente renovado, em nova dimensão revolucionária, real, iria completar, desabafando com o que ouve hoje de que o PCdo B no governo tem se metido em negócios escusos: Era apenas conto da carochinha que contavam para jovens que estavam nascendo para o socialismo, e que hoje se depara com uma realidade cruel.
Por certo que o jovem Ronaldo haverá de prosseguir: "Pois é, fazendo uma recapitulação de tudo, e dando aos fatos o seu verdadeiro valor, agora começo a compreender que a fala de Adamir Gerson segundo a qual naqueles dias havia mesmo uma preparação no Brasil para a revolução, mas era para a revolução do Evangelho e não para a comunista, começo a compreender que a fala de Adamir Gerson é por demais verdadeiras. Afinal, revoluções são feitas pelas massas proletárias, de modo que quando se acham prestes a eclodir os seus sinais, a sua efervescência mesmo, é notada nas massas, na sua impaciência por mudanças divisadas pelo espírito e que estão demorando a se revelar na prática. Sem esses sinais anunciadores, sem essa efervescência nas massas populares, revoluções não acontecem, como não está acontecendo a revolução comunista porque naqueles dias não havia sinal algum seu nas massas proletárias, a não ser em uma minoria reduzida de intelectuais e estudantes, entre os quais eu me incluía..." Por certo que o jovem Ronaldo concluirá o seu juízo, assim dizendo: "Pois é, as palavras de Adamir Gerson são por demais verdadeiras. Afinal esse aumento vertiginoso do povo evangélico, pode ser indicativo de que realmente se acha em curso no Brasil essa revolução do Evangelho, que há de construir o socialismo a partir da transformação espiritual, a partir de corpos transformados espiritualmente, com o poder de abrigar e sustentar o vinho novo do socialismo. E essa transformação espiritual, que ele diz é imprescindível para a nova revolução, realmente a vemos nas igrejas evangélicas. É impressionante como as igrejas evangélicas crescem, em qualquer lugar da cidade encontramos uma, e todas com os seus bancos lotados. Será que essas igrejas evangélicas não seriam hoje o germe dos sovietes de ontem, que deram vida à revolução comunista, de modo que elas irão dar vida à revolução do Evangelho, à revolução do amor e da reconciliação de todos com Deus e com seu filho Jesus?

John Acquila Brown

John Acquila Brown. No ano de 1823 circulou em Londres o livro The Even – Tide (a noite) publicado por John Acquila Brown. Interpretando a profecia dos sete tempos que aparece no livro do profeta Daniel (4.16-17) Brown entendeu que este era um tempo profético de 2520 anos, ao final do qual o domínio político de Deus seria restabelecido. De modo que este longo período de 2520 anos representava o tempo em que a terra ficou sem governo divino, tendo sido o rei Zedequias o último governante do reino teocrático de Javé, uma linguagem que é muito usada pelas Testemunhas de Jeová. Tomando como base e ponto de partida a destruição de Jerusalém pelos caldeus, que ele datou no ano 604ª.c, então, segundo John Acquila Brown, o final deste período profético iria se dar no ano de 1917. No ano de 1917, portanto, o reino teocrático de Javé seria restabelecido e a magnanimidade de sua autoridade seria novamente reconhecida e respeitada.

John Acquila Brown foi verdadeiro na sua interpretação e no seu vaticínio?

Chama à atenção que algum tempo depois de Acquila Brown outro estudioso da Palavra de Deus, Charles Tasse Russel, no ano de 1870 foi também revelado que os sete tempos de Daniel representavam realmente um período de 2520 anos, tempo em que na terra não haveria governo teocrático de Javé, mas ao seu término, enfatizava Russel, o governo teocrático de Javé seria novamente restabelecido e seria este o início da restauração do paraíso terrestre. Apenas que Russel, influenciado por Nelson Barbour – que no ano de 1875 publicou no seu periódico Herald of the Morning (arauto da manhã) que o período dos 2520 anos acabaria no ano de 1914. Barbour partiu do princípio que a destruição de Jerusalém se dera no ano de 607ª.c e não 604ª como anteriormente afirmado por John Acquila Brown – sim, apenas que Russel, influenciado por Barbour, creu que o ano em que Deus iria restabelecer o senhorio do seu governo na terra era o ano de 1914. Tendo passado o ano de 1914 e nenhum acontecimento a indicar o aparecimento do governo divino da terra, a guerra que neste ano adquiriu proporções mundiais Russel a descartou, a verdade é que no ano de 1916, pouco antes de morrer, de forma confusa, começou a achar que o socialismo, que por todos os cantos da terra ameaçava irromper como nova forma de governo diferente de tudo que existia, pudesse ser o fenômeno real da profecia ou que estaria de alguma forma ligada a ela.

Mas, deixemos de lado Charles Tasse Russel e Nelson Barbour e voltemos a John Acquila Brown. Bem, o período dos 2520 anos se cumpriu mesmo no ano de 1917? O reino teocrático de Javé, representado nos reis de Israel, e que findou na destruição de Jerusalém por parte dos caldeus, sendo Zedequias seu último ocupante, ele foi restaurado no ano de 1917? Mais ainda, já tomando os acrescentamentos de Charles Tasse Russel, neste ano de 1917 começou mesmo a restauração do paraíso terrestre?

Ora, no dia 2 de novembro do ano de 1917 ocorreram dois acontecimentos de grande monta que podem estar intimamente ligados ao vaticínio de Brown. E quais foram eles? A assinatura da Declaração Baulfour e a “assinatura” da Revolução. Neste dia tanto o chanceler britânico Lord Balfour assinou a histórica Declaração Balfour, que outorgou de forma oficial ao povo judeu o direito de retornar à Palestina e construírem ali para si um “Lar Nacional”, deixando de andar peregrino e de ser enxotado de nação em nação, como também Lênin e os líderes bolcheviques decidiram pela realização da revolução, de uma revolução que iria dar aos trabalhadores um “Lar Nacional”, o socialismo, com eles deixando de ser oprimidos pelos patrões e de ser enxotados de emprego em emprego.

