sábado, 17 de maio de 2014

Projeto PRESIDENTE PRUDENTE - O DIA DA INDEPENDENCIA

PROJETO PRESIDENTE PRUDENTE – O DIA DA INDEPENDÊNCIA

Irmã Márcia: tenho feito trabalhos e mais trabalhos e enviados para homens. Homens e mulheres. Todavia não confiando em nenhum deles, mas unicamente em Deus. Posto que para mim o condutor da História, e em particular da Revolução, é Deus. Toda aquela ação revolucionária ocorrida na Rússia entre os anos de 17 e 20, o maior acontecimento político-social de todos os tempos e que culminou no triunfo do socialismo, embora os homens não soubessem era sim ação de Deus. E se Deus agiu naqueles dias certamente que pode agir hoje, e agora. E causar no Brasil a mesma reviravolta que causou na Rússia naquele ano de 17 a partir do retorno do Lênin do exílio que foi sim uma repetição do retorno de Moisés do exílio em Midiã. E Deus pode agir neste ano de 2014 usando a pessoas simples como Adamir Gerson, Irmão Francisco de Assis e Irmã Márcia para levantar o nome do senador Cristovam Buarque.

Vou passar para Irmã Márcia e irmão Francisco de Assis o trabalho A CAMINHADA DAS FORÇAS VIVAS DA NAÇÃO. Para leitura e análise. E a partir de então tudo poderá acontecer, mais precisamente que tudo começará a acontecer!

Ao trabalho em si estou nomeando o seu nome: PROJETO PRESIDENTE PRUDENTE. PROJETO PRESIDENTE PRUDENTE porque tudo aqui nasceu e tudo aqui aconteceria. Mas, também, que o nome de nossa cidade esconderia uma necessidade, de que o Brasil necessita de um Presidente realmente prudente; um Presidente que cumpriria um dos grandes vaticínios contidos na Palavra de Deus, que começaria não a destruir os injustos, mas trazê-los para a prudência dos justos. Estamos na era da graça e a graça não destrói, como a lei, mas corrige, conserta, mostra o caminho a que todos os homens têm de andar como tão bem fez Jesus em relação àquela mulher pega em ato de adultério que homens da lei queriam destruí-la e Jesus fez dela uma nova mulher.

Como Irmã Márcia e Irmão Francisco de Assis agiriam? Como nosso tempo está se extinguindo então Irmã Márcia e Irmão Francisco de Assis terão de agir com o máximo de rapidez. Enviar este trabalho para um número grande de ministros da Palavra de Deus em Presidente Prudente e, a partir daqueles que foram despertados; compreenderam que toda a obra é mesmo um chamado de Deus que quer fazer o reinado de seu filho Jesus Cristo ocupar o lugar do reinado de homens – E o sétimo anjo tocou a sua trombeta. E houve vozes altas no céu, dizendo: O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor (Jesus) e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre (...) Agradecemos-te, Javé Deus, o Todo-poderoso, Aquele que é e que era, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar (...) Apocalipse 11.15-18, sim, então Irmã Márcia e Irmão Francisco de Assis enviariam os trabalhos para um número grande de Ministros da Palavra de Deus em Presidente Prudente e, com aqueles em que a Semente germinou – Lucas 8.5-8 – então toda a cidade de 
Presidente Prudente seria despertada para o Chamado e a Grande Obra.

Posso dizer sim que estamos à beira de um grandíssimo avivamento, e agora Avivamento do Reino, pois todos estes Ministros da Palavra de Deus que se despertaram para o Chamado fariam então um grande trabalho em Presidente Prudente, em especial nas suas escolas, Ensino Médio e Universitário, chamando a todos para se engajar no Projeto Presidente Prudente para que possa nascer um novo Brasil.

Ora, a partir deste trabalho maciço em Presidente Prudente então seria lançado para todo o Brasil o Manifesto Presidente Prudente onde o mesmo seria assinado por ministros da Palavra de Deus, por professores, por estudantes, por donas de casa, por profissionais liberais, por trabalhadores, por donas de casa, por toda cidade. E o Manifesto Presidente Prudente correria todo o Brasil acordando a todo o povo brasileiro.

Ora, como o escopo de todo o trabalho é levantar a candidatura do senador Cristovam Buarque, a pergunta a ser feita agora é esta: e quem faria dobradinha com Cristovam como seu vice? Ora, devo ter falado que no início do ano Cristovam Buarque expressou a vontade de sair candidato à Presidente da República. O PDT começou a se manifestar neste sentido. Mas o lançamento da candidatura de Campos e logo em seguida a sua união com Marina Silva deixou Cristovam sem chão. Não amaldiçoou ninguém, e apenas disse que iria estar com Campos e Marina, independentemente do seu partido.

Mas, o PROJETO PRESIDENTE PRUDENTE mexe com todas as peças no tabuleiro. O Projeto em si torna-se mais forte, muitíssimo mais forte, do que todas as candidaturas juntas, Dilma, Aécio, Campos, Pastor Everaldo Pereira e os candidatos dos partidos de esquerda. Parece que PCB, PSOL, PCO e PSTU lançarão candidatos. O Projeto em si é avassalador, completamente avassalador. Posso afirmar que é sim a “Esplêndida Superioridade de Javé” de que fala o profeta Isaías (2.10).

Ora, se mudanças profundas ocorrerão posso, então, dizer que se as “condições objetivas” de começo do ano favoreceram Campos frente à Cristovam agora elas favorecem totalmente Cristovam Buarque frente a Campos. Para o momento, isto é, este novo momento, Campos perde o sentido. Posto que o Projeto Avassalador trás como ponta-de-lança a Cristovam Buarque, como no primeiro século o cristianismo teve como ponta-de-lança a Paulo apóstolo com Pedro ficando em segundo plano.

Mas o Projeto em si não descarta Campos, mas faz ver que Campos é como Josué que esteve no início da luta dos escravos hebreus quando lutaram para romper a escravidão. Naquele início primeiro quando Deus usava Moisés, Arão e Miriã, já preparava Josué para a obra futura da travessia do Jordão. E este é sim o papel de Campos neste preciso momento. O trabalho em si poderá fazer uso dele no dia de amanhã. Hoje certamente que não, pois hoje não é dia de Josué, mas de Moisés! E o Moisés de Deus hoje é mesmo Cristovam Buarque. Com certeza um homem escolhido e preparado por Deus para esse momento.

Quando digo escolhido e preparado por Deus o faço pelo seguinte: Adamir Gerson teve seu encontro teofânico naquele ano de 78 quando, por entre os bancos da igreja evangélica, passou a receber de Deus o embasamento teórico do Governo de Cristo, conforme Apocalipse 11.15. Três anos depois saiu pela primeira vez para tornar público o que recebera de Jesus até aquele momento. E a verdade é que a partir de então nunca mais deixou de enviar trabalhos do Reino para políticos do Brasil, de todos os partidos, de todas as ideologias, para que se conscientizassem da iminente chegada do Senhorio de Deus sobre o mundo político.

E a verdade é que nem um único ao menos deu uma resposta. Governo de Cristo para eles parecia algo sem qualquer sentido; entendiam os trabalhos como o esforço de alguém para ressuscitar o que a História tinha enterrado a visão de todos eles. A verdade é que nestes trinta anos Adamir Gerson enviou trabalhos do Reino para muito mais de trezentos, e apenas um político brasileiro, único, se dignou em dar resposta ao que recebeu: Cristovam Buarque!

A primeira vez que enviou trabalhos do Reino para Cristovam Buarque foi por volta do ano de 96 diretamente na sua residência, em Brasília. E alguns dias depois recebeu seu retorno com elogio ao que leu, apenas reclamando que teve dificuldade na leitura porque o trabalho fora feito à mão. Depois, mais duas vezes recebeu retorno de Cristovam, e agora já na era da internet.

Vejam esse retorno que recebeu dele:  

De:
"Sen. Cristovam Buarque"
Para:
"Gerson Soares de Melo"
Carta empolgante ,gostaria de ler o livro "Acendendo a Fogueira". Abraço, Cristovam.

É bom esclarecer que essa reação do senador Cristovam Buarque foi a um trabalho em que nele apareciam duas linhas na revolução: a linha da verdade, real, dos profetas, e a linha da ilusão, do sepulcro caiado. A linha do Cristo e a linha do Pseudo-Cristo.

A linha da ilusão, do sepulcro caiado, era esta: PROUDHON ---> PLEKHANOV ---> TROTSKY ---> LULA INÁCIO. E a linha da verdade, real, dos profetas, sim, a linha do Cristo era esta: MARX ---> LÊNIN ---> STÁLIN ---> ADAMIR GERSON. (Para maiores esclarecimentos é bom lembrar que Lula segredou a Leonardo Boff que carregava a missão do “Messias Brasileiro”. E na Europa, já Presidente, imprimindo tom messiânico às suas palavras, a todas elas, impressionou tanto que um reitor francês não se conteve, exclamando cheio de esperança: Lula não somente vai redimir o Brasil como o mundo).

A verdade é uma só: o mesmo Deus que escolheu ao Lênin (é tão certo que Deus escolheu ao Lênin que no ano de 1917 circulou nos Estados Unidos uma profecia de 1916 que dizia que chegara o tempo de Deus estabelecer na terra o seu Governo. E a profecia dizia que quando Deus estabelecesse seu Governo então o Faraó que reagiu a Moisés iria novamente ser levantado dos profundos e reagir contra o nascente governo do Reino. Mas as águas que tragaram as forças de Faraó iriam novamente tragá-lo. E a profecia do ano de 16 que circulou nos Estados Unidos naquele ano de 17 dizia que a reação de Faraó iria começar no ano de 17 e findar no ano de 1920. De fato, Lênin retornou do exílio em abril de 1917 e no dia 07 de novembro daquele ano fez a revolução. As forças do Faraó reagiram no ano de 18 e invadiram a Rússia para esmagar a nascente revolução. Segundo os livros de História foram quatorze nações que invadiram a Rússia naquele ano de 18, mas Paulo Francis, de Nova Yorque, disse que foram vinte e uma nações que ele acertadamente as chamou de “nações covardes”. Quatorze ou vinte e uma nações? De qualquer forma as nações mais poderosas da terra, Turquia, Japão, França, Inglaterra, Estados Unidos... e todas foram derrotadas por Lênin com a última batalha sendo travada no ano de 1920 na Criméia que hoje está no seu devido lugar.

A profecia que circulou nos Estados Unidos dizia que Deus iria estabelecer o seu Governo, sendo entendido que o estabeleceria entre os anos de 1917 e 1920, e é feito a pergunta: então o governo encabeçado pelo Lênin naquele final do ano de 1917 já foi Governo do Reino? Embora homem algum soube o governo revolucionário que se estabeleceu na Rússia naquele final de 17 foi sim já o Governo do Reino. Mas foi Governo do Reino PELO LADO DA LEI. Revivedor de Moisés e do Judaísmo. Mas depois o Governo do Reino iria se manifestar PELO LADO DA GRAÇA, revivedor de Jesus, do cristianismo. Uma grandíssima mudança então ocorreria. Se o Governo do Reino PELO LADO DA LEI quis construir o reino da igualdade (Êxodo 16.16-18; Mateus 20) na destruição dos ricos e opressores, à maneira de Josué que pela espada desalojou Canaã da presença de amorreus e cananeus, a verdade é que quando o Governo do Reino fosse se estabelecer PELO LADO DA GRAÇA ele iria construir o reino da igualdade (Êxodo 16.16-18; Mateus 20) não mais pela destruição de ricos e opressores, mas por sua transformação, por sua conversão. E isto iria ser possível pela chegada na revolução do poder do Evangelho.

Bem, a verdade é que o mesmo Deus que escolheu e preparou o Lênin para a obra do Governo do Reino PELO LADO DA LEI tem escolhido e preparado o senador Cristovam Buarque para gerenciar o Governo do Reino PELO LADO DA GRAÇA! Não é por menos que o senador Cristovam Buarque, PRIMEIRO, tem dito que passou o tempo de exército de guerrilheiros portando na mão o fuzil e que agora é tempo de novo exército de guerrilheiros, portando na mão o giz. O povo está precisando de conhecimento para que ele mesmo sacuda de si o jugo pesado. E o Evangelho vem coroar as esperanças de Cristovam Buarque porque Conhecimento sem o Evangelho não raro descamba para a opressão, mas com o Evangelho sempre e sempre produzirá libertação.

SEGUNDO, na votação da PLC 122, que criminalizava a homofobia, o senador Cristovam Buarque votou contra. Não que fosse a favor da homofobia, mas que entendeu que a matéria era polêmica, pois podia surtir um efeito contrário, ser, não criminalização da homofobia, mas, sim, criminalização de fé religiosa, em especial da fé cristã majoritária no Brasil. A aprovação da PLC 122 poderia reviver o século I quando o nascente cristianismo foi criminalizado e daí resultando uma intensa perseguição a ele, com prisão de seus membros e até mesmo o seu assassinato. Por ter sido criminalizado foi que os Coliseus de Roma se encharcaram do sangue cristão. E a aprovação da PLC 122 poderia reviver aqueles dias. Se tivesse sido aprovada com certeza o movimento LGBT iria acionar a Justiça contra a Bíblia argumentando que ela é um livro homo-fóbico e que incentiva a homofobia. De modo que o senador Cristovam Buarque ao votar contra a PLC 122 mostrou que é um homem equilibrado, ponderado, prudente. Entendeu que estava na verdade apagando um grande incêndio que poderia acontecer no Brasil. E é bom esclarecer que votou contra a PLC 122 porque também sabia que a legislação brasileira não desampara os homo-afetivos. Se homossexuais e travestis são mortos todos os dias porque no Brasil se mata todos os dias. Esse sistema enquanto persistir continuará trazendo por ano 40 mil assassinatos ou mais. É preciso mudanças profundas nessa cultura que nos domina.

Bem, se Deus tem escolhido e preparado o senador Cristovam Buarque para o Governo do Reino SEGUNDO A GRAÇA quem então seria seu companheiro de chapa? Quem seria seu vice? Por todos os ângulos de análise o seu nome é um só: MARINA SILVA!

Cristovam Buarque e Marina Silva tratar-se-iam da Chapa do Reino!

Trata-se da Chapa do Reino porque no século XX Deus enviou à terra dois grandíssimos pentecostes, o da Rua Azusa e que gerou o moderno movimento pentecostal e o do Concílio Vaticano II que gerou a Teologia da Libertação.

Pentecostalismo e Teologia da Libertação são sim os dois raios de vida que o profeta Habacuque viu saindo da mão de Jesus. Com o Pentecostalismo Jesus tem combatido os pecados da carne e com a Teologia da Libertação Jesus tem combatido os pecados do dinheiro. Com o Pentecostalismo Jesus tem mostrado aos pobres o caminho da libertação espiritual, a igualdade espiritual, e com a Teologia da Libertação Jesus tem mostrado o caminho da libertação material, a igualdade material. Com o Pentecostalismo se aprende que o Corpo da Mulher, corpo que ama e gera a vida, é Templo do Espírito; ninguém tem o direito de profaná-lo, explorá-lo, e com a Teologia da Libertação se aprende que o corpo que trabalha e gera todas as riquezas, o Corpo do Trabalhador, é Templo do Espírito Santo; ninguém tem o direito de profaná-lo, de explorá-lo. Ora, como Deus é aquele que começa uma obra e a termina a verdade é que no ano de 2014 Deus pode consumar a sua obra pentecostal enviando um terceiro e grandíssimo pentecostes, sintético, em que aquele que o recebe é completo (ICoríntios 13.10), luta contra a exploração espiritual, mas também contra a exploração material; luta contra a exploração material, mas também contra a exploração espiritual. E neste momento quando Deus estiver derramando na terra seu terceiro e grande pentecostes neste momento não só tem chegado a redenção de Deus como, também, a prisão de Satanás (Apocalipse 20).

Portanto que Irmã Márcia e Irmão Francisco de Assis trabalhem neste propósito. Enviem para Ministros da Palavra de Deus os trabalhos e que cada Ministro de Deus que se acordou que repasse o trabalho para cem (Lucas 8.5-8), acordando para as propostas do Projeto Presidente Prudente professores, estudantes, padres, pastores, profissionais liberais, donas de casas, trabalhadores, toda a cidade. Aqui findam as palavras de Adamir Gerson mesmo porque não tenho mais tempo; tenho de ir na cidade e imprimir alguma coisa antes que feche o comércio.


Adendo

Adamir Gerson falou de um retorno que recebeu do senador Cristovam Buarque a um trabalho que lhe enviou em que abordava fundamentalmente a revolução como possuidora de duas linhas, a linha da verdade, conseqüente, e a linha da inverdade, inconseqüente; a linha real e a linha imaginária. E apresentou estes personagens como pertencentes à linha da inverdade, imaginária, ilusionismo: PROUDHON ---> PLEKHANOV ---> TROTSKY ---> OPERÁRIO DO ABC LULA INÁCIO. E apresentou estes personagens como pertencentes à linha da verdade, real, conseqüente: MARX ---> LÊNIN ---> STÁLIN ---> OPERÁRIO DO ABC ADAMIR GERSON.

Ora, o que fez com que o senador Cristovam Buarque expressasse “empolgação” não foi tanto porque Adamir Gerson apresentou estas duas linhas numa linguagem assim, mas, sim, porque a apresentou em bases científicas. Não disse que linha A ou B era melhor ou pior, mas que faziam parte de um mesmo processo em que as duas estavam intimamente ligadas. A tal ponto que no trabalho as duas linhas apareciam como as duas pernas da revolução, o corpo que avançou quando a perna esquerda ultrapassou a perna direita para continuar avançando agora precisa que a perna direita ultrapasse a perna esquerda.

De modo que no trabalho Adamir Gerson dizia que Proudhon e o socialismo utópico, por exemplo, que saíram na frente, mas foram suplantados e superados por Marx, pelo Socialismo Científico, por conta do processo, pela lógica do processo, iriam retornar. Mas um retorno a posteriori e não apriori. O que isto significa? Que o Proudhon que retorna não é mais o Primeiro Proudhon, mas agora o Segundo Proudhon. Um novo Proudhon que se enriqueceu em Marx. Um novo Proudhon, maduro, adulto, que acaba por reconhecer que no embate travado entre Marx e Proudhon Marx estava inteiramente com a verdade. Como Lênin esteve inteiramente com a verdade, Stálin esteve inteiramente com a verdade, e Adamir Gerson está inteiramente com a verdade, ao apontar o nome do Senador Cristovam Buarque e Marina Silva como em condição de fazer o Brasil avançar socialmente, moralmente, eticamente. Avanços espirituais sem os quais o Brasil não tem jeito; sem os quais é deitar vinho novo, boas intenções, em odres velhos.

Então no trabalho que causou empolgação no senador Cristovam Buarque as duas linhas não apareciam assim: Proudhon ---> Marx ---> Proudhon, mas assim: Proudhon ---> Marx ---> JESUS! Não aparecia assim: Plekhanov ---> Lênin ---> Plekhanov, mas assim: Plekhanov ---> Lênin ---> JESUS! Não aparecia assim: Trotsky ---> Stálin ---> Trotsky, mas assim: Trotsky ---> Stálin ---> JESUS! Não aparecia assim: Lula Inácio ---> Adamir Gerson ---> Lula Inácio, mas assim: Lula Inácio ---> Adamir Gerson ---> JESUS! (E aqui se revela verdadeiro os luminares da Teologia Humanista. Todos eles, Rhaner, Bultmann, Moltmann, Bispo Robinson, em embate com os de mentalidade antropologal, defenderam firmemente que a História não somente possuía reducionismo teológico absoluto como era cristofinalizada. A História tendia para o Cristo. E isso começa a se revelar com clareza meridiana no ano de 2014).

Prosseguindo. Ora, a Teoria, que em Marx foi diferente de Proudhon, em Jesus tanto é diferente de Proudhon como de Marx. O burguês e o trabalhador aparecem na relação de Pai e Filho e não mais na relação de explorador e explorado. Aflorando a consciência então o burguês se conscientiza de que assim como prepara o filho para ocupar seu lugar, pois um dia partir-se-á, de igual modo irá preparar os trabalhadores para ocuparem o lugar da burguesia. E é neste sentido, um sentido assim, que se torna exeqüível compreender as palavras escatológicas de Jesus: Os mansos herdarão a terra. Os mansos são os trabalhadores que invadidos pela nova consciência, crística, amorística, desarmou de si todo e qualquer ódio para com a burguesia, conscientes de que burguesia e trabalhadores estão metidos e inseridos num mesmo processo, cujo escopo do processo, inexoravelmente, independente da vontade dos homens, é a completa emancipação dos trabalhadores. Uma emancipação que se dá em mão dupla, pois o burguês começa a sua emancipação, não na criação de riqueza material, mas na criação de riqueza espiritual, reconhecendo que o fim último é a completa e absoluta libertação dos trabalhadores. O fim último é mesmo o estabelecimento de um reino fraterno – em que nele não há mais nem explorados e nem exploradores. Toda a riqueza produzida é para satisfazer a necessidade de cada um, necessidade que brotam de um espírito amadurecido, que quer apenas o estritamente necessário, poupando assim a Terra de ser agredida na sua procriação. Em termos práticos se entenderia esse retorno a posteriori, de um Proudhon não à imagem de Proudhon, mas à imagem de Jesus Cristo, assim: a casa nova do socialismo seria construída por dentro da casa velha do capitalismo. Pouco a pouco os cômodos novos iriam sendo construídos e empurrando para fora os cômodos velhos até que tudo se fez novo.