Como analisar que o socialismo irrompeu na terra, mesclado, misturado, indissoluvelmente ligado ao judeu? A tal ponto que não somente foram tanques soviéticos que derrubaram os portões e muros dos campos de concentração nazista e libertaram os prisioneiros judeus como foi os soviéticos o responsável maior pela criação do Estado de Israel em 48? Estados Unidos ficou do lado da Inglaterra que apoiava os árabes em sua luta contra o recém criado Estado de Israel, mas a União Soviética lhe deu apoio decisivo, não só diplomático (os Estados Unidos se absteve) como também foram armas comunistas postas em suas mãos razão de sua vitória?

Como explicar que não somente líderes importantes da revolução eram judeus, como Marx e Trotsky, ou meio-judeus, como Lênin, mas também o Conselho dos Comissários do Povo, instância máxima de poder da Revolução, das suas 556 cadeiras nada mais nada menos que 457 eram ocupadas por judeus? Sem falar, claro, no embrião do socialismo que foi construído pouco antes pelos judeus, os kibutzins? E podendo ser acrescentado até mesmo os “pogroms”, feito pelo Czar contra os judeus, pois entendiam que os judeus eram a causa da revolução e da desordem, e acabar com os judeus era acabar com eles?

Segundo George Riffert no seu livro A Grande Pirâmide de Gizé o comunismo foi gestado no ventre da Liga Judaica. Simplesmente saiu das entranhas do judeu. Isso é verdadeiro?

Bem, John Acquila Brown foi verdadeiro no seu vaticínio? O que teria de fato acontecido naquele ano de 1917 ligado aos mistérios profundos da Palavra de Deus?

Ora, o que aconteceu neste ano de 1917 foi tão-somente que se deu o aparecimento DO FRUTO DO REINO e a sua respectiva SEMENTE. O fruto do Reino sendo o judeu Marx – personificado no triunfo do socialismo – e a sua semente, Abraão, personificado no Sionismo, o que explica a revolução – movimento de emancipação da classe trabalhadora – e o sionismo – movimento de emancipação do povo judeu – ter se manifestados juntos, entrelaçados entre si, pois quê o fruto quando se manifesta trás dentro de si sua respectiva semente, que ao seu plantio desaparece para dar lugar a arvore, mas que no final do processo reaparece junto ao fruto.

Mas, como a semente possui em si dois gametas, e eles são a causa do fruto e se acham presentes nele, sendo a carne do fruto o resultado do seu gameta masculino e o seu sabor específico e docilidade no seu lugar amargo o resultado do seu gameta feminino, ora, a verdade é que tanto a semente do Reino, o judeu, como o seu fruto, o socialismo, se manifestaram carregando ambos a sua negação. A sua negação dialética, sendo a negação do socialismo o cristianismo e a negação do judeu o palestino. Depois de choques e entrechoques o final é que iria dar-se entre eles a reconciliação, com o socialismo se reconciliando com o cristianismo e o judeu se reconciliando com o palestino, osso do mesmo osso, uma só carne, um só espírito. E podemos dizer que esta reconciliação já foi divisada no horizonte pelo espírito, estando a caminho já o seu processo no aguardo de consumação: por um lado a Escola de Frankfurt – movimento de judeus marxistas que principiou a uma reconciliação do marxismo com o cristianismo – e de outro os acordos de paz firmados por Yitzac Rabin e Yasser Arafat no ano de 93, em Oslo, e que eram preâmbulo para a completa harmonia entre os dois povos a ser conseguida proximamente.

Ora, sabemos que os vaticínios sobre os sete tempos de Daniel apontavam para um período de tempo de 2520 anos ao final do qual Deus iria restabelecer o senhorio do seu governo teocrático, sim, sabemos que seus vaticinadores mais exaltados, em especial Charles Tasse Russel, foram claros de que este governo teocrático não era tão somente o renascimento da nação de Israel, mas, muito mais, o estabelecimento do governo de Deus que iria iniciar todo um trabalho para a construção do paraíso terrestre, em todo o orbe terrestre pois quê no princípio tudo estava nas mãos de Deus. Não iria reiniciar-se o mesmo ciclo, mas seria um novo tempo, em que a presença de Deus não estaria mais presente e limitada a uma única nação, mas seria presença universal. Ora, façamos a pergunta: o governo socialista que foi vitorioso naqueles anos de 1917, 1918 e 1919 a sua forma de governar era então já a construção deste paraíso terrestre? Como o profeta Isaías descreveu o início da construção do paraíso terrestre? “Pois eis que crio novos céus e uma nova terra; e não haverá recordação das coisas anteriores, nem subirão ao coração. Mas exultai e jubilai para todo o sempre naquilo que estou criando. Pois eis que crio Jerusalém como causa para júbilo e seu povo como causa para exultação. E eu vou jubilar em Jerusalém e exultar pelo meu povo; e não se ouvirá mais nela o som de choro, nem o som dum clamor de queixume. Não virá a haver mais um nenê de poucos dias procedente daquele lugar, nem ancião que não tenha cumprido os seus dias; pois morrer-se-á como mero rapaz, embora da idade de cem anos; e quanto ao pecador, embora tenha cem anos de idade, invocar-se-á sobre ele o mal. E hão de construir casas e as ocuparão; e hão de plantar vinhedos e comer os seus frutos. Não construirão e outro terá morada; não plantarão e outro comerá. Porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore; e meus escolhidos usufruirão plenamente o trabalho das suas próprias mãos (...).” (Isaías 65.17-25) (O grifo foi meu).