Foi muito oportuna esta colocação de retorno, pois intelectuais do PT tem trabalhado com a idéia de retorno. Pois que jovens petistas foram vistos nos corredores da Unesp com um livreto debaixo do braço sobre Plekhanov, certamente que o PT procurando justificar em bases filosóficas a mudança de rumo, de que estaria fazendo o resgate da revolução e a colocando no seu devido rumo. E se entende isto a partir de uma conversa que Adamir Gerson teve por volta de 92, com Adão Peixoto, professor de filosofia e na época o dirigente do PT na cidade. Adão Peixoto creditou a crise do marxismo e a própria queda do socialismo real ao próprio Lênin. Segundo Adão Peixoto, sem qualquer tergiversação, o responsável maior por tão grande hecatombe foi o próprio Lênin. Segundo ele Lênin ao ter abortado preciosas etapas de desenvolvimento cortou pela raiz as possibilidades dos trabalhadores se tornarem donos do seu próprio destino deixando-os na mercê e na eterna dependência de um partido e de um Estado que de fora lhes ditava as regras do seu viver. A revolução os ossificou na menoridade. De modo que na visão de Adão Peixoto o retorno de Lênin do exílio foi um mal para a própria revolução, pois que, deixou nas entrelinhas, a revolução teria de ter continuada nas mãos de Plekhanov e dos mencheviques que a desenvolvia segundo o estágio intelectual e espiritual do povo russo.

De modo que esse Plekhanov conteúdo do livreto visto em mãos de jovens petistas trata-se do Plekhanov a priori, do Plekhanov que lutou contra Lênin e por todos os meios procurou impedi-lo. Trata-se do Plekhanov pobre. Daí a necessidade urgente e inadiável de se colocar um fim no PT. Os espíritos de luz do cristianismo se manifestaram com a consciência clara da superação de Moisés não porque tivessem reconhecido erro em Moisés na libertação do Egito. Viram a libertação do Egito como revolucionária e necessária. E estavam superando Moisés porque entenderam que sua missão tinha se esgotado no processo. Mais do que isto, que Moisés com todo o seu trabalho preparou o caminho para a graça sem o qual a graça não tinha como se manifestar, como a flor não tem como se manifestar se não for precedida do botão. Lênin agiu com acertos ao ter feito a revolução, e não queimou etapas nenhuma, visão positivista, mas esgotou etapas. Esgotou a necessária etapa da Ditadura do Proletariado para que um dia pudesse surgir uma práxis em que os trabalhadores seriam donos do seu próprio destino. Sairiam da menoridade revolucionária para a maioridade revolucionária. Daí a necessidade inadiável da superação e mesmo fim do PT. O PT é a revolução em mãos ineptas. É a revolução na linha da ilusão. É Saul e não Davi, é Saulo de Tarso e não Paulo apóstolo, é José do Egito Carcereiro e não José do Egito Governador.

E para concluir, faz-se necessário esclarecimento sobre essa passagem dialética, da relação –  explorador-explorado, foco central do Marxismo – para a relação – Pai-Filho, foco central das boas novas. De fato, foi naquele ano de 96 quando a CNBB lançou o tema Fraternidade e Política tendo como lema uma passagem do livro de Salmos, 85.10: Justiça e Paz se abraçarão. Sim, foi naquele preciso instante em que a comunidade católica, e em especial as Cebs, em alegria de espírito por causa do novo tema da campanha da Fraternidade, começavam a discutir política então Jesus irrompeu sobre Adamir Gerson com o seu político. E era algo muito distinto, muito diferente, do que então se discutia e que era um Jesus praticamente à imagem e semelhança de Marx.

E tudo chegou a Adamir Gerson em uma metáfora. Ei-la:  Mal o dia chega eis o pai se levantando e tirando o filho da cama. Aos gritos, aos estambotes, coloca em seu ombro a cordinha e vai para o trabalho. E segue pela picada rumo ao trabalho, cabeça baixa, sem conversar, levando na mão a serra grande e o filho atrás com a cordinha. E todo dia é assim, o pai acordando e arrastando o filho para o trabalho, um homem rude, sem carinho, sem afeto, que nunca se senta com o filho, que só sabe trabalhar e fazer trabalhar.

E o menino foi crescendo, crescendo e quando foi entrando na sua existência adolescente começou a se atritar com o pai pela dureza do trabalho. E um dia passa na aldeia uma caravana de mercadores que compram o que encontram no lugar e levam para a cidade. E os mercadores falam ao filho sobre a cidade, um lugar de liberdade onde cada qual vive do seu trabalho e cada qual tem as suas coisas. E o filho se impressiona guardando as suas imagens. Com as imagens da cidade na cabeça, adolescente, então um dia o filho rompe com o pai, o abandona e vai para a cidade.

E na cidade, tendo se tornado adulto, um homem, um dia de repente aflorou no seu coração a lembrança do seu pai. Fazia muito tempo que não tinha lembrança daquele homem rude, sisudo, que desde a infância só o fez trabalhar. Nunca se sentou com ele, nunca teve para com ele palavras de carinho. E um dia, porém, de repente ele começou a ter lembranças do seu pai, e uma grande saudade bateu no seu peito. E de repente todas as mágoas e todas as feridas desaparecem do seu coração e ele agora só tem amor pelo pai. E com o coração transbordando então ele olha na direção daquele lugar distante e as lágrimas caem pela face. Transbordando de saudade, transbordando de amor, então exclama: Meu Pai!

Pensando onde está, como está então constrói no fundo da casa um cômodo, piso no bruto e o tijolo à mostra e, subindo em uma carroça, toma então o rumo do lugar distante e vai buscar seu pai.

E quando chega ao lugar de longe avista a cabana, entortada pelo tempo e as janelas escoradas. Do lado de fora, encurvado, um velho se segura na porta. Com um chapéu coco na cabeça, de vez em quando, lentamente, enfia a mão numa cuia e trás uns caroços os jogando na boca. Então o filho corre e o abraça e o beija.  Então apanha as suas coisas, coloca num saco, o amarra, e o colocando em cima da carroça, então segue de volta para a cidade.

Tendo-o colocado no quarto que fizera no fundo da casa então todos os dias vai ver seu pai e cuidar dele.

Ora, sabedor de que todas as facilidades que se encontra na cidade, todo o seu progresso, o seu pai sem o saber ajudou a construir, através do seu trabalho, com a serra grande, e não querendo que seu pai morresse sem provar das coisas boas da cidade, então um dia o tomou pela mão e começou a andar com ele pela cidade. Segurando em sua mão e o ajudando nos seus passos miúdos então começou a andar pela cidade, entrando e saindo de suas lojas. E ele punha a mão nas coisas e perguntava: o que é isso?

E o filho cuidando do pai e ele definhando cada vez mais por causa da idade então um dia morreu. E o filho tomou o pai e o sepultou. E, fincando uma cruz, escreveu na campa: Dorme Em Paz, Meu Pai. O Teu Filho Proletariado Que Nunca O Esquecerá.



quarta-feira, 7 de maio de 2014

A Grande Caminhada MR

A Grande Caminhada das Forças VIVAS DA NAÇÃO
"De todos os lugares vinham aos milhares; e em pouco tempo eram milhões. Invadindo ruas, campos e cidades espalhando amor aos corações (Menino Deus quando a flor do teu sexo; Abrir as pétalas para o universo; Então por um lapso se encontrará nexo; Ligando os breus, dando sentido aos mundos; E aos corações, sentimentos profundos; De terna alegria no dia do Menino Deus" Roberto e Caetano

No ano de 2003, 2004 Adamir Gerson se achava na igreja Obras do Espírito Santo. Fora ali levado por mãos angelicais para que falasse para o seu dirigente, pastor Luis Baldez, sobre as boas novas do Reino de Deus. Sobre a iminência do Casamento do Cordeiro sobre esta terra – e a Palavra de Deus não voltou vazia neste coração, pois um tempinho depois pastor Luis Baldez foi ouvido falando com alegria no coração de um novo socialismo que não reputa a religião como secundário, mas como fundamento.

E o que sucede é que por esses dias chegou à igreja uma jovem por nome Joseane, vinda da igreja Nova Jerusalém. E assim que tomou assento ela narrou um sonho que tivera naqueles dias.
Narrou que vira em sonho uma grandíssima caminhada acontecendo no centro de Presidente Prudente. E a multidão caminhava no seu centro em direção ao Parque do Povo.

Narrando o sonho a jovem Joseane contou que quando a multidão ia entrar no Parque do Povo, pela sua boca de entrada, a Avenida Cel. Marcondes, eis que estavam ali uns clérigos parados. E eles conversavam entre si e se perguntavam boquiabertos: quem deu poder para estes realizarem isto? E a grande multidão entrou no Parque do Povo e foi se postar diante de um grande palanque ali armado ocupado pelos ministros da Palavra de Deus.

Narrando o sonho, ela contou que a grande multidão que viu caminhando pelo centro de Presidente Prudente era composta de católicos e de evangélicos; mas os católicos eram maioria, como ela mesma disse. E quanto aos ministros da Palavra de Deus que ocupavam o grande palanque eram padres católicos e pastores evangélicos; mas os pastores evangélicos eram maioria, como ela mesma disse narrando o sonho.

O que sucede é que assim que acabou de narrar o sonho pouco tempo depois retornou para a sua igreja, todavia deixando a intrigante pergunta: o que foi fazer naquele lugar onde estava o homem interessado? O homem que Deus já o vinha preparando desde o ano de 78, com mais clareza desde o ano 2001 para realizar uma caminhada como a descrita pela jovem Joseane? Por ventura que foi levada ali pelo Deus que não faz nada sem antes revelar aos seus escravos, os profetas, de modo que ele tinha no propósito do coração realizar uma grande caminhada com as cores e a força da escatologia, que seria sim introdutora da caminhada visível do Milênio, que marcaria o momento em que o reino do mundo iria se tornar em reino de nosso Senhor e do seu Cristo, como são as imagens de Apocalipse 11.15-18? Reino este que há de guiar para as fontes das águas da vida todos estes que hoje sofrem pela falta de pão e pela falta de justiça, com eles não tendo mais fome, não tendo mais sede, nem se abatendo sobre eles o sol ou calor abrasador. Todas as suas lágrimas foram enxugadas pelo reino divino (Apocalipse 7.9-17)?

O que seria esta caminhada vista em sonho pela jovem Joseane? Por ventura que ela viu em sonho as duas linhas de vida que saem da mão de Jesus se encontrando e juntas atravessando o Jordão espiritual, colocando em polvorosa os reis de Canaã, que governam este mundo assentados em leis injustas criadas por eles mesmos para perpetuar o seu domínio e seu poder sobre a imensa maioria?

O que seria mesmo esta caminhada? Por ventura que no mês de junho, julho explodiria grandes manifestações por todas as cidades do Brasil, o espírito de Javé sendo derramado sobre toda carne nestes dias, e alguns dias depois aconteceria então, na cidade de Presidente Prudente, a grandíssima caminhada vista em sonho pela jovem Joseane? Uma caminhada que abalaria os alicerces da terra, no exato lugar onde o profeta de Jesus teve o seu encontro teofânico, naquele ano de 78, e no exato lugar onde a jovem Joseane viu em sonho a manifestação final de Deus contra o reino das trevas; uma grandíssima caminhada que envolveria todo o povo cristão e seria a alegria de todo o povo cristão e de todo homem e de toda mulher que anseiam viver em um mundo regido e governado pela justiça? Não a dos homens, mas a que vem do Alto? Uma grandíssima caminhada que então aconteceria na cidade de Presidente Prudente, na manhã do dia 07 de setembro quando neste dia o povo conhecerá a verdadeira independência, a que nasce de Deu e que representa a libertação das concupiscências deste mundo? E tu virias numa manhã de domingo... eu te anunciou nos sinos das catedrais...

Eis que é a manhã do dia 07 de setembro do ano de 2014... E uma multidão imensa, vinda de todas as partes do Brasil, de muitas partes da terra, está na Baixada da Decisão. Ouviram o chamado: Acudi e vinde, todas as nações ao redor, e reuni-vos. Àquele lugar faze baixar os teus poderosos, ó Javé. Metei a foicinha, porque a colheita ficou madura. Vinde, descei, porque o lagar de vinho ficou cheio. Os tanques de lagar estão realmente transbordando; porque se tornou abundante a sua maldade. Massas de gente, massas de gente estão na baixada da decisão, porque está próximo o dia de Javé na baixada da decisão (1)...

É verdade, eis que é a manhã do dia 07 de setembro do ano de 2014 e uma multidão imensa, vindo de todas as partes do Brasil, de muitas partes da terra, se acham na cidade de Presidente Prudente ocupando as suas avenidas. Batendo fortes os seus tambores, agitando ao vento as suas bandeiras e cantando os mais belos cânticos não cessa de dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!

E de repente alguém grita, no meio da multidão: Eia lá vem! E todos esticam o pescoço para ver o que lá vem. E avistam vindas as forças dos reis do nascente do sol (2) com a missão de começar em cima da terra um novo tempo, uma nova civilização, o reinado de Jesus Cristo no lugar do reinado de homens, que trouxe proveito para poucos, mas dor e sofrimento para a imensa maioria.

E lá vem... Vem se aproximando... E eis que a multidão avista vinda em sua direção uma grande faixa carregada por jovens. E na faixa os dizeres: QUANDO TODAS ESTAS COISAS ESTIVEREM ACONTECENDO LEVANTAI AS VOSSAS CABEÇAS PORQUE TEM SE APROXIMADO A VOSSA REDENÇÃO... A VOSSA INDEPENDÊNCIA. E quando passa os jovens levando a grande faixa com os dizeres de independência a multidão agora vê passar.três grandes rodas que de tão grande quase chega a tocar a multidão. E as rodas estão sobre carrinhos que vem se aproximando empurrados por jovens. Três grandes rodas. Do lado de cá uma roda, e do lado de lá uma roda, e no meio delas, entre elas, uma roda.

E na roda de cá a multidão avista no seu centro uma rosa com suas pétalas abertas. Em cima, encimando, os dizeres: EU SOU A ROSA DE SAROM. E embaixo, fechando o círculo, os dizeres: O MEU FRUTO É DOCE E O MEU PERFUME É SUAVE.

E na roda do lado de lá a multidão avista no seu centro a pomba branca da paz do Espírito Santo. E ela segura no bico um raminho com duas folhas. A folha do lado de cá é da figueira e do lado de lá da videira. E em volta os dizeres: SENTAR-SE-ÃO CADA UM DEBAIXO DA SUA VIDEIRA E DEBAIXO DA SUA FIGUEIRA E NÃO HAVERÁ QUEM OS FAÇA TREMER. E a roda do lado de lá e a roda do lado de cá seguem pelas avenidas de Presidente Prudente ladeando uma roda que trás a inscrição, encimando: JÁ O GLORIFIQUEI, e embaixo: E O GLORIFICAREI NOVAMENTE.

E quando os jovens passam empurrando os carros que levam as três grandes rodas, que falam da Rosa de Sarom, da pomba da paz do Espírito Santo e Daquele que Deus o glorificou e o glorificaria uma segunda vez, sim, do jovem que aos trinta e três anos se deixou morrer para que todos tivessem vida em abundância eis que a multidão vê agora passar jovens empurrando um carro levando em cima uma grande roda. E no seu centro aparece escrito: 2014. E em cima, encimando, os dizeres: O ANO DOS MANSOS QUE HERDARIA A TERRA. E embaixo, fechando o círculo, os dizeres: OS TRABALHADORES.

E quando passa os jovens empurrando o carro levando em cima uma roda anunciando a chegada do tempo em que os mansos iriam receber a benção, e a honra, e a glória, e o poderio para todo o sempre, segundo as palavras de Jesus, como está não só em Mateus 5.5, mas também em Mateus 25.40, e receberiam não por força militar e nem por violência, mas pela força e a autoridade da Palavra de Deus, soberana sobre os negócios do mundo, sobre todo e qualquer negócio do mundo, palavras que o rei de Babilônia teve de ouvir e por fim as reverenciou, eis que agora passa pelas avenidas de Presidente Prudente jovens levando uma grande faixa que ocupa a extensão do asfalto. E na faixa os dizeres: 2014: O ANO DA REVOLUÇÃO BRASILEIRA. INÍCIO: JUNHO DE 2013, COM VOCÊ, JOVEM, QUE SAIU ÁS RUAS EM BUSCA DE UM NOVO DIA, DE UMA NOVA MANHÃ, LIVRE DE TODA E QUALQUER OPRESSÃO. CONTINUE NAS RUAS, LUTANDO POR ELA, PORQUE A LUTA NAS RUAS HÁ DE TRAZER UM NOVO BRASIL.

E o que sucede é que quando passa os jovens levando a faixa com anúncio do início da revolução brasileira então a multidão nas avenidas de Presidente Prudente, tomada de emoção, pela presença da juventude, pela força da juventude, que se revelou o motor que move a História e impulsionam as transformações, tomada de emoção então a multidão começa a cantar um cântico que no ano de 2014 está na boca e no coração da juventude que ama e quer transformar o mundo pela força do amor, Rosa de Sarom. Ao pleno pulmão, toda a Presidente Prudente, até nas suas vilas mais remotas, ouve se levantando da parte central o coro de milhares de voz cantando em harmonia a música Rosa de Sarom que se converteu em hino da revolução brasileira: UMA CORTINA SE ABRIU E SURGIU, UM CAVALO E MIL CAVALEIROS. BRANCOS, VERMELHOS, ARMADOS, ARMADOS, DO RISO INOCENTE QUE FAZ DESPERTAR. PISANDO FIRMES NA TERRA, ABRINDO SEU VENTRE FAZENDO BROTAR, UMA CANÇÃO QUE SÓ FALA DE AMOR, QUE SÓ DIZ QUE A VIDA, JÁ VAI COMEÇAR. DO TRIGO SOMOS A SUA BRANCURA, E DA VIDEIRA O SEU VERMELHÃO, O BRANCO DA PAZ, O VERMELHO DA VIDA, SOMOS A ROSA – A ROSA DE SAROM! (3)

E quando passa os jovens com a faixa anunciando o ano do início da revolução brasileira, que não fará correr um rio de sangue, porque não é mais a revolução que ocorreu na França e não é mais a revolução que ocorreu na Rússia, que fizeram do patíbulo a sua justiça, mas agora é nova revolução, eivada de humanismo, generosa e compreensível ao extremo, voltada para o indivíduo cuidará em transformar os espíritos para que os espíritos, transformados, transformem as estruturas que alimentam a dor e o sofrimento, sim, quando passa os jovens com a faixa anunciando o ano da revolução brasileira eis que agora a multidão vê passar jovens empurrando um carrinho e em cima dele um grande livro aberto com os dizeres, deste lado; EDUCAÇÃO, e do outro lado, EVANGELHO. E na base que sustenta o grande livro aberto os dizeres: Construindo uma Nova Terra e um Novo Homem. E os jovens que empurram o carrinho são deste lado, um jovem evangélico, e daquele lado, um jovem católico, mas no meio deles um jovem socialista. E os três jovens seguem pelas avenidas de Presidente Prudente empurrando o carrinho com o grande livro aberto e os seus dizeres.

E quando os jovens passam empurrando o carrinho, eis que atrás deles vem um carro alegórico ocupando todo espaço da rua, espremido entre a multidão. E ao fundo se levanta uma grande réplica de Jerusalém se expandindo a partir do Muro das Lamentações, se vendo ao fundo toda a cidade. E deste lado de cá aparece em grande destaque a Mesquita de Omar com a sua cúpula dourada sendo visto em todo seu resplendor, beleza e grandeza sempiternos. E do lado de lá, em grande destaque, aparece a Sinagoga de Ramban. E entre a Mesquita de Omar com o ouro que cobre sua cúpula e a beleza do seu resplendor prendendo as atenções e a Sinagoga de Ramban aparece, então, em grande destaque, a Basílica do Santo Sepulcro. Mesquita, Basílica e Sinagoga uma ao lado da outra. E no alto, encimando, em forma de arco que cobre toda a extensão, eis que se lê a inscrição: O TERCEIRO TEMPLO RECONSTRUÍDO.

E em cima do carro alegórico seguem crianças palestinas, e crianças judias e crianças cristãs, em suas respectivas indumentárias. E a multidão estende seu olhar para as crianças em cima do caminhão alegórico e eis que as vê alegremente conversando entre si e cantando cânticos tradicionais e pertinentes, cristãos, palestinos e judeus. Todas cantam o mesmo cântico. E o maestro está junto a elas, as ajudando na harmonia de sua síntese.

E o carro alegórico, em toda a sua riqueza, segue pelas avenidas de Presidente Prudente. E eis que na sua frente segue três jovens montados cada qual em um cavalo branco. E levam ao ombro um grande estandarte que segue pelas avenidas da cidade girando em suas mãos. E o jovem do lado de cá, em indumentária palestina, e com o dorso do cavalo coberto do vermelho, do vermelho cetim, leva ao ombro um grande estandarte que girando em suas mãos então faz aparecer dum lado a figura de Esaú, mas do outro a figura de Yasser Arafat. Quanto ao jovem que vai do lado de lá, em indumentária hebraica, e com o dorso do cavalo coberto do branco, do branco cetim, ora, quando gira o estandarte em suas mãos eis que de um lado aparece a figura de Jacó, mas no outro a figura de Yitzhac Rabin. E os dois jovens, palestino e judeu, seguem pelas avenidas de Presidente Prudente ladeando um jovem cristão que segue pelas suas avenidas levando ao ombro um grande estandarte, que quando gira em suas mãos então dum lado aparece a figura de Isaque, mas do outro lado, a figura de Jesus. E o dorso deste cavalo está coberto do rosa, do rosa cetim. E os três jovens seguem pelas avenidas de Presidente Prudente montados em seus cavalos brancos e girando em suas mãos seus estandartes.