Claramente o profeta Isaías está contrapondo dois sistemas sociais, um em que aqueles que plantam e constroem não comem e não moram, mas outros no seu lugar comem e moram que é entendido de forma clara como constituídos daqueles que não plantaram e não construíram.

Ora, esta forma de governo pela primeira vez na História se deu com a revolução socialista. Ela suprimiu a figura do proprietário de mão de obra de modo que aqueles que plantavam e construíam o faziam para si próprio. Tanto é que no socialismo a falta de moradia e a falta de comida foram resolvidas. E quando o profeta Isaías está descrevendo este reino futuro, a ser trazido por Javé, e diz que os escolhidos de Deus “usufruiriam plenamente do trabalho das suas próprias mãos” é claro este novo sistema social ser o socialismo, pois nele não há a figura do capitalista para extrair mais-valia do trabalho do trabalhador. Ele usufrui plenamente do trabalho de suas próprias mãos. (Para aprofundar a questão ver a parábola que aparece em Mateus 20 onde Jesus lança mão de símbolos para, através deles, descrever o reino futuro de Javé).

Como foi dito que se cumprindo a Palavra de Deus, e não a palavra do homem, então naquele final do ano de 1917 se deu este cumprimento profético, Daniel, Sofonias – mas também profetas modernos que foram usados pelo Deus que não faz nada sem antes revelar aos seus escravos, os profetas, e estamos falando de John Acquila Brown e até mesmo de Charles Tasse Russel – de modo que Deus restabelecia a sua soberania e a sua autoridade política a partir tanto do socialismo como do sionismo (mas socialismo e sionismo ainda na existência de negação, tese e antítese, ainda não síntese, de modo que o socialismo era Esaú desligado e sem a complementação de Jacó, Cristianismo, e o sionismo era Jacó desligado e sem a complementação de Esaú, Palestino; mas, na síntese, iria haver a completa reconciliação, o socialismo iria reconciliar-se com o cristianismo, deixando de ser Esaú este e deixando de ser Jacó aquele para agora os dois serem Isaque, e agora no corpo e na figura de Isaque se porem à construção do reino da liberdade concreta em que cada um tem segundo as suas necessidades, e o mesmo se dizendo de judeus e palestinos que agora no corpo e na figura de Isaque iriam pôr-se realmente à construção da Nova Jerusalém, Nova Jerusalém esta que será mesmo a capital desta terra construída por cristãos e marxistas, e é uma cidade assim, não tem qualquer barreira de divisão e de separação, mas é cidade livre, em que judeus e palestinos, bem como cristãos, atravessam-na de lado a lado sem haver que os interrompa e indague: para onde vais, ora, sendo assim, vamos fazer mais uma análise para que a questão se torne ainda mais madura na mente e no coração daqueles que são limpos de mão e puros de coração (Mas, antes de prosseguir, é preciso esclarecer: não que deixam de ser Esaú e Jacó para ser Ismael, desse modo adquirindo uma nova identidade espiritual. Não, mas o seu sentido profundo é que evoluem, amadurecem e acabam, pois, descobrindo no outro a sua complementação. A sua geminilidade. De modo que se reconciliam e começam a transitar entre si NA MEDIAÇÃO DE ISAQUE!). Prosseguindo. Bem, o fato de que os bolcheviques quando fizeram a revolução e já estavam longe na construção do socialismo e as nações imperialistas da terra inteira invadiram a Rússia revolucionária por todos os flancos para impedir o recém-criado estado socialista e esmagar a revolução, trazendo assim o seu povo de volta à casa dos escravos, quatorze nações, as nações mais seletas, Turquia, Japão, França, Inglaterra, Estados Unidos, querendo impedir o nascimento do recém estado socialista e o esmagar – mas foram esmagadas pelo poder revolucionário, perecendo nas águas do seu Mar Vermelho espiritual –, ora, este fato, que é da mesma essência do fato ocorrido com o nascente estado de Israel, em que as nações árabes avançaram sobre ele para destruí-lo e o esmagar, mas foram derrotadas – bem, esses fatos têm alguma relação entre si, relação que diga respeito aos profundos mistérios da Palavra de Deus? Afinal não somente a mão do judeu foi auxílio ao poder revolucionário na conquista do poder e na sua luta contra o imperialismo como a mão do comunista, trinta anos depois, foi auxilio na criação do Estado de Israel...

Mais fatos esclarecedores. Ora, fazendo leitura da profecia em que Daniel faz menção dos sete tempos (4.25), se deduz que ao seu cumprimento Deus estabeleceria no reinado ou começaria o seu reinado a partir de um povo humilde, pois, contrapondo o orgulho e a soberba de Nabucodonozor, é dito: até saberes que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser até mesmo que estabelece nele o mais humilde da humanidade. E esta dedução ganha verossimilhança quando ao vaticínio de Daniel é agregado o vaticínio do Magnificat, clarividente sobre a questão, que aparece em Lucas 1.46-53, claramente inspirado nas palavras de Daniel, pois quê veja-se o que diz o Magnificat: “(...) Ele tem agido valorosamente com o seu braço, tem espalhado os que são soberbos na sua intenção de coração. Tem derrubado de tronos homens de poder e tem enaltecido humildes; tem plenamente saciado os famintos com coisas boas e têm mandado embora, de mãos vazias, os que tinham riqueza”.

Façamos a pergunta: uma vez que a revolução se deu a partir do proletariado, realmente o mais humilde da humanidade, homens e mulheres rudes, analfabetos, que não possuíam nada senão a sua força de trabalho, e não tinha nada a perder senão as algemas sobre as suas vidas, e há o relato sobre o marinheiro Krilenko, membro do triunvirato encarregado da defesa da marinha, que ao datilografar as suas ordens revolucionárias concernentes ficava com o indicador procurando as letras no teclado máquina, como se diz no jargão popular: catando milho! ... Um toque aqui outro ali... E assim ia aprendendo o ofício de datilógrafo... Sim, o fato da revolução, ter sido feita pelo proletariado seria mais uma prova contundente da origem divina do Marxismo e da Revolução? Foi Javé que estabeleceu o proletariado no poder e no tempo designado?