E o que sucede é que quando passa pelas avenidas de Presidente Prudente todas estas imagens, imagens de vida, que levantam a auto-estima e faz olhar com esperança para o futuro, então a multidão não mais se contendo de tanta alegria começa a se olhar e a se perguntar, boquiabertos: Não é este o grande exército de Deus que segundo o profeta Joel se manifestaria no final dos tempos a derrotar e extinguir o exército da maldade?

“Há um povo numeroso e poderoso; semelhante a ele não se fez existir nenhum, desde o passado indefinido, e depois dele não haverá mais nenhum até os anos de geração após geração. Adiante dele um fogo devora e atrás dele uma chama consome. Adiante dele a terra está como o jardim do Éden; mas atrás dele é um deserto desolado, e também se mostrou que dela nada escapa.  Sua aparência é como a aparência de cavalos e correm como corcéis.  Saltitam como que com o ruído de carros nos cumes dos montes, como que com o ruído dum fogo chamejante que devora o restolho. É como um povo forte, posto em ordem de batalha. Por causa dele, povos terão dores agudas. Quanto a todas as faces, certamente ficarão coradas de excitação.  Correm como homens poderosos. Sobem a muralha como homens de guerra. E vão, cada um, nos seus próprios caminhos e não trocam de veredas. E não empurram um ao outro. Prosseguem andando assim como o varão vigoroso no seu rumo; e se alguns caírem mesmo entre os projéteis, os outros não interrompem o avanço. Investem para dentro da cidade. Correm sobre a muralha. Sobem às casas. Entram pelas janelas como o ladrão. Diante dele a terra ficou agitada, os céus tremeram.  Mesmo o sol e a lua ficaram escuros e as próprias estrelas recolheram a sua claridade. E o próprio Javé certamente fará ouvir a sua voz perante a sua força militar, pois o seu acampamento é muito numeroso. Pois, aquele que cumpre a sua palavra é forte; porque o dia de Javé é grande e muito atemorizante, e quem poderá resistir nele?” (4)

É verdade, e o grande exército de Deus, que o profeta Joel – mas também Habacuque – viu saindo para a sua ação, em toda a terra, partindo de um lugar, segue pelas avenidas de Presidente Prudente arrebatando e extasiando a grande multidão que bate no peito e diz: eu militarei nele! Serei um dos seus soldados valorosos, investindo para dentro da cidade, correndo sobre a muralha, subindo às casas, e entrando pelas janelas como o ladrão...

E agora a multidão vê passar pelas avenidas de Presidente Prudente novo quadro. Sim, uma nova divisão do exército divino, uma nova pedra preciosa da coroa régia do Senhor. Eis que vêm quatro jovens carregando ao ombro quatro grandes estandartes. Na frente segue um estandarte, mas, atrás, guardando distância de seis passos – que o rei Davi deu quando fazia a arca do Pacto subir da casa de Obede-Edom para cima a Jerusalém (5), e com gritos de alegria, e com toque de buzina, e com cânticos, e com dança – eis que segue três estandartes um ao lado do outro.

E os três estandartes que segue atrás, seis passos atrás, ora, deste lado de cá segue o grande estandarte de Madre Tereza de Calcutá, no ombro de uma jovem, e do lado de lá o grande estandarte de Chiara Lubich, no ombro de uma jovem focolar. Mas entre as duas jovens que levam ao ombro os estandartes de Madre Tereza de Calcutá e de Chiara Lubich eis que segue uma jovem levando ao ombro o grande estandarte de Zilda Arns. E as três jovens seguem pelas avenidas de Presidente Prudente guardando distância de seis passos, da jovem que vai à frente levando ao ombro o grande estandarte de Dorothy Stang.

E quando essa jóia da coroa régia do Senhor passa pelas avenidas da cidade eis que a multidão vê passar nova jóia da coroa régia do Senhor. E eis quatro jovens levando ao ombro quatro grandes estandartes. Na frente segue um jovem levando ao ombro seu grande estandarte, e atrás dele, guardando distância de seis passos – que o rei Davi deu quando fazia a arca do Pacto subir da casa de Obede-Edom para cima a Jerusalém, e com gritos de alegria, e com toque de buzina, e com cânticos, e com dança – segue três jovens levando ao ombro seu grande estandarte. Um ao lado do outro.

E eis que deste lado segue um jovem levando ao ombro o grande estandarte do Bispo Desmond Tutu, e do lado de lá segue um jovem levando ao ombro o grande estandarte de Nelson Mandela. E os dois grandes estandartes seguem pelas avenidas de Presidente Prudente ladeando o grande estandarte de Martin Luther King que segue pelas avenidas nos ombros de um jovem batista. E os três jovens, levando os estandartes do Bispo Desmond Tutu, e de Martin Luther King, e de Nelson Mandela, seguem pelas avenidas de Presidente Prudente guardando distância de seis passos do jovem que vai à frente levando ao ombro o grande estandarte de Mahatma Gandhi.

E quando passa os jovens levando ao ombro o grande estandarte do Bispo Desmond Tutu, e de Nelson Mandela, e de Martin Luther King, e de Mahatma Gandhi, eis que a multidão vê agora passar aos seus olhos dois jovens montados cada qual em um cavalo branco. E levam ao ombro um grande estandarte. E os estandartes seguem girando em suas mãos. E o que sucede é que quando o jovem do lado de cá passa pelas avenidas de Presidente Prudente girando o seu estandarte então em um lado a multidão vê o rosto de João XXIII, mas no outro lado vê o rosto de John Wesley, com os rostos de João XXIII e de John Wesley intermitentemente se alternando aos seus olhos. E quando o jovem do lado de lá gira o estandarte em sua mão então a multidão vê em um lado o rosto de Che Guevara, mas no outro o rosto de Francisco de Assis. O Hay que Endurecerse e o Pero Sin Perder La Ternura Jámas girando intermitentemente aos olhos de toda a multidão. De modo que os rostos de João XXIII, e de John Wesley, e de Che Guevara, e de Francisco de Assis é uma realidade palpitante aos olhos da multidão.

E quando passam os jovens montados em seus cavalos brancos, levando ao ombro os dois grandes estandartes que seguem pelas suas avenidas girando em suas mãos, e fazendo alternar aos olhos da multidão João XXIII e John Wesley, Che Guevara e Francisco de Assis, eis que a multidão vê passar agora um novo quadro, uma nova jóia da coroa régia do Senhor. Uma nova jóia de muitos brilhos. De fato, a multidão nas avenidas de Presidente Prudente agora vê a passagem de um quadro duplo, um ao lado do outro.

E eis que deste lado de cá, lado esquerdo, seguem três jovens levando três grandes estandartes, e do lado de lá, lado direito, seguem mais três jovens levando em seus ombros mais três grandes estandartes.

No lado esquerdo, o jovem do lado de cá segue levando ao ombro o grande estandarte do marinheiro João Cândido, e o jovem do lado de lá leva ao ombro o grande estandarte de Malcolm X. E os jovens levando ao ombro os estandartes de João Cândido e de Malcolm X seguem pelas avenidas de Presidente Prudente ladeando um jovem que leva ao ombro o grande estandarte de Milton Santos. E os estandartes de João Cândido, e de Milton Santos, e de Malcolm X seguem pelas avenidas de Presidente Prudente guardando distância de seis passos da jovem que segue à frente levando ao ombro o grande estandarte de Rosa Parks.

No lado direito, o jovem do lado de cá segue levando ao ombro o grande estandarte, de Orlando Villas-Boas, e o jovem do lado de lá segue levando ao ombro o grande estandarte de Claudio Villas-Boas. E os estandartes de Orlando Villas-Boas e de Cláudio Villas-Boas seguem pelas avenidas de Presidente Prudente ladeando o jovem que leva ao ombro o grande estandarte de Darci Ribeiro. E o estandarte de Orlando Villas-Boas, e de Darci Ribeiro, e de Cláudio Villas-Boas – seguem pelas avenidas de Presidente Prudente guardando distância de seis passos da jovem que segue à frente levando ao ombro o grande estandarte de Rigoberta Menchú.

Ora, seguindo pelas suas avenidas, os jovens do lado esquerdo e os jovens do lado direito, paralelos, eis que na frente da jovem que leva ao ombro o grande estandarte de Rosa Parks segue então um grupo de dezesseis jovens negros. E levam no ombro um grande andor onde nele vão sentados um negro e uma negra. E os dezesseis jovens seguem pelas avenidas de Presidente Prudente levando ao ombro o andor, oito jovens na frente e oito jovens atrás. E um grupo de mais dezesseis jovens segue ao seu lado, para irem se revezando ao longo dos cerca de cinco, seis quilômetros, até chegarem ao Parque do Povo. E na frente do homem negro, na posição dos seus pés, próximo a ele, segue gravado em letras dourado: ZUMBI DOS PALMARES VIVE! E na frente da mulher negra, na posição dos seus pés, próximo a ele, segue gravado em letras dourado: DANDARA VIVE!

Do lado direito da avenida, à frente da jovem que segue pelas suas avenidas levando ao ombro o grande estandarte de Rigoberta Menchú, paralela à jovem que leva ao ombro o grande estandarte de Rosa Parks, segue um grupo de dezesseis jovens índios, levando ao ombro um andor onde estão um índio e uma índia, sentados. Oito jovens na frente e oito jovens atrás. E ao seu lado segue um grupo de mais dezesseis jovens índios, para irem se revezando ao longo do caminho.

E na frente dos jovens levando ao ombro o andor com o índio e a índia sentados, sim, na frente do índio, na posição dos seus pés, próximo a ele, segue gravado em letras dourado: SEPÉ TIARAJU VIVE! E na frente da índia, na posição dos seus pés, próximo a ele, segue gravado em letras dourado: PULQUÉRIA VIVE!

Ora, caminhando pelas suas avenidas, pelo lado esquerdo, jovens negros e pelo lado direito jovens índios eis que na frente de todos eles seguem dois jovens brancos levando ao ombro o grande estandarte de Castro Alves e de Bartolomeu de Las Casas. E os dois jovens seguem pelas avenidas da cidade exibindo para os que estão do lado de cá e do lado de lá os grandes estandartes de Castro Alves e de Bartolomeu de Las Casas.