Como última indagação – e perguntar não faz mal a ninguém: uma vez que o advento da revolução socialista foi cumprimento da Palavra de Deus, se cumprindo até mesmo nos mínimos detalhes, como Isaías 53 se cumpriu em Jesus até nos mínimos detalhes, ora, como explicar que os sacerdotes da Cristandade sempre amaldiçoaram a revolução comunista, vendo-a como obra do homem pecador? Maldição que proferiram contra ela que faz lembrar as maldições proferidas por Balaão contra o povo recém-saído da escravidão, contratado pelo rei Balaque, para uma recompensa, como aparece na carta de Judas? Os sacerdotes da Cristandade seriam tipos dos sacerdotes de Judá, seus arquétipos? De modo que o espírito que esteve naqueles era o espírito que estava nestes?

Certamente que muitos irão refletir, caindo de joelho perante Deus, clamando as suas misericórdias e o seu perdão, procurando conhecer mais os acontecimentos da História na mediação e interpretação da Palavra de Deus e não mais no interesse e na interpretação dos homens.

Como indagação, vejamos o que diz Daniel sobre o sonho do rei Nabucodonozor sobre a arvore que nasceu pequena, mas que cresceu sendo vista de todos os lugares da terra.frondosa que teve

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Editorial

A Palavra de Deus descreve de forma impressionante as condições do mundo nos últimos dias. Os homens seriam amantes de si mesmos e do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, traidores, mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus. Mas, a mesma Palavra diz que quando estas coisas estivessem acontecendo era para levantarmos a nossa cabeça porque tinha se aproximado a nossa redenção.

Quem iria trazer a redenção? De onde viria a redenção? Iria ser trazida pelo mesmo Deus cujos escravos clamaram a ele por causa dos opressores e ele lhes enviou a libertação, por enviar no seu meio Moisés e Arão.

E esta Redenção Deus está trazendo por intermédio dos Arautos Celestiais, que desde o ventre da sua mãe vinham sendo preparados para esta grande obra de Deus para os dias finais. Todas as descrições de IITimóteo 3 sobre os últimos dias estão aí para confirmar o valor, a verdade e a exatidão da Palavra de Deus. Então temos de crer no desdobramento da palavra profética, o ato segundo, que mostra a reação de Deus a todo este estado de coisas pecaminosas, que se daria por enviar a sua redenção, que a está enviando por intermédio dos Arautos Celestiais.

Vós que acreditais no cumprimento da Palavra de Deus regozijai-vos! E sejais vós as primícias que levantou a cabeça e foi ao encontro da Redenção de Deus, que ele está trazendo por intermédio dos Arautos Celestiais. Sejais como os anciãos de Israel que ouviram que Deus tinha ouvido seus gemidos e enviado a sua libertação e creram, e foram ao encontro de Moisés e Arão para serem participes em toda a sua glória.

A Mãe de Jesus, Estrela do Norte e a Sétima Aparição

Nossa Senhora de Fátima, Estrela do Norte e o Mistério da Sétima Aparição

A questão ulterior envolvendo Nossa Senhora de Fátima apenas confirma uma das assertivas máximas contidas na Palavra de Deus: o mundo jaz no poder do Maligno! E o Maligno tem um modo próprio de operar que é idêntico ao longo dos tempos. Não é criador, mas a obra que o Criador está fazendo ou vai fazer de certa forma ele a vai açambarcar e a colocar a seu serviço. Vai deturpar a bel prazer. Isto tem sido uma constante ao longo dos tempos. As Sagradas Escrituras se acham repleta de relatos assim.

Mas, a Palavra de Deus fala de Jesus como aquele que veio “para desfazer as obras do diabo”. Ao final Deus se manifesta, resgata a sua obra das mãos do Maligno, pisa na sua cabeça, esmaga-o, e a sua obra então ganha a glória que nasceu com ela. Numa grandiosidade muitíssima maior.

Estamos no ano de 1917, e narra-se que neste ano a mãe de Jesus apareceu a três pequeninos pastores na cidade de Fátima, Portugal. Lucia de Jesus, 10 anos e seus primos Francisco Marto e Jacinta Marto, de 9 e 7 anos respectivamente. Conta-se que apareceu em uma asinheira, e segundo o testemunho dado pelos três pequenos pastores a senhora que viram sobre a asinheira “estava vestida de um branco mais alvo que a neve e era mais brilhante que o sol”. Ela aparecia para os pequenos pastores e quando se ia então majestosamente tomava o rumo do nascente do sol.

A primeira aparição se deu no dia 13 de maio deste ano de 17, e conta-se que ela teria dito no mês da terceira aparição: em outubro vou mostrar todo o meu poder! E pediu para que os pequenos pastores viessem ao lugar por mais três vezes, totalizando seis aparições. No entanto, na primeira aparição, em 13 de maio, ao dizer para os três pastorzinhos que era para eles virem ao local seis meses seguidos, também disse que iria aparecer uma sétima vez, sétima vez esta que tem sido um grande mistério que intrigou a muitos, pois a própria Irmã Lúcia nunca confirmou essa sétima aparição. É verdade, Irmã Lúcia nunca confirmou esta sétima aparição, mas talvez tenha chegado o tempo de sua ocorrência e de sua revelação!