E quando finalmente passam os jovens, negros e índios, levando ao ombro os andores com um negro e uma negra, sentados, um índio e uma índia, sentados, representativos de Zumbi dos Palmares e de Dandara e de Sepé Tiaraju e de Pulquéria, a multidão olha para a sua direita para ver quem lá vem. E eis que agora passa aos seus olhos jovens levando em suas mãos os grandes estandartes das grandes religiões monoteístas. Três jovens, levando ao ombro o grande estandarte do Judaísmo, e do Cristianismo, e do Islã, lado a lado seguindo pelas avenidas de Presidente Prudente no Grande Dia, se, para uns é dia de luz, de muita alegria, para outros é um dia de apreensão na expectativa das coisas que sobrevirão a terra.

E quando passa os jovens levando ao ombro os estandartes das grandes religiões monoteístas eis que agora passa aos olhos da grande multidão jovens levando ao ombro o grande estandarte das doutrinas espiritualistas, tanto as que nasceram e estão no oriente como as que nasceram e estão no ocidente. Agora passa aos olhos da grande multidão aqueles que dedicam suas vidas à prática da caridade, a minorar o sofrimento daqueles que não tem a quem clamar e a quem se apegarem senão que entregues ao milagre do aparecimento de almas caridosas que se importam com eles e emprestam a eles um pouco de amor e de calor humanos.

E quando passam os jovens levando ao ombro o grande estandarte das religiões monoteístas e das doutrinas espiritualistas, as que estão no oriente, as que estão no ocidente, agora passam aos olhos da grande multidão uma infinidade de jovens levando ao ombro o estandarte de uma denominação religiosa do cristianismo, quer as do ramo evangélico quer as do ramo católico. Todas elas, nas suas centenas, que sentiram em seus seres terem chegado a elas o grande Chamado para que atravessem o Jordão espiritual indo ocupar as moradas eternas que Jesus um dia disse iria preparar para os seus.

E quando passa a multidão de jovens, levando ao ombro o grande estandarte de uma denominação religiosa do cristianismo, quer as que nasceram a partir da porta do Castelo de Wittenberg, quer as que nasceram a partir da Rua Azusa, quer as que nasceram a partir do Concílio Vaticano II – E Adamir Gerson, ao lado da Teologia da Libertação, computa também a Renovação Carismática como tendo saído das entranhas do Concílio Vaticano II, sendo tão somente a primogênita Teologia da Libertação o seu Esaú (6), ao passo que a Renovação Carismática o seu Jacó. Sim, Jacó e Esaú que no Grande Dia iriam se reconciliar plenamente entre si, se reconhecendo carne da mesma carne, osso do mesmo osso, um só espírito, reconciliação esta que iria dar-se na plena mediação Daquele que interpôs entre os dois irmãos gêmeos quando iam para se destruir mutuamente; e ao transformar o seu ódio em amor, a sua incompreensão em compreensão, então fez com que Esaú recebesse Jacó com prazer e fez com que Jacó visse a face de Esaú como a face de Deus (7). Destarte, no Grande Dia Teologia da Libertação e Renovação Carismática deixarão de ser em parte, parcial, Paulo ou Marx, e se levantarão no que é completo, o Cristo da cruz (8), pois que o Cristo da cruz estabeleceu entre eles uma ponte de comunicação, fazendo com que a essência de um circule no outro sem, no entanto, deixarem de ser o que são. O Grande Dia consumará o seu enriquecimento, pois aquele que tinha a igualdade espiritual de Jesus passou a ter também a sua igualdade material, e aquele que tinha a igualdade material de Jesus passou a ter também a sua igualdade espiritual. Deveras, a aguda espada afiada de dois gumes que se estende da boca de Jesus (9), cortando contra as concupiscências da carne e contra as concupiscências do dinheiro, foi posta nas mãos dos filhos e filhas de Deus. E já não haverá mais demora.

Bem, o que sucede é que quando passa a multidão de jovens levando ao ombro o estandarte de uma denominação religiosa do cristianismo, quer as que nasceram a partir da porta do Castelo de Wittemberg, quer as que nasceram a partir da Rua Azusa e quer as que nasceram a partir do Concílio Vaticano II eis que agora passa aos olhos da multidão nas avenidas de Presidente Prudente novo quadro, nova jóia da coroa régia do Senhor. E agora passam dezenas e dezenas de jovens levando ao ombro os estandartes daqueles que João viu por debaixo do altar clamando vingança pelo seu sangue derramado (10).

E eis que são dezenas e dezenas de jovens levando ao ombro os estandartes daqueles cristãos que sofreram martírio nas mãos de Roma pagã. E o seu número é incontável, sendo incontável o número dos seus estandartes, pois, deveras, cada estandarte leva o nome de um daqueles mártires que na defesa da fé cristã sofreu horrores à mão de homens violentos, sem compaixão pelo próximo, e de feras famintas. E na frente de todos eles seguem três jovens levando em suas mãos ramalhetes com rosas brancas.

E as dezenas e dezenas de jovens seguem pelas avenidas de Presidente Prudente levando ao ombro os seus estandartes. E eis que a multidão vê entre seus estandartes os estandartes dos apóstolos de Jesus que foram martirizados. Todos eles estão ali nos ombros dos jovens para receberam a coroa de glória que um dia foi-lhes prometido. Todos eles estão ali, desde Estevam ao último dos apóstolos martirizado, André. É verdade, as suas dezenas carregam ao ombro o estandarte de um cristão que teve a sua vida ceifada por não permitir que valores ético-espirituais fossem subjugados e pisados por valores amorais ou imorais, ou mesmo morais, que tinham o poder de satisfazer o instinto, a tradição e a voracidade do corpo, jamais o espírito que se realiza a si mesmo, e se satisfaz a si mesmo, na plena realização do outro.

É incontável o seu número. É incontável o número dos estandartes dos mártires do cristianismo que desfilam pelas avenidas de Presidente Prudente. De modo que se podem ver no meio deles, entre os estandartes dos apóstolos de Jesus, os estandartes de Policarpo, e de Bárbara de Nicomédia, e de Anastácio de Sirmiuns, e de Demétrio Tessalonico, e de Perpétua e de Felicidade, e de Inês, e de Agatonice, e de Sinforosa, e de Justino, e de Teodoro de Heracléia, e de Catarina de Alexandria, e de Cristina de Bolsene, e de Irene, e de Clemêncio, e de Flávia Domitila, e de Blandina, e de Inácio, e de Leônidas, e de Pantaleão de Nicomédia, e de Teodósia, e de Procópio de Citópolis. A verdade é que se para cada mártir cristão houvesse um representante em Presidente Prudente com certeza todas as suas ruas seriam insuficientes para abrigar o seu número, tão grande foi o número dos mártires que morreram na defesa da fé cristã.

E o que sucede é que quando passam os três jovens levando nos braços ramalhetes com rosas brancas, e sendo seguido por uma multidão incalculável de jovens levando ao ombro o estandarte de um cristão martirizado sob o domínio de Roma pagã, eis que agora a multidão vê passar diante dos seus olhos os estandartes daqueles que João viu completando o número dos mártires cristãos e que foram chamados por ele de co-escravos e de co-irmãos; que iriam ser mortos como foram aqueles que debaixo do altar clamavam vingança pelo seu sangue (11).

E diante dos olhos da multidão agora passa os estandartes dos mártires do socialismo. É incontável o seu número. É incontável o número dos estandartes dos mártires do socialismo que passam perante os olhos da multidão que está nas avenidas de Presidente Prudente. Desde os mártires que morreram lutando na Comuna de Paris, passando pelos mártires de Chicago, e pelo martírio do casal Rosemberg em Nova Yorque, sim, passando pelo martírio de Che Guevara nas selvas bolivianas até chegar ao martírio de Dorothy Stang nas selvas brasileiras, é incontável o número dos mártires pelo socialismo, que sofreram todo tipo de violência desde ser afogado na água e passar por seção de choque elétrico até ser amarrado pelos pés e arrastado pelas ruas da cidade por automóveis conduzidos por homens enfurecidos, até mesmo que postos em helicópteros e lançados ao mar.

E dezenas e dezenas de jovens seguem pelas avenidas de Presidente Prudente levando ao ombro os estandartes dos mártires pelo socialismo, cujo número foi tão grande como foi o número dos mártires pelo cristianismo. E na frente deles seguem três jovens levando nos braços ramalhetes com rosas vermelhas.

E eis que a multidão nas avenidas de Presidente Prudente vê agora passar os mártires pelo socialismo, que necessário se fez morrer para que se completasse o número dos seus co-escravos e co-irmãos que foram mortos sob Romã pagã e eles, então, fosse vingado. Uma vingança que se daria não em mais derramamento de sangue, mas no aparecimento de uma nova terra, fraterna, solidária, livre de toda e qualquer opressão.

E sob o olhar atento e penetrante da multidão agora passam pelas avenidas de Presidente Prudente jovens levando ao ombro os estandartes de Stuart Angel, e de Carlos Mariguela, e de Alexandre Vanucci Lemes, e de Vladimir Herzog, e de Manuel Fiel Filho, e de Santo Dias, e de Chico Mendes, e de Olga Benário, e de João Bosco Penido, e de Pe. Ezequiel Ramin, e de Dom Oscar Romero, e de Pe. Josimo Tavares, e de Frei Tito, e de Ranúsia Alves Rodrigues, e de Manoel Lisboa, e de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, e de Carlos Lamarca e de Iara Yavelberg, e de Zequinha Barreto. Se todas as ruas de Presidente Prudente são pequenas demais para abrigar os estandartes dos mártires cristãos são também pequenas demais para abrigar os estandartes dos mártires pelo socialismo. Milhões foram mortos pela causa do cristianismo e milhões foram mortos pela causa do socialismo, todavia era no martírio dos seus milhões, no seu sangue derramado, que tanto encharcou o chão dos coliseus romanos como encharcou o chão dos porões das ditaduras, que um novo mundo estava sendo forjado, parturiado. Aquele mundo que segundo o profeta Isaías quando estabelecido as coisas velhas não seriam lembradas e nem subiriam mais ao coração.

Pois é, quando passa a multidão de jovens levando ao ombro o estandarte de um mártir pelo socialismo o que a multidão vê agora é a passagem dos povos da floresta, na sua rica indumentária, com as suas mãos ocupadas pelos objetos do dia a dia que ocupam o seu viver. E eis que passam agora aos olhos da multidão os povos da floresta, inúmeras tribos, vindas de todas as partes da América e alhures. E seguem pelas avenidas de Presidente Prudente não só exibindo a beleza e a riqueza de sua rica cultura, mas também a sua ligação umbilical com a mãe-terra, os seus rios, os seus animais e as suas árvores.