Ora, como ela dissera para os pequenos pastores que no mês de outubro iria fazer um milagre especial, mostrando o seu grande poder, os populares, que já na segunda aparição eram cinquenta que acorreram aos pés da azinheira, e depois foi aumentando, já sendo 15 mil em setembro, a verdade é que neste mês de outubro uma multidão calculada em 70 mil pessoas se juntou no entorno da asinheira. E conta-se que quando Nossa Senhora terminou o colóquio com a vidente e se ia, majestosamente na direção do nascente, então o sol começou a bailar e pareceu se precipitar na terra, aos olhos e ao espírito da multidão presente. E, apesar de céticos no lugar dizerem que não viram absolutamente nada, de sobrenatural, isto não impediu de que um jornal laico da capital, O Século, noticiasse: Coisas espantosas! Como o sol bailou ao meio-dia!

O que teria acontecido em Fátima naqueles seis meses de 1917? É compreensível que os republicanos, tentando acabar com o Portugal supersticioso, um caldo cultural que alimentava as esperanças monarquistas, sim, se faz compreensível que os monarquistas quisessem destruir Fátima no seu nascedouro. Mas, e o clero católico, que no início manteve a mesma distância?

Antes de prosseguir na sua narração é preciso a apresentação de outro fato que com certeza ajudará na compreensão deste novo tempo que está chegando.

Em 1823 o inglês John Acquila Brown publicou um livro com o título The Even – Tide (A Noite) no qual aparecia que o período profético dos sete tempos de Daniel 4.16-17 – interpretado por ele como um período de 2520 anos – o mesmo iria terminar no ano de1917. E exegetas imediatamente posteriores, ampliando a visão de Brown, disseram que este período de 2520 anos tratou-se de um período de tempo em que o trono do governo de Deus ficou vazio, contados a partir da destruição de Judá por parte das forças dos caldeus, sendo o rei Zedequias o seu último ocupante. De modo que entenderam que ao término dos 2520 anos então Deus iria novamente restabelecer o seu governo. Seria então o início da construção do paraíso na terra, disseram.

Bem, voltando à questão de Fátima, o que teria realmente acontecido neste ano de 1917 em Portugal que teria ficado ocultado aos homens? Como explicar que naquele momento em que se encontrou em solo russo, vindo do exílio, os dois homens que segundo John Reed, no seu livro OS DEZ DIAS QUE ABALARAM O MUNDO, foram os “dois pilares da revolução”, Lênin e Trotsky, sim, como explicar que neste preciso mês de maio quando os dois se encontram a mãe de Jesus apareceu aos três pequenos pastores, longe dali, na distante Fátima? Como explicar que ela disse então aos três pastores que viessem seis vezes seguidas, até o mês de outubro, e esta foi sua última aparição, ascendendo ao nascente do sol e não mais sendo vista? Porque se manifestou? O que teria vindo fazer ali? Apenas para pedir para que rezassem o terço ou há algo de mais profundo ocultado por detrás?

A Mulher Vestida do Sol

Apocalipse 12 trás a seguinte narração: E viu-se um grande sinal no céu, uma mulher vestida do sol e tendo a lua debaixo dos seus pés, e na sua cabeça havia uma coroa de doze estrelas, e ela estava grávida. E ela clama nas suas dores e na sua agonia de dar á luz.

Ora, uma vez que esta descrição tem semelhança com a descrição que os videntes de Fátima deram da mãe de Jesus – uma Senhora toda vestida de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente – temos a autoridade suficiente para afirmar que o que ocorreu ali em Fátima não foi outra coisa senão que esta Mulher Gloriosa de Apocalipse 12 se apresentou ao processo de parto, esta transcendência sendo acompanhado imanentemente pelo processo de parto da revolução, que realmente começou a ocorrer naquele mês de maio de 17 no encontro e colóquio de Lênin com Trotsky, o Moisés e o Arão de Deus.

Para ajudar os homens e mulheres de boa vontade, sim, os limpos de mão e os puros de coração que veriam a Deus, é preciso uma análise acareatória entre o texto de Daniel que levou John Acquila Brown naquele ano de 1823 a concluir que o período profético de 2520 anos terminaria em 1917, e que este seria o ano do restabelecimento do governo divino, segundo os exegetas imediatamente posteriores, e o texto do Magnificat.

Ora, uma vez que o texto de Daniel que toca no assunto dos sete tempos simplesmente conclui que “para que os viventes saibam que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser, e estabelece nele até mesmo o mais humilde da humanidade”, ora, não temos nenhuma dificuldade em perceber a sua essência refletida no Magnificat. Senão que vejamos: Ele tem agido valorosamente com o seu braço, tem espalhado os que são soberbos na intenção dos seus corações. Tem derrubado de trono homens de poder e tem enaltecido humildes; tem plenamente saciado os famintos com coisas boas e têm mandado embora, de mãos vazias, os que tinham riqueza.

Bem, o que teria sido mesmo o “em outubro vou mostrar todo o meu poder”? Teria sido mesmo a revolução do 25 de Outubro que ocorreu doze dias depois deste nome? E o bailar do sol ao meio-dia? O que teria sido? Por ventura que o momento de nascimento enfim do seu filho no seu ventre? A última contração da mulher vestida do sol? E o sol ter parecido que se precipitou na terra teria sido então a encarnação na terra de seu filho? Do governo do reino de Deus e a sua construção do paraíso terrestre, segundo os exegetas imediatamente posteriores?

E como explicar o silêncio do clero católico naqueles primeiros dias sobre as aparições de Fátima, só dez anos depois é que decidiram olhar para o ocorrido? Será que é porque raciocinavam e faziam muitos cálculos, e a conclusão lhe eram sombrias? Afinal, o início da aparição em Fátima coincidiu com o início da revolução bolchevique, e quando eles sabiam que a mãe de Jesus dissera que em outubro iria mostrar seu grande poder e encerrou neste mês a aparição, e quando acareavam o Magnificat com as notícias que chegavam da Rússia de que homens de poder tinham sido derrubados de tronos e o mais humilde da humanidade, o proletariado, que Marx disse não possuíam nada senão as algemas sobre seus corpos estavam sendo saciados de coisas boas, ao mesmo tempo em que os que possuíam riqueza estavam sendo despedidos de mãos vazias; chegando às cidades da Europa e da América só com a roupa do corpo, e na ponta da língua as pragas contra o comunismo, ora, é compreensível o seu temor e silêncio, pois uma dedução simples, a mais simples, fazia qualquer um crer que tudo aquilo foi simbolismo do parto do socialismo. Os céus contando em manifestação, simbólico- religiosa, as glórias terrenas que estava realizando.

E fica outra pergunta: se a mãe de Jesus se manifestou para em simbolismo anunciar o socialismo, como feito por homens, mas por homens guiados por Deus, como explicar que algo que saiu inteiramente das entranhas de Deus foi convertido em algo completamente contrário a Deus? Como explicar que a mãe de Jesus, que acabou de mostrar o seu poder no triunfo do socialismo ela foi transformada em patrono do anticomunismo? A tal ponto que na Segunda Grande Guerra todas as forças católicas comprometidas com o nazismo e o fascismo se apresentavam como soldados cumprindo a vontade da Virgem de Fátima, que, segundo eles, queria ver a Rússia soviética banida da face da terra?

O que foi dito no início. Deus faz a obra, mas o Maligno subverte-a e a coloca ao seu serviço. As revelações de Deus concernentes a Fátima se encerraram no dia 13 de outubro daquele ano de 1917; o que veio depois, a enxurrada de “revelações”, e todas elas trazendo uma Virgem Maria em guerra contra o comunismo, isto foi obra da manipulação por parte de homens velhacos e sem qualquer futuro senão a latrina de lixo da história. Mesmo porque a vidente Irmã Lúcia foi enclausurada pelo resto da vida e cerceada no seu direito de falar, mesmo porque a mãe de Jesus disse naquele dia 13 de julho que iria voltar uma sétima vez, e irmã Lúcia nunca reconheceu esta sétima manifestação, o que significa dizer que a enxurrada de revelações que vieram à tona como supostamente reveladas pela Virgem de Fátima procederam de muitas fontes, menos dela.

A Sétima Aparição

Quando a mãe de Jesus apareceu aos três pastorzinhos, naquele dia 13 de maio, e pediu para eles que aparecessem mais cinco vezes, disse também que iria voltar uma sétima vez.

Como compreender no contexto do assunto tratado esta sétima manifestação, que logicamente foi postergada para um futuro não definido?

Compreendemo-la no seguinte: foi falado que na verdade o que ocorreu naquele ano de 1917 em Fátima, Portugal, não foi outra coisa senão que a Mulher Gloriosa de Apocalipse 12 dera à luz enfim ao seu filho.

Então foi dito que a revolução comunista ocorrido na Rússia no final do ano de 1917 foi este filho da Mulher Gloriosa de Apocalipse 12? Sim e não. E vejamos este sim e não.

O Velho Testamento concebeu três mulheres como tipo de Maria, a saber: Sara e Rebeca, e Raquel. E o teólogo-exegeta é livre para trabalhar com qualquer das figuras como tipo de Maria. Se quiser trabalhar a Mulher Gloriosa de Apocalipse 12 como figura de Sara, ou como figura de Rebeca, ou como figura de Raquel, é todo um direito que Deus lhe dá. Embora a sua descrição enseje que seja trabalhada como Sara, pois que o seu filho, que há de governar as nações com vara de ferro, é o Isaque de Deus, e enseja que seja trabalhada como Raquel, pois que o seu filho que há de reger as nações com vara de ferro, é o Benjamim de Deus, todavia a questão da sétima aparição, ainda em pendência, enseja e exige que ela seja também tratada como Rebeca. Ela é Rebeca!

Ora, quem foi Rebeca? Filha de Betuel dada como esposa para Isaque, filho de Abraão. E ao seu tempo ela ficou grávida. E os filhos dentro dela começaram a lutar entre si, de modo que ela disse: “Se é assim, porque é que estou viva?” Com isso ela foi consultar Javé. E Javé passou a dizer-lhe: “Há duas nações no teu ventre e dois grupos nacionais serão separados das tuas entranhas; e um grupo nacional será mais forte do que o outro grupo nacional, e o mais velho servirá ao mais jovem.” Completaram-se gradualmente os seus dias para dar à luz, e eis que havia gêmeos no seu ventre. Então saiu o primeiro, todo vermelho como um manto oficial de pêlo, de modo que o chamaram pelo nome de Esaú. E depois saiu seu irmão, e a mão dele segurava o calcanhar de Esaú, de modo que o chamou pelo nome de Jacó. E Isaque era da idade de sessenta anos quando ela os deu à luz.

Então está explicado, o parto que foi dito ocorreu naquele ano de 1917, nas aparições de Maria em Fátima, e que foi dito o seu filho foi o nascente socialismo, foi na verdade o parto de Esaú! Do vermelho Esaú, homem entendido na caça, homem do campo, mas, noventa anos depois, no ano de 2011, então ela iria dar á luz ao seu segundo filho, Jacó, homem inculpe, morando em tendas. E seria neste preciso momento que ela iria, então, fazer a sétima aparição! O que significa, logicamente, o aparecimento de um novo socialismo, feito à imagem e semelhança de Jacó, que quer dizer um socialismo ligado na terra, mas também ligado à transcendência; ligado aos trabalhadores, para dar-lhes a emancipação material, mas também ligado à burguesia, para dar-lhes a emancipação espiritual. E quem é emancipado espiritualmente só quer para si o necessário para o corpo, buscando a outra pessoa não para tirar dela vantagem, mas para ajudá-la ter vantagem, como são as imagens de ICoríntios 10.24 Em uma palavra, o Jacó que então se manifesta não é o antitético, em disputa com o irmão, mas o sintético, aquele que se reconciliou com o irmão e olhou nos seus olhos e viu a sua face como a face de Deus (Gênesis 33.10). E esta é sem dúvida uma descrição do encontro e da reconciliação final entre o Cristianismo e o Socialismo.