E na frente de todas as tribos segue a tribo dos Guaranis-kaiowás, com os seus jovens, os seus homens e suas mulheres não cansando de dizer: a ressurreição é também atributo da existência. Se há vida, se há morte, há também ressurreição. É verdade, a nossa noite de choro durou quinhentos anos, longos quinhentos anos em que muito pouco de nós sobrou, mas a nossa manhã da alegria há de ser eterna.

E o que sucede é que quando passa os povos da floresta então atrás deles vem o grande caminhão trazendo os homens e mulheres, que por terem se dedicado ao serviço com os pobres, por terem lutado para arrebatar os pobres da mão do opressor, que sem medo enfrentaram as forças das trevas e do terror, e não sustentaram suborno contra o inocente, sim, agora segue pelas avenidas de Presidente Prudente os homens e mulheres que neste dia, quando estiverem no grande palanque armado ali no Parque do Povo visto em sonho pela jovem Joseane, hão de ouvir: Vinde, vós os que tendes sido abençoados por meu Pai. Herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois fiquei com fome, e vós me destes algo para comer; fiquei com sede, e vós me destes algo para beber. Eu era estranho, e vós me recebestes hospitaleiramente; estava nu, e vós me vestistes. Fiquei doente, e vós cuidastes de mim. Eu estava na prisão, e vós me visitastes (12).

E seguem pelas avenidas de Presidente Prudente os ungidos de Javé para começar na terra o governo de Jesus Cristo, que quando plenamente estabelecido nunca mais um jovem será visto fora da escola. Nunca mais um jovem será visto a serviço do tráfico ou trocando tiro com a polícia ou passando a sua juventude numa penitenciária. Nunca mais os recursos da nação serão desviados por este ou aquele político, por este ou aquele magistrado, por este ou aquele governante que tem a responsabilidade da condução dos negócios públicos. Nunca mais eles terão fome, ou terão sede, ou se abaterá sobre eles o sol ou calor abrasador, mas serão guiados para as fontes das águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles (13).

E o grande caminhão levando os políticos de Deus segue pelas avenidas da cidade em direção do Parque do Povo, com os políticos de Deus acenando para a multidão que não se cansa de acenar para eles e de agitar para eles os seus lencinhos brancos. E no meio deles, entre os políticos de Deus que seguem no caminhão vai o senador Cristovam Buarque. E não se cansa de estender as suas mãos para a multidão nas avenidas de Presidente Prudente, em ato de reverência e de agradecimento por ter aberto seu coração e permitido que entrassem e fizesse morada. Deram-lhe um voto de confiança e por isso a sua gratidão a todos que estão nas avenidas de Presidente Prudente. De modo que a multidão, batendo fortes os seus tambores, agitando as suas bandeiras e cantando os mais belos cânticos não cessa de dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o Portador de Cristo! E finalmente a multidão entra no Parque do Povo e vai se postar diante do grande palanque ali armado visto em sonho pela jovem Joseane.

E o que sucede é que quando a multidão entra no Parque do Povo e após discursos, e a grande celebração universal que tem como centro e como foco o real corpo de Cristo, então chega o momento da simbólica chuva de rosas, uma justa homenagem que será prestada a todos aqueles que lutaram e foram martirizados tanto pela causa do cristianismo como pela causa do socialismo (14).

E aqueles três jovens que seguiram na frente dos estandartes dos mártires pelo cristianismo então lançam ao alto os  ramalhetes de rosas brancas em suas mãos numa justa homenagem a todos os mártires do cristianismo. E quando  subirem e descerem ao olhar de todo o povo no Parque do Povo então dedos femininos começarão a retirar das cordas do violino o som divino do hino MAIS ALVO QUE A NEVE. Em seguida será a vez dos três jovens que seguiram na frente dos estandartes dos mártires pelo socialismo lançarem ao alto os seus ramalhetes com rosas vermelhas numa justa homenagem aos mártires do socialismo. E quando subirem e descerem ao olhar de todo o povo então dedos masculinos começarão a retirar do violino o som da música Vermelho, que o Brasil inteiro cantou com Fafá de Belém.

E sucederá que quando todos no Parque do Povo acabar de cantar Vermelho, então os seis jovens se abaixarão e apanharão os seus ramalhetes. E os misturarão como no sangue estão misturados os glóbulos brancos e os glóbulos vermelhos produzindo a vida. E juntos os lançarão ao alto, os ramalhetes com rosas brancas e os ramalhetes com rosas vermelhas, anunciando a chegada de um novo tempo em que aqueles que lutam pela igualdade espiritual lutarão também pela igualdade material e aqueles que lutam pela igualdade material lutarão também pela igualdade espiritual. Misturados, anunciam a chegada de um novo tempo em que não apenas o corpo que ama e gera a vida é templo do Espírito Santo, e ninguém tem o direito de profaná-lo, como também é templo do Espírito Santo o trabalho e ninguém tem o direito de profaná-lo. E o que sucede é que quando os jovens lançam ao alto os ramalhetes com rosas brancas e os ramalhetes com rosas vermelhas, que é sim justa homenagem Àquele que tirou de si a igualdade espiritual e a igualdade material e no devir histórico presenteou os humanos, para que vivessem em harmonia, fossem felizes, então dedos femininos e dedos masculinos começarão a retirar do violino o som divino da música Rosa de Sarom, que a multidão já tinha cantado no centro da cidade aos plenos pulmões.

E o que sucede é que quando no Parque do Povo todos estiverem cantando mais uma vez Rosa de Sarom então vento carregado de eletricidade virá e os apanhará; e na sua força levará o seu perfume universal aos quatro cantos da terra, a todos os seus confins, com o branco de sua paz e o vermelho de sua vida pousando e fazendo morada em todos os corações, os que estão nas terras e os que estão nas casas. Se antes o profeta Isaías lamentou: não há lugar sem a presença da coisa asquerosa, agora há regozijo por se saber que o perfume universal da revolução brasileira que se levantou do solo sagrado de Presidente Prudente naquele dia 19 de junho do ano de 2014 refrigera o ar e está em todos os lugares da terra habitada. Não há mais lugar que não respire a sua fragrância universal. São estes os dias que cumprem os vaticínios de Isaías: a Terra inteira chegou a descansar, ficou sossegada. As pessoas ficaram animadas, com clamores jubilantes. (15).

Ora, por ocasião da última Ceia, segundo as imagens que estão em Mateus 26.26, 29, Jesus deixou ali um vaticínio que se cumpre neste dia. Após ter ministrado a Ceia aos seus discípulos, disse que só voltaria a participar dela quando aparecesse nova, no reino de seu Pai. Participaria dela junto com seus discípulos.

Pois é, o que há de suceder é que após a chuva de rosas, e os cânticos, então a multidão participará de uma Ceia, que não tem o sentido da tradicional, lembrar do sacrifício de Jesus, mas que representa o corpo real de Cristo. Quem dela participa adquire a consciência que o pecado e a opressão são materiais, mas também espirituais; e que é missão dos discípulos de Jesus não somente manter-se afastados do pecado e opressão espirituais e materiais como lutar para que estes mal deixem de fazer parte da sociedade e da vida das pessoas. Depois desta Ceia nova quem não tem compromisso com a transformação da sociedade torna-se indigno em participar da Ceia. E todos no Parque do Povo levam à boca um cálice de vinho e mastigam um pedaço de pão, participando da Ceia nova de Jesus que se manifesta em conexão com o seu novo nome (16).

E a multidão se despede do Parque do Povo cantando a música do Geraldo Vandré PRA DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES. Voltam para as suas casas com a certeza de que a Semente está dentro de si e que ela terá de ser semeada em todos os corações, em todas as mentes, na sua casa, na sua vizinhança, no seu bairro, na sua cidade, no seu Estado, na sua nação, no seu continente, na terra inteira, pois, deveras, é esta a Semente que o profeta Daniel viu sendo arrancada do monte, sem o auxílio de mãos, e ferindo a estátua e a esmiuçando, e se espalhando para a terra inteira e a enchendo como a um só monte (17).

NOTAS DE RODAPÉ

(01)  Joel 3.11-14
(02)  Apocalipse 16.12
(03)  A música Rosa de Sarom, que no trabalho é dito é cantada pela multidão nas avenidas de Presidente Prudente quando se inicia a grande caminhada na verdade é uma letra que Adamir Gerson fez e encaixou no clássico Romance de Amor, que por sinal é controverso a sua origem. O que se sabe com certeza é que se trata de uma música pertencente ao folclore espanhol. Quanto ao seu compositor o mais aceito é que tenha sido Antônio Rovira, também aparecendo como seu autor Tarrega, Sor, Yepes, Paganini, e aquele que muitos afirmam ser o compositor de fato, Vicente Gomes. Por ser uma música sem autor aparente, e belíssima, e intuindo que a sua autoria desconhecida podia esconder um propósito divino, Adamir Gerson se viu no direito de utilizá-la pondo nela uma letra que julga pertinente. E espera que a sua versão tenha o mesmo alcance que teve a música austríaca Griechischer Wein, do Udo Jurgens, que transposta para a cultura portuguesa por Paulo Alexandre, se transformou num belíssimo clássico lusitano
(04)  Joel 2
(05) Obede-Edom, o Vermelho. A Palavra de Deus narra uma forte dialeticidade envolvendo a Arca do Pacto, uma verdadeira odisséia. Tendo inicialmente morado em tendas de pano, no deserto, e naquela oportunidade residindo em um morro, na casa de Abinadabe, quando Davi foi elevado a rei então fez com que a Arca do Pacto subisse acima a Jerusalém. Mas, por um acidente de percurso, a Arca do Pacto foi levada para a casa do jeteu Obede-Edom e ficou ali por três meses. E quando Davi ficou sabendo que a ira de Javé se retirara por causa da irreverência de Uzá e que abençoava a casa de Obede-Edom então Davi fez com que a Arca do Pacto fosse então levada para cima a Jerusalém. E finalmente a Arca do Pacto foi levada para o seu lugar de permanência, o Templo, construído depois por Salomão.
 Esta odisséia da Arca do Pacto teria sido a odisséia do socialismo? Do socialismo utópico, morando em tendas de pano, ao socialismo marxista, morando na casa do jeteu Obede-Edom, até chegar ao socialismo celestial, que seria os dias de hoje e deste ano de 2014 quando Deus trará um novíssimo tempo para o socialismo? E toda a sua culminância será quando o socialismo será levado para o seu lugar de permanência, o Templo, como A Palavra de Deus?
 Narra a Palavra de Deus que quando o rei Davi fez subir a Arca do Pacto da casa do jeteu Obede-Edom para cima a Jerusalém, com gritos de alegria e com toque de buzina, ora, quando a arca de Javé entrou na cidade de Davi então Milcal, filha de Saul, olhou pela janela e chegou a ver o rei Davi pulando e dançando diante de Javé. E Milcal começou a desprezá-lo no seu coração. Quem é esta Milcal? É representativa de todos os sacerdotes que abriram a sua boca em acusação contra o socialismo em favor dos governantes terrenos, que estão passando e aquele ficando. Representam a casa de Saul e não a casa de Davi. Quando, no ano de 2014, as ruas do Brasil estiverem fervilhando por causa de Javé, que irrompeu por uma brecha e está fazendo a arca do Pacto subir da casa de Obede-Edom, o Marxismo, para cima a Jerusalém, aos cristãos, estes sacerdotes irão olhar pela janela e ter a reação de Milcal. Filhos de Milcal! Filhos de Saul! Mas que pelas infinitas misericórdias de Deus foram transformados num abrir e piscar de olho, e se tornaram Filhos de Jesus!
(6)   Adamir Gerson acabou de dizer que a convocação do Concílio Vaticano II pelo Papa       João XXIII em 59 e a sua realização na primeira metade da década de 60 foi na verdade o parto de Rebeca de cujo ventre não veio apenas a Teologia da Libertação,   como usualmente se pensa, mas também a Renovação Carismática.
 A Teologia da Libertação teria sido o seu Esaú? Sim. Mas ela trazia em potência Isaque que um dia se converteria nela em ato. Iria crescer se desenvolver, cada vez mais adquirindo nova figura de espírito, até o tempo em que em plena maturidade então se levantaria como Isaque.
 E podemos dizer que já temos divisado esta metamorfose na Teologia da Libertação. Por ocasião da pressão exercida sobre ela pelas mãos fortes e divinas do Papa João Paulo II, o Fogo Heraclíteo de Javé, a descascar, a debulhar, e eliminar, e novamente reconstruir, muitos passos à frente (em Deus há tempo para edificar e tempo para derribar o que foi edificado), ora, diante da forte pressão exercida sobre ela pelo Papa João Paulo II, muitos sacerdotes ligados à Teologia da Libertação não só reconheceram que tinham enveredado pelo caminho do materialismo esaútico e foram muito longe como também reconheceram a necessidade de olhar para os carismáticos com novo olhar. Estes sacerdotes começaram a sentir no âmago do seu ser que o futuro da Teologia da Libertação passava por uma reconciliação com a Renovação Carismática. E este é o caminho único reservado à Teologia da Libertação (mas o caminho único reservado aos marxistas é os evangélicos).
 E será no seu encontro e reconciliação com a Renovação Carismática, pasmem! Que a Teologia da Libertação reconhecerá claro como o dia a completa divinização do Marxismo e da Revolução que, por ser Esaú, o que nunca fez, ontologicamente foi impossibilitado de fazê-lo. Mas passará a fazer quando se reconciliar plenamente com a Renovação Carismática, Pois, na reconciliação, ao receber a seiva espiritual, deixou de ser Esaú para ser Isaque (mas os carismáticos deixaram de ser Jacó para serem também Isaque, pois receberam em si a seiva material que Jesus tirou de si e fecundou na Teologia da Libertação).
 Reconhecer a completa presença do Divino no Marxismo e na Revolução é preciso estar em Jesus, no Cristo de Nazaré, sendo impossível este reconhecimento àqueles que são Esaú (Teologia da Libertação + Marxismo) ou são Jacó (Renovação Carismática + Evangélicos). É preciso estar no Completo escatológico de Paulo (ICoríntios 13.9-10).
 E é tão certo que a Teologia da Libertação não teve acesso à divinização do Marxismo e da Revolução que todos os seus teólogos, sem exceção, desde o primeiro, Gutierrez, até chegar aos de ponta que estão no Brasil, julgaram Stálin como “tirano”. Ora, quem está em Jesus tem de Stálin uma nova visão, o Josué de Deus, que desalojou os cananeus e amorreus modernos e no lugar estabeleceu os escravos saídos da escravidão do capitalismo. Stálin foi um homem rude, duro, a ponto chamado “Homem de Aço”? Josué também exibiu todas estas características. Quem está no espírito da Palavra de Deus aceita Josué sem questionar se o que fez foi bom ou mal, mas quem não está só tem palavras repulsivas sobre Josué, como certa Enciclopédia que se referiu a ele como “o maior assassino da História”,
(07)   Gênesis 33.10
(08)   ICoríntios 13.9-10
(09)   Apocalipse 1.16
(10)   Apocalipse 6.10
(11)   Apocalipse 6.11 
(12)   Mateus 25.34-40 
(13)   Apocalipse 7.9-17
(14)   Adamir Gerson acabou de falar sobre uma chuva de rosas que ocorreria no Parque do Povo da cidade de Presidente Prudente no dia 19 de junho do ano de 2014. Esta chuva de rosas teria ligação com a “chuva de rosas” do sonho profético de Dom Bosco? Que viu no final dos tempos uma chuva de rosas caindo do céu a terra, em grande quantidade, e cobrindo as terras e os telhados? Intérpretes de Dom Bosco viram esta chuva de rosas como o anúncio da chegada da era do Espírito na terra, o triunfo do amor ágape sobre o mundo. A chuva de rosas que Dom Bosco viu em sonho caindo sobre a terra seria mesmo a chegada na terra da era do Espírito?
 Vejamos o sonho de Dom Bosco datado do ano de 1880: Eis que no sonho Dom Bosco notara que o céu ficara sombrio e se aproximou uma tempestade com trovões, raios e relâmpagos. E no meio de tudo isto se ouviu um grande estrondo, um grande trovão, que estremeceu a casa. E Dom Bonetti, que no sonho acompanhava Dom Bosco junto com o Conselho, correu para o alpendre e eis que viu caindo do céu uma chuva de espinhos. As gotas de espinhos que caiam eram grossas como cascatas de água numa chuva torrencial. E após a chuva de espinhos eis que houve um segundo trovão, forte como o primeiro. No entanto parecia que agora o céu começava a se clarear. E quando houve o segundo trovão então Dom Bonetti correu para o alpendre e eis que viu uma nova chuva caindo do céu. De modo que exclamou: Óh! Uma chuva de botões! E seguiu-se um terceiro trovão, mais forte ainda. De modo que Dom Bonetti correu para o alpendre para ver o que era. Olhando para o alto, Dom Bonetti viu agora aparecerem frinchas de céu claro e um pouco de sol. E olhando para as frinchas de céu claro eis que Dom Bonetti vê agora um novo espetáculo: do céu cai uma chuva de flores
 Chuva de espinhos, chuva de botões, chuva de flores!
 Após a chuva de flores, que eram de muitos matizes, ocorreu do céu um quarto trovão, fortíssimo! Muitíssimo mais forte que os anteriores. E Dom Bonetti correndo para o alpendre e olhando para o alto eis que viu o céu completamente claro e no horizonte um sol brilhante. E Dom Bonetti pasmado diante do sol brilhante eis que viu o céu se abrindo e uma chuva de rosas, em grande quantidade, caindo das nuvens a terra. E as rosas, mui perfumadas, cobriam as terras e os telhados das casas. E quando Dom Bonetti quando via uma chuva de rosas assim correu para Dom Bosco e disse: Vem e vede! E quando Dom Bosco olhava e via as rosas cobrindo as terras e os telhados das casas, exclamou: Óh! Finalmente!A verdade é que por ocasião dos Atentados nos Estados Unidos, perpetrados por radicais islâmicos, conhecedor do sonho profético de Dom Bosco sobre a chuva de rosas, inspirado, Adamir Gerson entendeu a ocorrência do grande estrondo que estremeceu a casa e que foi seguido de uma chuva de espinhos, sim, Adamir Gerson entendeu que foram os Atentados que puseram abaixo as torres gêmeas, e a chuva de espinhos seria a concretização do ataque sobre o Afeganistão anunciado pelo Presidente dos Estados Unidos. Querendo evitar que mal maior fosse cometido, pois o povo do Afeganistão não tinha nada que ver com aquilo; soube daquilo através dos seus radinhos de pilha, Adamir Gerson entrou em febril atividade para que fosse realizada na cidade de Presidente Prudente uma grande manifestação que seria apresentada para o mundo como sendo a chegada da chuva de rosas do sonho profético de Dom Bosco. E a terra inteira seria chamada a olhar no sonho profético de Dom Bosco e ver nos Atentados a queda da chuva de espinhos, mas no Brasil estaria se dando a queda da chuva de rosas. E Adamir Gerson enfatizava no escrito que a vingança a ser feito é que no Brasil, na queda da chuva de rosas, uma nova ordem mundial estaria nascendo, que quando plenamente estabelecida indivíduo algum iria ter pretexto para fazer o que aqueles radicais islâmicos fizeram nos Estados Unidos e nação alguma iria ter pretexto para atacar outras nações como era a iminência do ataque sobre o Afeganistão. E a verdade é que a partir daquele setembro de 2001 Adamir Gerson não desistiu mais de realizar tão grande caminhada, todos os anos, a cada oportunidade que surgia eis Adamir Gerson fazendo escritos de peso e chamando para a sua realização. De modo que quando a jovem Joseane relatou o seu sonho de grande caminhada na cidade de Presidente Prudente então Adamir Gerson viu sua vontade confirmada por uma segunda fonte.Bem, como Hegel disse que a crítica filosófica só é possível no final do processo, façamos agora esta pergunta: o grande estrondo que deu início ao sonho de Bom Bosco, e que estremeceu a casa onde estavam, podemos dizer que foram mesmo os Atentados do 11 de Setembro? E podemos dizer que a chuva de espinhos que caiu em seguida foi mesmo o ataque que os Estados Unidos fizeram no Afeganistão e Iraque, lançando sobre estes povos uma chuva de bombas, e continuaram dizendo que o fariam em qualquer lugar do mundo que abrigasse aquilo que entendiam como ameaça terrorista?
 Ora, no sonho de Dom Bosco após a chuva de espinhos o que se observa é uma reação contrária. A chuva de espinhos é interrompida e o seu lugar será ocupado por uma chuva de rosas, precedida de uma chuva de botões e de uma chuva de flores.
 O que teria sido este segundo estrondo e que obrou a chuva de botões? Teria sido a Primavera Árabe o início de uma reação generalizada contra a ordem mundial estabelecida, que causa sofrimento não apenas entre os povos árabes, mas sobre os povos do mundo inteiro?
 E o que teria sido a chuva que veio na sequência da chuva de botões, e também anunciada por um grande trovão, um grande estrondo, a chuva de flores? Podemos dizer que foram as gigantescas manifestações que estouraram no Brasil no mês de junho do ano de 2013?
 E podemos afirmar que o grande estrondo, fortíssimo, e que trouxe a chuva de rosas, cobrindo as terras e os telhados, seria sim as grandes manifestações que Adamir Gerson está propondo sejam realizadas em todo o Brasil no mês de junho do ano de 2014?
 (15)  Isaías 14.7-9
 (16)  Apocalipse 3.12


 (17)  Daniel 2.35; 44