Ora, foi dito que noventa anos depois porque na verdade o parto da revolução socialista começou mesmo no final de 1917, mas foi estar concluído somente em 1921, ao final da guerra civil e o completo triunfo das forças revolucionárias sobre as forças da contra-revolução interna e sobre as forças do imperialismo mundial. E noventa anos quer dizer mesmo o que na Palavra de Deus? Foi aos noventa anos que a estéril Sara deu à luz ao seu filho Isaque, pai de Jacó e Esaú, o que significa dizer que neste ano de 2011 o socialismo que nasce é fundamentado nas forças religiosas cristãs, com elas passando também a dar os frutos materiais do Reino, dessa forma repartindo o fardo da luta com seus irmãos socialistas.

Noventa anos! Seria este o tempo da geração que não passaria sem que todas estas coisas acontecessem?

Estrela do Norte

Sabemos que a manifestação da Mãe de Jesus se deu em Fátima, Portugal, em seis aparições mensais. E que na terceira manifestação ela falou de uma sétima aparição, fora do calendário fornecido por ela aos três pequenos pastores para aqueles dias. E uma vez que já sabemos que esta sétima aparição é toda especial, representa o momento sublime em que ela dá á luz ao seu Jacó, a pergunta a ser feita agora é esta: onde se dará a sétima aparição? Será em Fátima, Portugal, ou será em outro lugar?

Ora, São Francisco de Paula, nascido em 1416, em Paola, Itália, e falecido em 1507 em Plessis les Tours, França, em carta escrita em 1462, em português, e endereçada a Simão Ximenes, fez a descrição profética de um personagem que por todos os ângulos de análise só pode ser o filho varão que diz a Palavra de Deus, em Apocalipse 12, há de pastorear as nações com vara de ferro. Vejamos: "Vossa santa geração será maravilhosa sobre a Terra, entre a qual virá um de vossos descendentes, que será como o sol entre as estrelas. (...) Reformará a Igreja de Deus. (...) Fará o domínio do mundo temporal e espiritual, e regerá a Igreja de Deus. (...) ...se vai aproximando a hora, em que a Divina Majestade visitará o mundo com a "Nova Religião dos Santos Crucíferos"... (...)... purificará a Humanidade, convertendo todos à lei de Deus; será fundador do reino universal de Deus na terra ou da Nova Religião, em que todos adorarão o Verdadeiro Deus. (...) ... será fundador de uma religião como nunca houve."

Como muitos intérpretes desta profecia de São Francisco de Paula viram neste personagem alguém não necessariamente português, mas alguém sim que seria da descendência de Portugal, e muitos chegaram ao ponto de dizer ser alguém brasileiro, mui provavelmente ser brasileiro, bem, se é brasileiro, e tem o testemunho de outro italiano, Pietro Ubaldi, para quem ele é necessariamente brasileiro, será brasileiro, sentencia Pietro Ubaldi, o que importa agora saber é em qual lugar do Brasil a Mãe de Jesus fará a sétima aparição, consumando toda a sua manifestação em Fátima, que quer dizer em última instância a consumação de toda a obra revolucionária, não apenas a partir de Fátima, daquele ano de 1917, mas a partir daquele longínquo momento em que Deus disse para Abraão: “Sai da tua terra...”

Estrela do Norte

No início deste mês de janeiro do ano de 2011 o Espírito do Senhor tornou-se ativo, muitíssimo ativo sobre Enrique Celst. E ele começou a enviar scraps para Gerson Soares de Melo, o Peregrino, e a falar de Estrela do Norte, município que se localiza no interior paulista e lugar onde esse Gerson nasceu naquele ano de 53.

O que sucede é que Enrique Celst, cheio do Espírito, começou a falar que tinha chegado o tempo do estabelecimento do reino universal de Deus, segundo o que aparece em Daniel 2.44. E ele dizia: “Temos de comprar uma fazenda em Estrela do Norte e construir ali a sede mundial do governo de Deus na terra.” E a força do Espírito sobre ele era tal que pelas suas palavras se via no lugar uma grandiosidade muitíssimo maior, incomparavelmente maior, indescritivelmente maior, do que tudo que existe em Fátima, Portugal, pois, deveras, todas as construções de Fátima dizem respeito ao religioso, mas toda a construção do governo de Deus na terra diz respeito ao religioso, mas também ao político e ao grande leque cultural, pois o reino de Deus na terra, deveras, é na verdade a consumação de todo o processo Histórico; era como se ele tivesse sido gestado no ventre da História e trás em si a impressão digital de cada uma de suas manifestações. Tudo o que as manifestações históricas, tanto as que estão nas estantes das Bibliotecas como as que estão em notas de rodapé, sim, tudo o que elas tiveram de positivo e verdadeiro não se perdeu, mas se acham no grande corpo do reino universal de Deus; tudo está no seu cadinho. Pois é, e a verdade é que o Espírito do Senhor era forte sobre Enrique Celst, tão forte, que logo começou a aparecer comunas novas no Orkut, e todas elas tinham como cidade de procedência Estrela do Norte. E o Espírito do Senhor era forte sobre Enrique Celst, tão forte, que no pedido do Senhor, dando continuidade ao colóquio particular que Moisés e Arão realizaram no monte Horebe, então fizeram o colóquio universal. A partir do qual todos os povos debaixo dos céus, todos eles, iriam ser livrados do domínio da Serpente Original – que tem o seu trono em Babilônia, que é o imperialismo – e ser conduzidos, livres, para uma nova Canaã, A Celestial, a ocupar as moradas eternas construídas pelo filho do carpinteiro. E fizeram o colóquio na Praça das Cerejeiras, construída por arquiteto japonês, nesta cidade de Presidente Prudente. E quando Enrique Celst viu que constava este nome como local do colóquio então reagiu, dizendo: Mas o nome que tem de constar é Estrela do Norte porque é em Estrela do Norte que vi tudo acontecendo. Foi então que Gerson Soares de Melo, o Peregrino, compreendeu que era Deus por seu intermédio transmitindo um recado. Deveras, Moisés e Arão fizeram o colóquio no monte Horebe, mas em seguida desceram ao lugar da libertação e foram reunir os anciãos de Israel para ter o seu apoio e começar todo o processo da libertação. Deveras, foi então que entendeu que tinha de convocar todos os revolucionários do Reino em Estrela do Norte e este encontro ser, pois, o ponto de partida da libertação universal.

Estrela do Norte seria, pois, o lugar em que ela faria a Sétima manifestação? Por que Estrela do Norte?

Ora, esse Gerson nasceu mesmo em Estrela do Norte, naquele ano de 53, e o seu nascimento se deu da seguinte maneira: sua mãe ficou grávida dele em Sandovalina, no ano de 52, e se mudou para a vizinha Estrela do Norte. Tendo dado à luz a ele nessa Estrela do Norte e tendo dado a ele o nome de Gerson, então no ano de 58, cinco anos depois, seus pais retornaram para a mesma Sandovalina. Todavia ficando a pergunta: porque se mudaram para a vizinha Estrela do Norte? Teria sido para o cumprimento da profecia, como disse espantado o ateu português Augusto Fernandes, do Che Guevara@grupos.com.br, para quem Fátima foi toda uma farsa montada para se ganhar dinheiro e para combater o socialismo? E ele respondeu espantado porque ouvira o testemunho, de que os pais desse Gerson se mudaram para a vizinha Estrela do Norte para que houvesse cumprimento de Isaías 41.25, dizendo: “Despertei alguém do norte, e ele virá. Do nascente do sol ele invocará o meu nome, e ele virá sobre os delegados governantes como se fossem barro e assim como o oleiro pisa a massa úmida.” E ele se espantou porque junto ao estudo vinha também um estudo preliminar, e nele era dito que Apocalipse 2.26-28 era transcrição de Isaías 41.25, de modo que para Jesus a Estrela da Manhã que ele disse daria a todos aqueles que observassem suas ações até o fim, ora, esta estrela da manhã era o mesmo personagem de Isaías 41.25.

Teria sido isto? Estrela do Norte seria mesmo o lugar da Sétima Aparição? Seria para ela que convergiriam todos os revolucionários do Reino? Aqueles que adquiriram a consciência de que o fenômeno real da manifestação de Fátima naquele ano de 17 foi mesmo a revolução socialista, e em Estrela do Norte é o lugar de sua consumação?

Para finalizar, se faz necessário este esclarecimento. Depois da última aparição da Mãe de Jesus em 13 de outubro correu uma enxurrada de “revelações” que diziam fora Nossa Senhora de Fátima a sua autora. Dizem estes que ela continuou aparecendo à vidente agora Irmã Lúcia e sempre cobrando dela que os homens da Igreja não estavam pondo em prática o pedido feito no dia 13 de julho. E o pedido, conhecido como 2º Segredo de Fátima, era que os homens da Igreja fizessem a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria e a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados. Se atendessem estes pedidos a Rússia iria se converter e iriam ter paz, senão, ela iria espalhar seus “erros” pelo mundo promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons seriam martirizados, o Santo Padre iria sofrer muito, nações seriam aniquiladas, mas, por fim, o Coração Imaculado de Maria iria triunfar. O Santo Padre iria consagrar a Rússia à Virgem Maria de Fátima, que se converteria, e seria concedido ao mundo algum tempo de paz.

Aqui se vê claro que homens velhacos começaram a utilizar os acontecimentos de Fátima como preparação para uma guerra contra a União Soviética. E esta manipulação sem dúvida foi grandemente responsável pelo crescimento rápido do fascismo e do nazismo em toda a Europa, na verdade uma combinação de forças que se convergiam para uma grande guerra contra a União Soviética. E vale acrescentar que no ano de 42 quando Hitler anunciou que a União Soviética tinha caído frente às tropas nazistas houve um grande regozijo no meio destas forças religiosas velhacas, que disseram tinha sido o grande poder da Senhora de Fátima; e agora iriam consagrar a Rússia ao seu Imaculado Coração. E quando a Guerra acabou e a União Soviética, que tinha “caído” frente às tropas nazistas, emergiu da guerra como uma grande vencedora, não somente esmagaram as tropas nazistas no seu território e fora dele como também expandira o socialismo para metade da Europa, estes religiosos velhacos se calaram.

Mas voltaram novamente a invocar a Virgem de Fátima cinqüenta anos depois no desmoronamento e queda do bloco soviético. E anunciaram aos quatro cantos que tal foi o cumprimento de um dos “segredos” de Fátima, que dizia que ao final o Imaculado Coração de Maria iria triunfar. Triunfar que se entendia contra o comunismo.

Mas a queda da União Soviética não foi porque houve a intervenção da mão da Virgem de Fátima, mas por necessidade de Deus. Ele tinha o seu Jacó para nascer, e para que tão grande nascimento pudesse dar-se se fazia necessário que seu Esaú fosse embora. E este ir embora é que o seu Esaú iria repensar todo o seu existencial, e iria mudar e se refundar. E dessa forma sendo preparado para a reconciliação com o seu Jacó.

O triunfo do Imaculado Coração de Maria iria dar-se mesmo, mas não seria através do triunfo das forças assassinas de Mussolini e Hitler, como festejaram velhacos religiosos, e nem mesmo através de líderes que arrastaram a Rússia de volta ao seu antigo vômito, mas o seu triunfo iria ser em Estrela do Norte...